ESTATUTO - CND


CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB
COMISSÃO NACIONAL DOS DIÁCONOS – CND
ESTATUTO DA COMISSÃO NACIONAL DOS DIÁCONOS – CND
CAPÍTULO I – DA DENOMINAÇÃO E NATUREZA DA COMISSÃO
Artigo 1º
- A Comissão Nacional dos Diáconos, doravante designada pela sigla CND, é uma
instituição vinculada à
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB1, cujas diretrizes segue,
e relacionada com a Comissão Episcopal Pastoral que a
CNBB lhe designar, na qual os diáconos do
Brasil expressam e concretizam, no plano nacional, a comunhão hierárquica com os presbíteros e os
bispos, na edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja.
Artigo 2º
- A CND é a instituição que congrega diáconos do Brasil, sinais sacramentais de Cristo
Servo,
e que, como expressão da fraternidade ministerial, colabora na realização de uma Igreja
Servidora e Missionária, juntamente com os cristãos leigos e leigas, presbíteros e bispos.
Artigo 3º
- A CND reger-se-á conforme as prescrições do Código de Direito Canônico, das Diretrizes
para o Diaconado no Brasil emanadas da
CNBB, e do presente Estatuto, sendo representada ativa e
passivamente por uma
Diretoria constituída na forma estatutária, tendo como foro e sede principal o
Distrito Federal, e sua sede administrativa na localidade onde reside o seu Presidente.
Parágrafo único.
Obtido o registro competente, a CND poderá erigir-se em pessoa jurídica de caráter
religioso, sem fins lucrativos, sendo que o Estatuto Civil e suas modificações somente terão valor
jurídico se receberem aprovação da
CNBB, com a autonomia e limitações previstas no presente
Estatuto.
CAPÍTULO II – DAS FINALIDADES DA COMISSÃO E DA DIRETORIA
Artigo 4º
- A CND tem por finalidade promover a vivência da comunhão diaconal em todo o País, nos
âmbitos diocesano, regional e nacional, para alcançar as seguintes metas: confraternização, partilha de
vida e experiências, promoção da vocação diaconal, incentivo à criação e funcionamento das escolas
diaconais, formação permanente
2 e proposição de linhas gerais de ação.
Artigo 5
º - A Diretoria da CND representa os diáconos do Brasil, em âmbito nacional, em sintonia
com a
CNBB, como organismo vinculado, e sob a permanente autoridade dos respectivos ordinários3.
§ 1º.
No cumprimento dos seus objetivos, a Diretoria da CND promoverá a integração e comunhão
dos diáconos do Brasil, nos âmbitos nacional, regional e diocesano, nos termos do artigo anterior;
§ 2º.
Representará o diaconado brasileiro junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
e demais organismos internacionais, nacionais, regionais e diocesanos;
§ 3º.
Encaminhará à CNBB os assuntos que, a seu juízo, convêm que sejam tratados em âmbito
nacional, regional, ou diocesano, relativos à vida da Igreja e à Ordem do Diaconado;
1
Cf. Artigos 6º; 12 e 91, do Estatuto Canônico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
(Documentos da CNBB nº 70).
2
Diretrizes para o Diaconado, da CNBB, n. 109.
3
Ob. Cit. N. 116.
2
§ 4º.
Participará das assembléias gerais da CNBB, quando a isso for convidada;
§ 5º.
Incentivará o relacionamento e o intercâmbio entre os órgãos representativos dos diáconos nos
âmbitos regionais, diocesanos e, quando houver, os interdiocesanos;
§ 6º.
Transmitirá aos órgãos representativos regionais, diocesanos, e aos diáconos, diretamente, as
solicitações de estudos e fomentará a conveniente aplicação das normas traçadas pela
CNBB;
§ 7º.
Promoverá cursos de formação permanente, encontros, seminários, congressos, retiros e outros,
para os diáconos, candidatos, esposas e filhos;
§ 8º.
Implementará as linhas de ação aprovadas pelas Assembléias Gerais de Diáconos.
CAPÍTULO III – COMPOSIÇÃO DA CND
Artigo 6º
- Integram a CND os diáconos do Brasil, no pleno exercício da Ordem do Diaconado, que a
ela se filiarem.
Parágrafo único -
A integração efetiva dar-se-á a partir da data de inscrição na CND, como membro.
Artigo 7º -
Em cada um dos Conselhos Episcopais Regionais4 e nas dioceses que já possuem
diáconos, haverá um órgão representativo nos âmbitos diocesano e regional, com a organização e
atribuições estabelecidas pelos respectivos estatutos, compatíveis com o presente, e aprovados pelo
Conselho Episcopal Regional
e pelo bispo diocesano, respectivamente, atendendo-se as seguintes
diretrizes:
a)
Os órgãos representativos regionais e diocesanos terão tantos membros quantos lhes sejam
facultados pelos estatutos, com mandato de
04 (quatro) anos, permitindo-se a reeleição por uma única
vez consecutiva;
b)
Os referidos órgãos representativos terão, em sua área de abrangência, atribuições análogas às da
Diretoria
da CND;
c)
Os referidos órgãos representativos deverão destinar à CND as contribuições dos diáconos de sua
área de atuação, para a manutenção de suas atividades estatutárias.
Parágrafo único.
Os órgãos representativos regionais e diocesanos adequarão os seus estatutos, para
que os mandatos das suas diretorias coincidam com o mandato da
Diretoria da CND.
Artigo 8º -
Não tendo sido constituído o órgão representativo diocesano, poderão ser criados órgãos
Interdiocesanos,
com as mesmas atribuições, os quais se relacionarão com o órgão representativo
regional e este com a
Diretoria da CND, na forma estabelecida no presente Estatuto.
CAPÍTULO IV - DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS
Artigo 9º -
A Assembléia Geral dos Diáconos, que pode ser ordinária ou extraordinária, composta
pelos diáconos do Brasil, em pleno exercício da Ordem do Diaconado, inscritos na
CND, é o seu
órgão máximo, resguardadas as prerrogativas estabelecidas pelo Direito Canônico; representa, no
4
Cf. Art. 11, f, do Estatuto Canônico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB (Documentos da
CNBB nº 70).
3
plano nacional, a expressão do amor e da unidade dos diáconos na realização de uma Igreja servidora e
missionária, para um mundo solidário e fraterno.
§ 1º.
As Assembléias Ordinárias são as que se realizam de 04 (quatro) em 04 (quatro) anos, em dias
a serem marcados com a antecedência mínima de
06 (seis) meses, dando-se ampla divulgação;
§ 2º.
A Assembléia Extraordinária é aquela convocada para fins determinados e urgentes;
§ 3º.
A convocação das Assembléias Gerais Ordinárias far-se-á por edital publicado no Boletim
Informativo da Comissão Nacional dos Diáconos,
ou ofício assinado pelo Presidente e pelo
Secretário, com antecedência mínima de
06 (seis) meses, no qual deverá constar a indicação do local,
dia, hora e temário a ser tratado;
§ 4º.
A convocação das Assembléias Gerais Extraordinárias poderá ser feita pelo Presidente ou
pelo Bispo responsável pelo acompanhamento da caminhada dos diáconos do Brasil, na
Comissão
Episcopal
respectiva da CNBB;
§ 5º.
Em caso de necessidade, poderá haver a limitação de participantes, destinando-se o número de 02
(duas) vagas para cada 10 (dez) diáconos por regional.
Artigo 10 -
Nessas Assembléias, os diáconos integrantes da Diretoria que terminarem seus mandatos,
deverão apresentar relatórios sucintos de suas atividades, inclusive as contas da
Tesouraria.
Artigo 11 -
A Diretoria se responsabilizará pela organização de cada Assembléia Geral, sendo o
Presidente
da Diretoria o Presidente nato da Assembléia, podendo delegar essa função a outro
membro da
Diretoria.
§ 1º.
Quando se tratar de Assembléia Geral Extraordinária, de acordo com o Artigo 9º, § 4º, ausente o
Presidente
da Diretoria, o Presidente da Assembléia será eleito entre os membros presentes;
§ 2º.
No cumprimento do encargo previsto no caput deste Artigo, a Diretoria poderá contratar
serviços de terceiros, quando julgar conveniente;
Artigo 12 -
Caberá à Assembléia Geral:
a)
Eleger o Presidente para o quatriênio que se inicia nessa data;
b)
Apreciar o relatório das atividades e a prestação de contas dos membros da Diretoria que
terminaram o mandato;
c)
Aprovar as linhas de ações, cronogramas, programas e propostas para a caminhada do diaconado no
quatriênio;
d)
Aprovar e modificar o Estatuto da CND;
e)
Apresentar, discutir, desenvolver, estudar e avaliar temas diversos do interesse do diaconado do
Brasil, em condições semelhantes aos trabalhos desenvolvidos em congressos, seminários, encontros e
outros eventos, sem prejuízo do disposto no
Capítulo VIII deste Estatuto.
Artigo 13 -
Poderão ser convidados para a Assembléia Geral, a critério da Diretoria, bispos,
presbíteros, pessoas de vida consagrada, cristãos leigos e leigas, e candidatos ao diaconado.
4
§ 1º.
Terão direito de votar e ser votados os diáconos do Brasil, no pleno exercício da Ordem do
Diaconado, inscritos na
CND, presentes à Assembléia, de acordo com o limite de vagas previsto na
convocação, podendo ser eleitos os ausentes;
§ 2º.
Os demais participantes terão direito à voz, mas sem direito a voto;
§ 3º.
O bispo designado pela CNBB para acompanhar a CND terá assento e voto consultivo junto à
Diretoria
e Assembléia.
CAPÍTULO V – DA ORGANIZAÇÃO E ATRIBUIÇÕES DA DIRETORIA
Artigo 14 -
A CND é dirigida por uma Diretoria composta por um diácono Presidente, eleito em
Assembléia; por um
Vice-Presidente, um Secretário e um Tesoureiro, escolhidos entre os órgãos
representativos regionais, por eles mesmos e pelo
Presidente eleito; e por tantas outras funções
quantas forem necessárias para o bom funcionamento da
Diretoria.
§ 1º.
Os presidentes dos órgãos representativos regionais, que não fazem parte da Diretoria, formam
um
Conselho Consultivo, a ser convocado pela Diretoria, quando esta julgar necessário,
oportunidade em que terão direito à voz, mas não ao voto;
§ 2º.
O Conselho Econômico e Fiscal será eleito pela Assembléia Geral, por maioria simples;
§ 3º.
Nos regionais onde não houver constituído o órgão representativo, o responsável pela comissão
provisória ou o diácono interlocutor autorizado dos diáconos, assumirá as vezes do Presidente do
órgão representativo regional, com todas as atribuições previstas no presente Estatuto, inclusive,
podendo participar da
Diretoria e do Conselho Consultivo;
§ 4º.
O mandato do Presidente eleito em Assembléia será de 04 (quatro) anos, podendo haver
reeleição para mais um período imediatamente sucessivo; e dos demais membros, enquanto
perdurarem os seus mandatos nos respectivos órgãos representativos regionais
, até o mesmo limite do
Presidente
da Diretoria.
§ 5º.
Excepcionalmente, a critério da Diretoria, os demais membros, referidos no parágrafo anterior,
poderão continuar, durante o mandato em curso, no exercício do Cargo da
Diretoria da CND, até o
término do mandato do
Presidente eleito, mesmo após cessarem os seus mandatos nos respectivos
órgãos representativos regionais.
Artigo 15 -
A Diretoria poderá nomear tantos assessores quantos forem necessários ao bom
desempenho de suas atribuições.
Artigo 16 -
A Diretoria reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por trimestre, de acordo com o
calendário a ser estabelecido na última reunião ordinária do ano anterior; e, extraordinariamente, tantas
vezes quantas forem necessárias.
§ 1º.
A Diretoria reunir-se-á e deliberará com a maioria simples dos seus membros, presentes à
reunião; havendo empate, o
Presidente decidirá;
§ 2º.
As reuniões da Diretoria poderão contar com a presença de assessores, os quais terão direito à
voz, mas não terão direito ao voto.
Artigo 17
- As atribuições de cada um dos membros da Diretoria são fixadas por este Estatuto,
conforme segue, respeitadas sempre as prescrições canônicas e as diretrizes nacionais para o
diaconado:
5
§ 1º
- Atribuições do Presidente:
a)
Presidir a Diretoria e a CND, representando-a em juízo e fora dele, sendo, por isso, o seu
interlocutor nato junto à
CNBB, seus órgãos, organismos, entidades e demais instituições nacionais e
internacionais;
b)
Executar e fazer executar o presente Estatuto;
c)
Convocar os membros para as reuniões, indicando o local, o dia e hora da reunião;
d)
Assinar os documentos e comunicados oficiais da CND e da sua Diretoria;
e)
Convocar, de acordo com as decisões da Diretoria, pessoas competentes, para prestar serviços
especiais de assessoria em casos específicos;
f)
Diligenciar a obtenção de recursos para as atividades da Diretoria e da CND;
g)
Movimentar contas bancárias, em conjunto com o Tesoureiro, ou isoladamente;
h)
Adquirir e vender, em cumprimento à decisão colegiada da Diretoria, bens imóveis, em nome na
CND.
§ 2º
- Atribuições do Vice-Presidente:
a)
Substituir o Presidente em suas ausências ou impedimentos;
b)
Quando se tratar de vacância, o Vice-Presidente sucederá, temporariamente, o Presidente,
devendo convocar a
Diretoria e o Conselho Consultivo, os quais elegerão o sucessor que completará
o mandato em curso do
Presidente, elegendo-se entre os presidentes dos órgãos representativos
regionais o novo
Vice-Presidente; caso em que, o escolhido para completar o mandato do Presidente,
poderá ser reconduzido ao cargo, por duas eleições consecutivas, nos termos do
art. 14, § 4º, do
presente Estatuto;
c)
Excepcionalmente, quando se tratar de vacância do Presidente e do Vice-Presidente, serão
chamados a suceder, na forma da alínea anterior, o
Secretário, o Tesoureiro, ou ainda, qualquer outro
membro da
Diretoria, desde que também vacantes esses cargos.
§ 3º.
Atribuições do Secretário:
a)
Organizar e manter atualizados o cadastro e o arquivo da CND;
b)
Lavrar e escriturar as atas da Diretoria e dos demais eventos da CND;
c)
Cuidar da correspondência e sistematização de seus documentos;
d)
Fazer tudo quanto for necessário para auxiliar o Presidente, inclusive acompanhando-o em seus
deslocamentos, quando convocado;
e)
Fazer o relatório anual das atividades da Diretoria.
§ 4º.
Atribuições do Tesoureiro:
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a)
Receber, guardar, depositar e cuidar dos recursos da CND;
b)
Movimentar contas bancárias, em conjunto com o Presidente, ou isoladamente;
c)
Manter em dia a escrituração contábil dos recursos e elaborar os balancetes e balanços, colocandoos
à disposição para serem fiscalizados pelos órgãos competentes.
CAPÍTULO VI – DO CONSELHO ECONÔMICO E FISCAL
Artigo 18 –
O Conselho Econômico e Fiscal será composto por 03 (três) membros, eleitos na forma
estabelecida pelo
art. 14, § 2º deste Estatuto, tendo por atribuição:
a)
Responder às consultas formuladas pela Diretoria nas questões de gestão de recursos e patrimônio;
b)
Fiscalizar a arrecadação e aplicação dos recursos e o patrimônio da CND;
c)
Examinar os balancetes e balanços da Tesouraria, facultando-lhe o livre acesso à documentação
pertinente, podendo solicitar esclarecimentos e requisitar documentos para o pleno exercício de suas
atribuições;
d)
Emitir parecer fundamentado sobre as contas, balancetes, balanços, relatórios da gestão dos
recursos e do patrimônio da
CND;
e)
Comunicar ao Presidente ou à CNBB as irregularidades encontradas, sugerindo as soluções
adequadas;
f)
Aprovar ou rejeitar, motivadamente, os balancetes, balanços e relatórios.
Parágrafo único.
Os membros do Conselho Econômico e Fiscal podem participar das reuniões da
Diretoria,
com direito à voz, mas não ao voto, competindo-lhe a elaboração do seu próprio regimento.
CAPÍTULO VII - DA ELEIÇÃO E POSSE DA DIRETORIA
Artigo 19 -
O Presidente será eleito, em votação secreta, pelos diáconos presentes à Assembléia Geral
Ordinária, de acordo com a limitação de vagas na convocação, não se admitindo voto por
representação ou procuração.
Artigo 20 -
A eleição far-se-á de acordo com o estabelecido no presente Estatuto, aplicando-se,
subsidiariamente, as normas estatuídas pelos Cânones 119; 164
usque 179, todos do
Código de Direito Canônico.
§ 1º.
Considerar-se-á eleito, para o Cargo de Presidente, o candidato que obtiver maioria absoluta dos
votos dos diáconos do Brasil, inscritos na
CND, presentes à Assembléia, de acordo com o artigo
anterior;
§ 2º.
Não havendo maioria absoluta no primeiro escrutínio, haverá um segundo, do qual participarão
os dois candidatos mais votados, oportunidade em que será eleito o candidato que obtiver o maior
número de votos;
§ 3º
Em caso de empate, proceder-se-á a um terceiro escrutínio;
§ 4º.
Persistindo o empate, será eleito o candidato com maior tempo de ordenação, e, em caso de
coincidência de data de ordenação, o mais velho em idade;
7
§ 5º.
Os demais membros da Diretoria serão escolhidos entre os Presidentes dos órgãos
representativos regionais
, de acordo com o estatuído no art. 14 do presente Estatuto;
§ 6º.
A Diretoria eleita deverá ser homologada pelo Conselho Permanente da CNBB.
Artigo 21 -
Compete à Diretoria designar 03 (três) membros para compor a Junta Eleitoral,
escolhidos entre os diáconos presentes, sendo um deles designado Presidente da Junta Eleitoral, a qual
será encarregada de organizar, realizar e fiscalizar a eleição do
Presidente da Diretoria e da CND do
Conselho Econômico e Fiscal
, bem como apurar os votos, proclamar os eleitos e lavrar a ata da
eleição, na mesma Assembléia Geral;
§ 1º.
As decisões da Junta Eleitoral serão tomadas pela maioria de seus membros, cabendo recurso à
Diretoria
, que o decidirá de plano, também por maioria;
§ 2º.
As candidaturas ao cargo de Presidente deverão estar registradas até 24 horas antes do início das
eleições, perante a Junta Eleitoral, com a concordância expressa do candidato, mediante entrega da
ficha padronizada fornecida pela Junta Eleitoral;
§ 3º.
Excepcionalmente, admitir-se-á o registro de candidatura a Presidente da CND, de um diácono
ausente, desde que observadas as prescrições do parágrafo anterior;
§ 4º.
Por ocasião do pedido do registro o candidato deverá apresentar a anuência do respectivo
Ordinário.
§ 5º.
Os membros do Conselho Econômico e Fiscal poderão ser eleitos pela Assembléia Geral, em
votação aberta, por aclamação, dentre aqueles que se candidatarem.
Artigo 22 –
A Diretoria eleita responderá, provisoriamente, pela CND até a posse automática e
definitiva, que se dará com a homologação oficial da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –
CNBB
.
§ 1º.
Recusada a homologação, a própria CNBB ou a Diretoria eleita, convocará uma Assembléia
Geral Extraordinária, na forma do presente Estatuto;
§ 2º.
Enquanto não houver a eleição prevista no parágrafo anterior, consideram-se válidos todos os
atos praticados pela
Diretoria eleita.
Artigo 23 -
A Diretoria da CND fica encarregada de dar ampla divulgação aos estudos, deliberações
e demais atos das Assembléias Gerais a todos, particularmente aos diáconos, cabendo-lhe, ainda, o
registro e guarda dos documentos oriundos das referidas Assembléias.
CAPÍTULO VIII – DOS CONGRESSOS, SEMINÁRIOS, ENCONTROS E OUTROS
EVENTOS
Artigo 24 –
Os congressos, seminários, encontros e outros eventos promovidos pela CND serão
programados e realizados pela
Diretoria, franqueada a participação dos diáconos, esposas, filhos,
candidatos e outros convidados.
Parágrafo único.
Por medida de comodidade e economia, os congressos nacionais de diáconos
poderão realizar-se concomitantemente com as assembléias gerais ordinárias ou extraordinárias, se
isso for o mais conveniente na ocasião.
8
CAPÍTULO IX – DO PATRIMÔNIO E DO FUNDO DE MANUTENÇÃO
Artigo 25
- A CND contará com recursos de um fundo próprio, para prover as suas despesas, formado
através de contribuições dos diáconos do Brasil, doações, rendimentos e outras receitas.
§ 1º.
As contribuições dos diáconos serão efetuadas na forma prevista nos estatutos dos respectivos
órgãos representativos diocesanos e regionais;
§ 2º.
Por decisão da Diretoria, com os Presidentes dos regionais, as contribuições poderão ser
arrecadadas pela
Diretoria da CND, e repassadas aos órgãos representativos regionais, e estes, aos
diocesanos, competindo-lhe definir o valor, a periodicidade e o rateio;
§ 3º
- Para a administração do fundo de manutenção será aberta conta bancária, em nome da CND, ou
em nome do Presidente e do Tesoureiro, enquanto não adquirida a personalidade jurídica própria,
movimentável em conjunto ou isoladamente.
Artigo 26 –
A CND poderá receber ou adquirir patrimônio próprio, consistente em móveis ou
imóveis, a serem empregados direta ou indiretamente na consecução de sua finalidade própria.
CAPÍTULO X - DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 27 -
O presente Estatuto será apresentado e aprovado na mesma Assembléia Geral, mas passará
a vigorar somente após a sua revisão e aprovação pela
CNBB, por seu órgão encarregado.
§ 1º.
O mesmo procedimento deverá ser adotado nas alterações e modificações posteriores à vigência.
§ 2º.
Extraordinariamente, ante a ausência de normas atuais em vigor, as disposições do presente
Estatuto já serão aplicadas, na forma de Regimento, e regularão a convocação, instalação e
funcionamento do
III Congresso Nacional de Diáconos do Brasil e da 7ª Assembléia Nacional
Ordinária,
realizados nos dias 18 a 23 de fevereiro de 2003, em Itaici-Indaiatuba/SP, quando a atual
Comissão Nacional de Diáconos
encerrou o seu quatriênio e houve a eleição da Diretoria da
Comissão Nacional dos Diáconos - CND.
§ 3º
Ainda extraordinariamente, não havendo a aprovação prevista no caput deste artigo, enquanto
perdurar a ausência de norma reguladora, o presente Estatuto, na forma aprovada nesta 7ª Assembléia
Geral Ordinária, regerá a existência e funcionamento da
Comissão Nacional dos Diáconos – CND e
da sua
Diretoria.
Artigo 28 -
Em caso de extinção da CND, o que apenas ocorrerá por decisão tomada em Assembléia
Geral Extraordinária, para isso expressamente convocada, com a anuência prévia da
CNBB, não
havendo a criação de outro organismo com idêntica ou semelhante finalidade, o seu patrimônio, se
houver, será transferido à
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
§ 1º.
A eventual decisão pela extinção, somente terá valor jurídico com a expressa aprovação do
Conselho Permanente
da CNBB;
§ 2º.
Existindo outro organismo, com finalidade idêntica ou semelhante, para este transferir-se-á o
patrimônio de que trata o
caput deste artigo.
Artigo 29 -
Os casos omissos ou duvidosos serão decididos pela Diretoria da CND, após consulta ao
Bispo responsável pelo acompanhamento da caminhada do diaconado do Brasil, da
Comissão
Episcopal
designada pela CNBB.
9
Parágrafo único.
A CNBB poderá atualizar de ofício a nomenclatura dos organismos referidos no
presente Estatuto, sem consulta à Assembléia Geral dos Diáconos, quando houver a definição ou
alteração dessa nomenclatura.
Artigo 30 –
A Diretoria eleita fica autorizada a acolher e inserir as modificações ao presente Estatuto,
que a
CNBB julgar dever pedir, sem que para isso tenha que se convocar uma Assembléia Geral.
Parágrafo único.
Se a Diretoria eleita julgar que essas modificações alterem substancialmente a
vontade manifestada pela Assembléia Geral, poderá convocar uma Assembléia Geral Extraordinária
para dirimir a questão.
Artigo 31 –
Revogam-se as disposições em contrário.
Itaici – Indaiatuba/SP, 18 a 23 de fevereiro de 2.003
(III Congresso Nacional de Diáconos do Brasil e 7ª Assembléia Nacional Ordinária)
Diác.
JOSÉ DURÁN Y DURÁN
Presidente da
CND
Diác.
SÍLVIO PEDRO DA SILVA
Secretário da
CND
Diác. Dr.
DELINTRO BELO DE ALMEIDA FILHO
Tesoureiro da
CND
Diác.
DORVALINO BERTASSO
Chanceler da
CND
Diác.
HAMILTON SIMÕES DE SOUSA
Relações Públicas da
CND
Dom
ANGÉLICO SÂNDALO BERNARDINO
Bispo de Blumenau/SC
- Responsável pelo Setor de Vocações e Ministérios da
CNBB –
Aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB, na reunião ordinária realizada em Brasília, no
dia 26 de junho de 2003.

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