quarta-feira, 22 de junho de 2016

EXISTE O DEMÔNIO ?


O Papa Francisco falou no Vaticano da existência de uma luta entre o bem e o mal, que não é outra que “a do demônio contra Deus”. Francisco recordou que até o final dos tempos existirá essa maldade, porém também assegurou que Deus faz muitas coisas boas e denunciou que a televisão parece empenhada em ocultá-las.

“Tem muita gente que sofreno mundo hoje: há guerras, na África, no Oriente Médio, onde nasceu Jesus, na Ucrânia… em muitos lugares, na América Latina…”, disse sobre a situação atual do mundo.

O Papa explicou que as guerras causam“pobreza, dor, mal” e pediua os jovens que pensem nas crianças que o sofrem.

“Há crianças que não tem o que comer no mundo, que não poden ir à escola por causa da guerra, a pobreza ou porque não as tem. Há crianças que quando adoecem não podem ir ao hospital. Orem por estas crianças”.

“O mundo será sempre assim?”, se perguntou.  “Pode melhorar, porém há algo do que não gosta falar, porém se debe falar. No mundo existe a luta entre obem e o mal, dizem os filósofos. É a luta entre o demônio e Deus. Isto existe, todavia. Quando a cada um de nós lhe vem as ganas de fazer uma maldade. Essa pequeña maldade é uma inspiração do diabo. Que através da debilidade que o pecado original deixou em nós, e leva a isto. Se faz o mal nas pequenas coisas como nas coisas grandes”, assinalou.

“É uma guerra contra a verdade de Deus, a verdade da vida, contra a alegria. Esta luta entre o diabo e Deus diz a Biblia que continuará até o fim”, explicou.

“Todos temos dentro um campo de batalha, se luta entre o bem e o mal, temos tentações, e temos que falar com os párocos sobre estas coisas para conhecer o bem”.

Francisco também disse que existem muitas coisas boas no mundo. “Por que estas coisa não se publicam? Parece que as pessoas gostam mais ver noticias más e feias”.

Colocou de exemplo África, onde também há“missionários, sacerdotes, religiosas, que tem deixado toda sua vida ali pregando o Evangelho, na pobreza”.

Estas coisas não se veêm na televisão porque “há esta atração pelo mal, parece que gosta mais de ver as coisas feias que as coisas boas e grandes”. “O diabo faz das suas, porém também Deus faz das Dele e tem muita gente santa no mundo, no trabalho, nas familias, muitos avós… e isto não se vê na televisão porque isto não dá classificação ou audiência, não dá publicidade”, assegurou.

Parece “que com as coisas boas a gente se aborrece, ou não sabem apresentar bem as coisas boas”, denunciou. “Quando veem vocês a televisão em sua casa recordem isto: há uma luta entre o bem e o mal” é “a luta entre Deus e o diabo”. “Porém tem muita gente santa, que dá a vida por ajudar aos outros”.

“Por quê na televisão não se veem monjas de clausura que passam a vida orando por nós? Isto não interessa, quem sabe interessam mais os joalheiros de uma vida importante que se fazem ver, as coisas que se fazem vaidade. Não nos deixemos enganar. No mundo há coisas, feias, feias, feias, é el trabalho do diabo contra Deus, porém há coisas santas, grandes coisas que são a obra de Deus. Existem os santos escondidos, aqueles que não vemos”.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

SACERDOTES NÃO SÃO CHEFES DE UMA "EMPRESA"

O Papa menciona os sacerdotes que dão verdadeiro testemunho de santidade no silêncio: “Faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce”.

O Papa Francisco recordando a constituição divina do sacerdócio. Ele explicou que a Igreja não pode ser entendida simplesmente como uma organização humana: os sacerdotes não são chefes de "uma empresa", mas pessoas ungidas por Deus para levar a cabo a Sua obra de salvação.
"Os bispos não são eleitos apenas para levar avante uma organização, que se chama Igreja particular; são ungidos, eles têm a unção e o Espírito do Senhor está com eles. (...) O que faz a Igreja realmente, e o que dá unidade à Igreja, é a pessoa do bispo, em nome de Jesus Cristo, porque ele é ungido, não porque ele foi eleito pela maioria. Porque é ungido. É nesta unção que uma Igreja particular tem a sua força. E por participação também os sacerdotes são ungidos."
Justamente por essa interferência do sobrenatural na vida da Igreja, não é possível entender nem explicar "como a Igreja vai avante somente com as forças humanas". "Esta diocese vai avante porque tem um povo santo, tantas coisas, e também um ungido que a conduz, que a ajuda a crescer. Esta paróquia vai para frente porque há muitas organizações, tantas coisas, mas também tem um sacerdote, um ungido que a leva para frente", afirmou o Pontífice.
O Santo Padre também ofereceu um tributo aos sacerdotes que vivem a santidade no anonimato de suas paróquias e comunidades, a todos "os párocos do interior ou da cidade, que com a sua unção deram força ao povo, transmitiram a doutrina, deram os sacramentos, isto é a santidade":
"Mas, padre, eu li em um jornal que um bispo fez tal coisa, ou que um padre fez tal coisa. Oh sim, também eu li, mas, me diga, os jornais dão também notícias daquilo que fazem tantos sacerdotes, tantos padres em muitas paróquias da cidade ou do interior, que fazem tanta caridade, tanto trabalho para levar avante o seu povo? Isso, não! Isso não é notícia. É sempre assim: faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce. Hoje, pensando na unção de Davi, nos faz bem pensar em nossos bispos e nos nossos sacerdotes corajosos, santos, bons, fiéis, e rezar por eles. Graças a eles hoje nós estamos aqui."
Na mesma homilia, Francisco sublinhou que é a unção que dá aos sacerdotes a força "para viver ao serviço de um povo".
Foi ressaltando esse mesmo espírito de serviço que Sua Santidade endereçou uma carta aos prelados escolhidos para serem feitos cardeais no próximo Consistório. Em breves linhas, o Papa destacou que "o Cardinalato não significa uma promoção, uma honra ou uma decoração", mas "um serviço" que "exige que se alargue o olhar e se amplie o coração".

Ao final da correspondência, ele fez um pedido especial: "É por isso que te peço, por favor, que recebas esta designação com um coração simples e humilde. E, não obstante tu devas fazê-lo com júbilo e alegria, faz com que este sentimento permaneça distante de qualquer expressão de mundanidade, de qualquer festa alheia ao espírito evangélico de austeridade, sobriedade e pobreza"1.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

JUBILEU DOS DIÁCONOS - PRAÇA SÃO PEDRO - ROMA


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Papa a diáconos: encontrar e acariciar a carne do Senhor nos pobres de hoje
Missa na Praça São Pedro no Jubileu dos diáconos - AP
29/05/2016 12:02
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Cidade do Vaticano (RV) - “Disponíveis na vida, mansos de coração e em diálogo constante com Jesus, não tereis medo de ser servos de Cristo, de encontrar e acariciar a carne do Senhor nos pobres de hoje.”
Com essas palavras, na missa este domingo na Praça São Pedro, celebrando o Jubileu dos diáconos permanentes, o Papa Francisco os exortou no exercício de seu “ministério do serviço” na Igreja.

Provenientes de todas as partes do mundo, eles vieram a Roma nestes dias para o seu Jubileu, o “Jubileu dos diáconos permanentes” deste Ano Santo, e este domingo participaram da missa presidida pelo Pontífice.

Apóstolo e servo são como as duas faces duma mesma medalha
Partindo do Evangelho dominical, Francisco havia iniciado a homilia destacando a inseparabilidade dos termos “apóstolo” e “servo”:

“Os dois termos, apóstolo e servo, andam juntos, e jamais podem ser separados; são como que as duas faces duma mesma medalha: quem anuncia Jesus é chamado a servir, e quem serve anuncia Jesus”, frisou o Papa.
Francisco observou que o primeiro a nos mostrar isto mesmo foi o Senhor: “não veio para ser servido, mas para servir” (Lc 4,18).

O discípulo deve imitar Jesus
E como Ele fez, assim são chamados a fazer os seus anunciadores. O discípulo de Jesus não pode seguir um caminho diferente do Mestre, mas, se quer levar o seu anúncio, deve imitá-Lo, como fez Paulo: almejar tornar-se servo, prosseguiu o Santo Padre, acrescentando:

“Por outras palavras, se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço.”

Após perguntar por onde começar para nos tornarmos “servos bons e fiéis”, Francisco indicou, como primeiro passo, que somos convidados a viver nadisponibilidade.

Diariamente, frisou, “o servo aprende a desprender-se da tendência a dispor de tudo para si e de dispor de si mesmo como quer. Treina-se, cada manhã, a dar a vida, pensando que o dia não será dele, mas deverá ser vivido como um dom de si”.

Quem serve não guarda o tempo para si
Quem serve, observou, “não é um guardião cioso do seu tempo, antes renuncia a ser senhor do seu próprio dia. Sabe que o tempo que vive não lhe pertence, mas é um dom que recebe de Deus a fim de, por sua vez, o oferecer: só assim produzirá verdadeiramente fruto”.

Reiterando a natureza do serviço cristão que deve caracterizar o ministério do diaconato, o Papa disse ainda:
“Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus.” O servidor “está aberto à surpresa, às surpresas diárias de Deus”, acrescentou.

Quem serve não tem hora para abrir a porta
“O servo sabe abrir as portas do seu tempo e dos seus espaços a quem vive ao seu redor e também a quem bate à porta fora do horário, à custa de interromper algo que lhe agrada ou o merecido repouso.”
A este ponto de sua reflexão sobre a disponibilidade no serviço, Francisco fez uma observação pastoral muito pertinente à vida da Igreja no dia a dia:
“O servidor não dá importância aos horários. Fico com o coração doído quando vejo horário – nas paróquias – de tal hora a tal hora. E depois desse horário? Não tem porta aberta, não tem sacerdote, não tem diácono, não tem leigo que receba as pessoas... Isso faz mal. É preciso não dar importância aos horários: ter essa coragem de deixar os horários de lado.”

Assim, queridos diáconos, “vivendo na disponibilidade, o vosso serviço será livre de qualquer interesse próprio e evangelicamente fecundo”, completou o Pontífice.

Antes de concluir sua reflexão, o Papa chamou a atenção dos diáconos, afirmando que “a mansidão é uma das virtudes dos diáconos”. E aí fez uma ulterior observação: “Quando o diácono é manso, é servidor e não se presta a fazer as vezes dos padres, imitando-os, não, não,...é manso.”
Francisco lembrou que o estilo de Deus é “manso e humilde de coração”.

Jamais gritar com os outros
“Manso e humilde são também os traços do serviço cristão, que é imitar Deus servindo os outros: acolhendo-os com amor paciente, sem nos cansarmos de os compreender, fazendo com que se sintam bem-vindos a casa, à comunidade eclesial, onde o maior não é quem manda, mas quem serve (Lc 22, 26).” E jamais gritar com os outros: jamais, acrescentou. “Assim na mansidão, queridos diáconos, amadurecerá a vossa vocação de ministros da caridade”, ressaltou.

Ao término da celebração, o Papa rezou a oração dominical do Angelus. Antes, agradeceu a todos os diáconos presentes, oriundos de toda a Itália e de vários países.

QUATRO DICAS DO PAPA PARA QUEM QUER SERVIR A DEUS DE VERDADE

Quer servir a Deus de verdade? Confira as dicas do Papa Francisco que farão com que o seu apostolado dê frutos
Os diáconos permanentes celebraram seu jubileu com o Papa Francisco domingo (29) no Vaticano. Durante a homilia na Missa, o Papa destacou características de um bom servo de Deus, que devem ser buscadas não somente pelos diáconos, mas por todos os cristãos. Ele as coloca como condição para que o serviço seja livre de qualquer interesse próprio e verdadeiramente fecundo.
“Se evangelizar é a missão dada a cada cristão no Batismo, servir é o estilo segundo o qual viver a missão, o único modo de ser discípulo de Jesus. É sua testemunha quem faz como Ele: quem serve os irmãos e as irmãs, sem se cansar de Cristo humilde, sem se cansar da vida cristã que é vida de serviço”, afirmou Francisco.
Pedimos, então, licença ao Santo Padre para estender suas dicas a todas as pessoas de boa vontade, atentas a suas palavras e ações, que tem revelado o rosto misericordioso do Pai do céu.
1 – VIVER NA DISPONIBILIDADE
Esse é o primeiro passo para alguém se tornar um servo bom e fiel. Segundo o pontífice, todos dos dias, “o servo aprende a desprender-se da tendência a dispor de tudo para si e de dispor de si mesmo como quer. Treina-se, cada manhã, a dar a vida, pensando que o dia não será dele, mas deverá ser vivido como um dom de si”.
2 – NÃO QUERER SER O SENHOR DO SEU TEMPO
Quem serve, “não é um guardião cioso do seu tempo, antes renuncia a ser senhor do seu próprio dia. Sabe que o tempo que vive não lhe pertence, mas é um dom que recebe de Deus a fim de, por sua vez, o oferecer: só assim produzirá verdadeiramente fruto”, disse. Para o Papa, o bom servo não deve ser escravo da agenda, mas, dócil de coração, estar disponível para o não-programado: “pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus”.
3 – NÃO TER HORA PARA ABRIR A PORTA
“O servo sabe abrir as portas do seu tempo e dos seus espaços a quem vive ao seu redor e também a quem bate à porta fora do horário, à custa de interromper algo que lhe agrada ou o merecido repouso”, disse.
Francisco fez ainda uma observação pastoral muito pertinente à vida da Igreja no dia a dia:
“O servidor não dá importância aos horários. Fico com o coração doído quando vejo horário – nas paróquias – de tal hora a tal hora. E depois desse horário? Não tem porta aberta, não tem sacerdote, não tem diácono, não tem leigo que receba as pessoas… Isso faz mal. É preciso não dar importância aos horários: ter essa coragem de deixar os horários de lado”.
4 – JAMAIS GRITAR COM OS OUTROS
“Manso e humilde são também os traços do serviço cristão, que é imitar Deus servindo os outros: acolhendo-os com amor paciente, sem nos cansarmos de os compreender, fazendo com que se sintam bem-vindos a casa, à comunidade eclesial, onde o maior não é quem manda, mas quem serve (Lc 22, 26).” E jamais gritar com os outros: jamais, acrescentou. “Assim na mansidão, queridos diáconos, amadurecerá a vossa vocação de ministros da caridade”, ressaltou.