terça-feira, 19 de abril de 2016

TEMPO PASCAL




1-TEMPO PASCAL
A grande festa da Páscoa não devia ser somente preparada; era preciso também encontrar uma maneira de prolongar a alegria e a riqueza espiritual da mesma. Foram instituídas então as “sete semanas”

Sentido:                                                  
"Este é o dia que o Senhor fez. Alegremo-nos e nele fiquemos felizes" (Salmo l18). Esta ação libertadora do Senhor acontece cada dia do ano e em toda a nossa vida, mas nós a celebramos com mais intensidade nos cinquenta dias da Páscoa.
Todos os dias sejam celebrados com alegria, como sendo um só dia de festa, do domingo da Ressurreição ao domingo de Pentecostes. A primeira semana da páscoa (oitava) é mais festiva. Nela contemplamos o testemunho que as discípulas e os discípulos deram da Ressurreição.

Símbolos e Atitudes:
A cor branca ou amarela, ou mesmo a variedade de cores, é sinal de festa e alegria. O Círio abençoado na Vigília Pascal é uma imagem da luz do Ressuscitado no meio de nós. O aleluia é o canto novo da vitória do Cristo e da comunidade dos filhos de Deus. A água batismal permanece neste tempo como lembrança do nosso batismo.
“O Cristo, nossa Páscoa, foi imolado; celebremos a festa com o pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade, aleluia!” (I Cor 5,8)

Duração:
O Tempo Pascal vai do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes, inclusive.

OITAVA DA PÁSCOA
Esta semana é a oitava da Páscoa, durante uma semana se vive o dia de Páscoa, uma semana em um dia, um dia vivido em uma semana.
Quando a Festa é grande não pode acabar logo, é preciso vivê-la intensamente, imensamente, eternamente!
Toda esta semana é o DOMINGO DA PÁSCOA! ENTRE A VIDA E A MORTE, A VIDA É MAIS FORTE!

QUAL O SENTIDO DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO EM NOSSA VIDA
Pelo Batismo nascemos para uma vida nova…Vida que tem a sua plena realização no mundo de Deus.
Pelo Batismo somos chamados a ser testemunhas desta vida nova…A fé nesta vida nova é aquilo que diferencia os crentes dos ateus.
Mesmo que…
- fossem resolvidos todos os problemas materiais…
- houvesse comida para todos…
- A dor e a doença fossem vencidos…ficariam questões não resolvidas no íntimo do coração humano:
-Por que vivo e por que morro?
-De onde vim e para onde eu vou?
Só Cristo morto e ressuscitado dá uma resposta satisfatória a estas interrogações.
Devemo-nos interessar pelas realidades deste mundo…      certos de que a plenitude da vida não pode ser atingida aqui.
A morte venceu...?!
No primeiro dia da semana, muito cedo, dirigiram-se ao sepulcro…
Por que procurais entre os mortos Aquele que está vivo?
“EU ESTAREI CONVOSCO TODOS OS DIAS ATÉ O FIM DOS TEMPOS”

ASCENSÃO E PENTECOSTES: AS COROAS DA PÁSCOA
ASCENSÃO
            A Ascensão de Jesus é a festa da coerência que O fez fiel em todo o caminho que garantiu a História da Salvação (Lc 24,44-45). Ele volta ao Pai como o fiel! Por isso Lucas atesta que Jesus é exaltado pelo Pai (At, 5,31)
            A Ascensão é consequência da Ressurreição. Sem a Ressurreição, e o projeto do Pai e a missão de Jesus não se teriam realizado. Nem o Espirito Santo poderia ser comunicado. A Ascensão é, pois, uma festa Pascal.
Jesus insistia: primeiro Ele deve voltar ao Pai; segundo, para ambos enviarem o Espirito Santo (Jo 14, 15-29; 16,7)
Na Ascensão, Jesus Cristo volta ao Pai diferente de quando Ele desceu à terra. Quando nasceu um ser divino se fez humano; na volta um ser humano se fez divino. Quem se fez carne e gente, retorna como carne e gente. É algo muito novo no céu! Ele levou a nossa humanidade!  A ascensão de Cristo é a garantia da nossa eternidade, se soubermos amar como Ele amou.

GALILÉIA: começo e recomeço: Jesus inicia e encerra seu ministério na Galiléia.
A missão dos discípulos começa exatamente na Galiléia. É a missão de continuar a ação libertadora de Jesus em vista da vida para todos.

DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
Neste dia celebramos o Dia Mundial das Comunicações Sociais: Jesus Cristo recomendou que se levasse a Boa Notícia a todas as criaturas. Ele tornou eterna comunicação entre Deus e a humanidade. A partir da ressurreição de Cristo, a comunicação com o Pai tornou-se eterna.
            O tema deste ano é “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo” foi o tema escolhido pelo Papa Francisco, para refletir a relação profunda entre a comunicação e a misericórdia, em sintonia com o Jubileu da Misericórdia, que será celebrado também no próximo ano. Na Ascensão acontece a plenitude da comunicação do Criador com sua criatura, selando definitiva e evidente.
Ao voltar à Casa do Pai, Jesus comunica aos Apóstolos a missão de anunciadores da Palavra de Deus. Para isto deveriam ser testemunhas de sua ressurreição. Assim dizemos que a Ascensão é também a Festa da Comunicação, do encontro e do diálogo entre o humano e o divino, o cumprimento da Aliança de relacionamento entre Deus e àqueles que o reconhecem como Deus.
Na Ascensão Jesus promete enviar, aos Apóstolos e à Igreja toda, o Espírito Santo comunicador, confirmando sua presença definitiva na vida das comunidades cristãs. A grande comunicação confiada a todos nós é que anunciemos o fato de que Jesus ressuscitou e não morreu. Ele continua vivo entre nós.
Devemos saber a linguagem da comunicação de Deus. Ela vem acompanhada de certeza e não de uma nova língua, de um novo idioma, mas um novo modo de comunicar o caminho de libertação, de ascensão e da vida nova do Reino de Deus. É uma linguagem propriamente de evangelização e de ação transformadora do mundo, que tem como base atitudes concretas e de fidelidade à fé.

Inicia-se com esta Festa (até Pentecostes) a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. TEMPO DE APRENDERMOS A ATORNAR “CMUM O CORAÇÃO” PARA QUE A SALVAÇÃO CHEGUE A TODOS. FALAR UM SÓ IDIOMA: DO AMOR, DA UNIDADE, DA COMUNHÃO COM DEUS E ENTRE NÓS, POIS O PRIMEIRO DOM DO ESPIRITO SANTO É A COMUNIDADE.

PENTECOSTES
Assim como a Páscoa, o Pentecostes tem origem judaica. O seu sentido na:
·        Na área rural, o povo judeu celebrava Pentecostes como a festa da colheita dos frutos da terra;
·        Na cidade, passou a celebrar a entrega do Decálogo por Deus a Moisés.
·        Deus oferece a base para a organização de um povo livre. O quinto mandamento coloca a vida como centro da Lei: defender e promover a vida.
·        Para os judeus a Festa dava ênfase ao encerramento das sete semanas da festa da colheita.
·        No Cristianismo, a festa de Pentecostes é a entrega da Lei Nova para o Novo Povo de Deus: a Lei do Amor é o estilo de vida do povo da nova aliança
·        Para os cristãos, o fruto que colhemos da Páscoa de Jesus Cristo é o Espírito Santo. É O AMOR.

Fecha-se o período de festa, com o fruto exclusivo: o Amor do Pai e do Filho derramado sobre nós: o Espírito Santo!  Algo mudou tudo: “O AMOR DE DEUS FOI DERRAMADO EM NOSSO CORAÇOES PELO ESPIRITO SANTO QUE NOS FOI DADO” (Rm 5,5)

“Toda a nossa vida de cristãos está sob o sinal do Espírito que recebemos no batismo e na crisma, nosso Pentecostes; nela devemos amadurecer os “frutos do Espírito”: amor, paz, alegria, paciência, espírito de serviço, bondade, confiança nos outros, mansidão, autodomínio, etc.
O Espírito Santo é quem atualiza a mística
O Espírito Santo se faz oração em nós, reza conosco, envolve-nos no mistério de uma súplica ao Pai.
Se estamos sob o peso do sofrimento, devemos nos unir ao gemido secreto que no fundo do nosso coração o Espírito Santo eleva ao Pai e repetir a oração de Cristo: “Abbá Pai!”
“É Ele que age nos corações e suscita mudanças de atitudes e comportamentos. É ainda o Espírito de Cristo que confere sua força à ação da Igreja, quer na pregação, quer na vida sacramentaria; é o Espírito Santo que dá a sabedoria e o discernimento verdadeiro sobre todas as coisas, ajudando-nos a fazer as escolhas acertadas.” (Cardeal Odilo Scherer)

Afinal de contas, ainda esta pergunta inquieta o nosso coração: que linguagem é esta do Espírito, capaz de fazer com que todos compreendam? A linguagem do Espírito, que vem a fazer com todos compreendam, é a linguagem do amor, aquela linguagem por meio da qual os gestos concretos falam por si só e possuem o poder de ressurreição na vida dos outros.  A grande linguagem que o Espírito quer nos ensinar a falar é a linguagem do amor; só ela tem o poder de transformar tudo aqui que está dividido, fragmentado, caótico, em cada um de nós. O Espírito, com esta nova forma de falar e anunciar o Pai pelo Filho transformará tudo em nós, trazendo a nova ordem, a unidade pelo amor. No entanto, só falarão nesta nova linguagem aqueles/ aquelas que se decidirem pelo amor, frente a uma profunda abertura de suas vidas ao Paráclito.
Portanto, só o que está uno, inteiro, organizado, curado, liberto, restaurado, pela ação do Espírito, é que terá condições de anunciar Jesus vivo e ressuscitado mediante nova linguagem que penetra todos os ouvidos e corações.
“Sem o Espírito Santo, Deus está distante.
O Cristo permaneceu no passado.
O Evangelho uma letra morta.
A autoridade um poder.
A Igreja uma simples organização.
A missão uma propaganda.
O culto um arcaísmo.
E a ação moral uma ação de escravos.”
“Mas no Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino.
O Cristo ressuscitado está presente.
O Evangelho se faz força do Reino.
A Igreja realiza a comunhão trinitária.
A autoridade se transforma em serviço.
A liturgia é memorial e antecipação.
A ação humana se deifica.” (Atenágoras séc. IV)

SUGESTÓES LITURGICAS PARA PENTECOSTES
A celebração de Pentecostes coroa o Tempo Pascal. A presença de Jesus depois de sua Ascensão, pela força do Espírito Santo é continuada na missão da Igreja. A Festa de Pentecostes é a Festa da Igreja, porque vivemos o tempo do Espírito Santo no tempo da Igreja.
1.     Evocando a unidade da comunidade no Espírito, na procissão de entrada, além dos auxiliares, entrem sete pessoas (das diferentes pastorais) com sete velas (vermelhas ou outra cor) apagadas, que serão colocadas ainda apagadas próximas do Círio Pascal.
2.     Na Liturgia da Palavra, durante o canto da sequência, estas sete pessoas, cada um com uma faixa com um dom do Espírito Santo (legível), toma as sete velas trazidas na entrada e as acende no Círio pascal. Durante a aclamação e a proclamação do Evangelho, permanecem em torno da Mesa da Palavra. Depois da proclamação, colocam as velas acesas e as faixas em torno do Círio ou no candelabro.
3.     Após a homilia pode ser feita a benção da água, em seguida a renovação das promessas batismais e por último a aspersão.
4.     O Credo pode ser cantando como nossa resposta às presença do Espírito Santo.

1ª SUGESTÃO DO RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL
Sentido
O Círio é apagado não para ficarmos na escuridão, mas para que cada um como batizado tenha a responsabilidade de ser luz para seu irmão; Pentecostes não é um tempo mas, assim como a Páscoa é continuo, pois onde se vence o mal, as trevas, a morte, é ação do Espirito de Deus que renova o primeiro Pentecostes. O Espirito Santo continua soprando quando nos reunimos em comunidade e suplicando ao Senhor, e temos docilidade para acolher e transformar o mundo em que vivemos.

5.     Antes da benção final, entoa-se um canto de evocação ao Espírito Santo. Durante o canto, a sete pessoas toma o Círio Pascal o levam à sacristia, deixando apenas as sete velas. Esse gesto simboliza o encerramento do Tempo Pascal (na liturgia), mas, sobretudo, o tempo do Espírito Santo, que continua animando a Igreja ao longo da história. Depois do canto, segue-se a benção dando destaque ao envio em missão, utilizando a benção solene para Pentecostes, conforme Missal Romano.

2ª SUGESTÃO
RITO PARA APAGAR O CIRIO PASCAL
(começa o tempo da Igreja)
Sentido
O Círio é apagado não para ficarmos na escuridão, mas para que cada um como batizado tenha a responsabilidade de ser luz para seu irmão; Pentecostes não é um tempo mas, assim como a Páscoa é continuo, pois onde se vence o mal, as trevas, a morte, é ação do Espirito de Deus que renova o primeiro Pentecostes. O Espirito Santo continua soprando quando nos reunimos em comunidade e suplicando ao Senhor, e temos docilidade para acolher e transformar o mundo em que vivemos.

(Domingo de Pentecostes)
Terminados os avisos o presidente se dirige junto ao círio ainda aceso e faz uma breve introdução à liturgia da luz:

PR. Irmãos e irmãs, na noite na qual se deu vida ao alegre tempo Pascal, o “dia de cinquenta dias”, no momento de acender o Círio, nós aclamamos a Cristo nossa Luz.
E a luz do Círio pascal nos acompanhou nestes cinquenta dias e contribuiu não pouco a nos fazer recordar a grande realidade do Mistério pascal.
Hoje, no dia de Pentecostes, ao fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio é apagado. Este sinal nos é tirado, também porque, educados na escola Pascal do Mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guiá-los no êxodo em direção ao céu, à “Terra prometida” definitiva.
Veremos agora, no desenrolar do ano litúrgico, a luz acesa do Círio Pascal, sobretudo em dois momentos importantes:
Na hora do Batismo, quando somos configurados ao mistério da morte e ressurreição de Cristo, e na hora da morte terrestre, quando a luz de Cristo vai se manifestar plenamente após da passagem deste mundo ao outro.

PR. Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!

PR. Ó Sol da justiça, raio bendito, primeira fonte de luz, o ardentemente desejado, acima de tudo e de todos; poderoso, inescrutável e inefável; alegria do bem, visão da esperança satisfeita, louvado e celeste, Cristo criador, Rei da glória, certeza da vida/, preenche os vazios da nossa voz com a Tua Palavra onipotente, oferecendo-a como súplica agradável ao teu Pai altíssimo/. 
 -Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!

PR.: Esplendor da glória do Pai, que difunde a claridade da verdadeira luz, raio da luz, fonte de todo esplendor/. Tu, dia que ilumina o dia, Tu verdadeiro sol, penetra com a tua luz constante e infunde nos nossos sentidos a chama do teu Espírito/.  
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!

PR.: Sois a lâmpada da casa paterna que ilumina com luz ardente/. Sois o sol da justiça, o dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/.  
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus! 

PR: Sois do mundo o verdadeiro doador da Luz, mais luminoso que o sol pleno, todo luz e dia/, ilumina os profundos sentimentos do nosso coração/. 
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus! 

PR: Ó Luz dos meus olhos, doce Senhor, defesa dos meus dias, ilumina Senhor o meu caminho, pois sois a esperança na longa noite/. Ó chama viva da minha vida, ó Deus, minha luz/. 
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!


CANTO: Hino Pascal “Cristo Ressuscitou” 

Terminado o Hino Pascal, o presidente faz a inclinação ao Círio Pascal, e o apaga. Depois, voltado para o povo, canta ou reza: 
Digna-Te, ó Cristo, nosso dulcíssimo Salvador, de acender as nossas lâmpadas da fé; que em Teu templo elas refuljam constantemente, alimentadas por Ti, que sois a luz eterna; sejam iluminados os ângulos escuros do nosso espírito e sejam expulsas para longe de nós as trevas do mundo/.
Faz que vejamos, contemplemos, desejemos somente a Ti, que só a Ti amemos, sempre no fervente aguardo de Ti, Que vives e reinas pelos séculos dos séculos/. 

E toda a assembleia aclama, cantando: Amém! Amém! Amém!


3ª SUGESTÃO DO RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL
(Domingo de Pentecostes)
Terminados os avisos o presidente se dirige junto ao círio ainda aceso e faz uma breve introdução à liturgia da luz:

PR. Irmãos e irmãs, na noite na qual se deu vida ao alegre tempo Pascal, o “dia de cinquenta dias”, no momento de acender o Círio, nós aclamamos a Cristo nossa Luz.
E a luz do Círio pascal nos acompanhou nestes cinquenta dias e contribuiu não pouco a nos fazer recordar a grande realidade do Mistério pascal.
Hoje, no dia de Pentecostes, ao fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio é apagado. Este sinal nos é tirado, também porque, educados na escola Pascal do Mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guiá-los no êxodo em direção ao céu, à “Terra prometida” definitiva.
Veremos agora, no desenrolar do ano litúrgico, a luz acesa do Círio Pascal, sobretudo em dois momentos importantes:
Na hora do Batismo, quando somos configurados ao mistério da morte e ressurreição de Cristo, e na hora da morte terrestre, quando a luz de Cristo vai se manifestar plenamente após da passagem deste mundo ao outro.

Depois da oração, toma o Círio Pascal e dirige-se para a porta de entrada e, ao contrário da Vigília Pascal encaminha-se para fora do Templo, avançando à medida que diz: “Cristo, Luz do mundo”, acompanhado pelo povo.
Ao chegar à porta convida a todos a assoprar apagando a chama do Cirio, no sentido do sopro do Espirito que venha sobre as famílias e a cidade para que tudo possa ser renovado.  
PR. Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!

PR. Ó Sol da justiça, raio bendito, primeira fonte de luz, o ardentemente desejado, acima de tudo e de todos; poderoso, inescrutável e inefável; alegria do bem, visão da esperança satisfeita, louvado e celeste, Cristo criador, Rei da glória, certeza da vida/, preenche os vazios da nossa voz com a Tua Palavra onipotente, oferecendo-a como súplica agradável ao teu Pai altíssimo/. 
 -Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!

PR.: Esplendor da glória do Pai, que difunde a claridade da verdadeira luz, raio da luz, fonte de todo esplendor/. Tu, dia que ilumina o dia, Tu verdadeiro sol, penetra com a tua luz constante e infunde nos nossos sentidos a chama do teu Espírito/.  
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!

PR.: Sois a lâmpada da casa paterna que ilumina com luz ardente/. Sois o sol da justiça, o dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/.  
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus! 

PR: Sois do mundo o verdadeiro doador da Luz, mais luminoso que o sol pleno, todo luz e dia/, ilumina os profundos sentimentos do nosso coração/. 
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus! 

PR: Ó Luz dos meus olhos, doce Senhor, defesa dos meus dias, ilumina Senhor o meu caminho, pois sois a esperança na longa noite/. Ó chama viva da minha vida, ó Deus, minha luz/. 
-Cristo, Luz do mundo! 
Todos: Demos graças a Deus!




domingo, 3 de abril de 2016

SER MISERICORDIOSO






ORAÇÃO PARA OBTER A GRAÇA DE SER MISERICORDIOSO COM OS OUTROS

Desejo transformar-me em Sua misericordia e ser reflexo de Ti, ó Senhor!
Que este maior atributo de Deus, quer dizer, a Sua insondável misericordia, passe através de meu coração e mina alma ao próximo!
Ajuda-me, Senhor, a que meus olhos sejam misericordiosos para que eu jamais suspeite ou julgue
segundo as aparências, e sim que julgue o belo na alma de meu próximo  e possa ajudá-lo.
Ajuda-me, Senhor, a que meus ouvídos sejam misericordiosos para que leve em conta as necessidades
de meu próximo e não seja indiferente a suas penas e gemidos.
Ajuda-me, Senhor, a que minha lingua seja misericordiosa para que jamais critique a meu próximo
e sim que tenha uma palavra de consolo e de perdão para todos.
Ajuda-me, Senhor, a que minhas mãos sejam misericordiosas e cheias de boas obras para que saiba fazer
só o bem a meu próximo e carregar sobre mim as tarefas mais difíceis e penosas.
Ajuda-me, Senhor, a que meus pés sejam misericordiosos para que sempre me apresse a socorrer
a meu próximo, dominando minha própria fadiga e meu cansaço.
Meu repouso verdadeiro está no serviço a meu próximo.
Ajuda-me, Senhor, a que meu coração seja misericordioso
para que eu sinta todos os sofrimentos de meu próximo. A ninguém recusarei meu coração.
Serei sincera inclusive com aqueles dos quais sei que abusaram de minha bondade.
E eu mesma me encerrarei no misericordiosíssimo Coração de Jesus
Suportarei meus próprios sofrimentos em silêncio.
Que Tua misericórdia, ó Senhor, repouse dentro de mim.
Senhor meu, transforma-me em Tí,
porque Tu podes tudo.

SANTA FAUSTINA


10 EXEMPLOS DA MISERICÓRDIA DE DEUS

Celebrando o Domingo da Misericordia e com o objetivo de aproveitar este Ano de graça que nossa mâe Igreja nos oferece, trouxemos para você 10 exemplos da misericórdia de Deus em nosso viver diário. Se mencionamos todas as vezes onde a ternura e a ação de Deus está presente, a lista sería demasiado longa e o tamaño variaria de acordo com a experiência de cada um. Esperamos que se sinta identificado com alguma delas.

1. QUANDO NOS SENTIMOS ABATIDOS PELA TRISTEZA
A tristeza pode chegar em qualquier momento da vida. As formas nas quais se reage frente a ela variam de acordo com a idade ea situaçãona qual nos encontremos. Seguramente ninguém se salvará de sentir-se triste em algum ponto de sua vida, porém, o que se é seguro é que Deus não é indiferente à nossa dor. ELE, igual um pai ou uma mãe, se preocupa por seus filhos e se manifiesta através de outras pessoas para fazer-nos sentir melhor. A dor em ocasiões nos converte em cegos renegadores de Deus e não nos permite ver que há muitas situações de nossa vida que estão cheias da misericórdia e do consolo de Deus. Em ocasiões nos sentimos esgotados e tendemos a perder a esperança, cremos que os problemas não tem solução ou que simplesmente nada será suficiente para que voltemos a recobrar a felicidade. Nesses momentos é importante ter em conta que Deus não nos dá ascostas, não nos abandona, não fraqueja como o fazemos nós, ELE é fiel em Suas promessas. «Bem aventurados os que choram, pois eles serão consolados» (Mt 5, 4).

2. QUANDO COMETEMOS ALGUM PECADO
Imaginemos que somos um vaso com água pura. À medida que pecamos a água se turba e se torna negra, já não somos nós, é o pecado quem habita em nosso coração. A misericórdia de Deus nos brinda com a oportunidade de tornar a ser essa água pura e transparente, todos os dias equase a qualquer hora. A confissão é o sacramento divino que Deus nos outorgou para redimir nossos pecados, para descarregar todo o peso que levamos às costas, é a oportunidade perfeita para tornar a começar. Ir a este sacramento não é sinal de debilidade, como muitos costumam pensar, ao contrário, nos faz mais fortes pois temos o valor de reconhecer-nos fracos e pecadores, com sede efome de Deus. Ninguémgosta de fazer uma lista de limitaçoes e erros.Para ninguém é fácil ter que dize-los em voz alta, porém é o meio mais efetivo para estar na verdadeira paz com Deus e conosco mesmos. É quase como dar-nos um bom banho: entramos no confessionário sujos até a cabeça e saimos dele limpos e reluzentes. Enfrentar nossos pecados não é fácil, porém, é a única maneira de aceitar a ajuda de Deus. Em meio de nossa miséria é quando mais se manifiesta a misericórdia de Deus pelo arrependimento e a necessidade de retornar à casa do Pai.

3. QUANDO DEUS NOS DÁ A OPORTUNIDADE DE NOS RFECUPERARMOS DE ALGUMA ENFERMIDADE
Podemos ser nós mesmos quemneste preciso momento padeçamos alguma grave enfermedade, podem ser nossos familiares ou amigos. É um tema muito difícil e doloroso. Frente a ele é importante recordar que Deus em Sua insondável misericórdia nos dá duas oportunidades.
·         A primeira é ser testemunha de fé e valentia enfrentando nossa enfermidade como meio de purificação e não fazendo dela uma carga e sim um exemplo de vida. Muitos santos ofereciam suas dores a Deus e tentavam fazer de sua vida um verdadeiro testemunho de entrega e amor.
·         A outra oportunidade é a cura. A cura pela qual rezamos todos, quando milagrosamente Deus pousa Sua misericórdia em nós e nos sussurra ao ouvido «levante-se e ande» (Jo 11, 1 – 43). A enfermidade pode acompanhar-nos desde o nascimento, pode aparecer em plena juventude ou visitar-nos quando já não nos ficam tantas forças, em qualquer etapa da vida a misericórdia de Deus pode manifestar: o milagre pode ocorrer em um recém-nascido, em uma criança com leucemia, em um jovem ou em um ancião. A ninguém se lhe dá um manual para enfrentar a enfermidade, porém a todos se nos dá a oportunidade de acudir à misericórdia de Deus. Aceitá-la é outro direito. Alguns pensarão "porém, quem não quer a misericórdia de Deus?”. Como seres humanos nos custa aceitar nossa fragilidade e a necessidade de ser ajudados. Podemos chegar a um estado de negação e tomar a atitude errada de sentir que Deus brinca com nossos sentimentos em circunstâncias como estas que provam realmente nossa fé. A enfermidade pode ser esse empurrão que necessitavamos para chegar a ser mais fortes e dar-nos conta do que somos capazes de conseguir.

4. QUANDO NOS MACHUCAM O CORAÇÃO
Mil e uma vez poderão machucar-nos o coração e nãoo me refiro só ao que ocorre em um noivado, pode ser umfilho, um pai, um irmão ou um amigo o que nos machuca o coração. Cada vez que sinto estar «destroçada» penso quão destroçado deve estar o Coração de Nosso Deus, que O deu todo por nós e ainda assim cada vez que pecamos Otornamos a cravar na Cruz. É um muito porém muito bom exercicio: sentiremos que nosso coraçãoferido não é nada comparado com o de Nosso Senhor. Porém, advinhem o que? ELE nos ama tanto que inclusive ante nossosesperneios de corações feridos sente compaixão, nos consola em silêncio, nos oferece calma e nos põe no caminho de outras pessoas que pueden remendam o coração. O que nos faz falta é estar em contato com nossos vizinhos, com os mais necessitados, para dar-nos conta de qual pode chegar a ser um verdadeiro sofrimento. É verdade que nossa dor é real e não podemos minimizar seu dramatismo em nossa vida, porém quando nos sentimos lastimados tendemos a tomar-nos tudo muito pessoal: os olhares das pessoas, os comentários ou as atitudes, e esperamos que todos sintam compaixão de nossa dor, que todos estejam de nosso lado. Deus claramente estará junto a nós durante a dor que experimentamos, porém graças à Sua misericórdia podemos descobrir que não somos os únicos. O erro que cometemos consiste em pensar que a misericórdia de Deus só se pode manifestar mágicamente com resultados positivos.  A verdade é que ante um coraçãoferido Deus poderá por junto a nós um de verdade, um coração que na realidade estejaferido pele dor e o sofrimento, e é ali onde entenderemos que somos afortunados e que além disso estamos em capacidade de ajudar a outros cuja dor não alcançamos a imaginar.
5. QUANDO CONSEGUIMOS PERDOAR
Quão difícil é, quanto custa perdoar o "imperdoável”! A mim me falta muito, porém muito, para perdoar de tudo e pode que crer a você também. É normal, somos seres humanos ealgumas coisas nos custam demasiado, porémchego a entender que o verdadeiro perdão só provém de Deus, de Sua misericórdia. Por nossas próprias forças somos incapazes de perdoar algumas faltas: abandono, infidelidade, assssinato, violência, aborto, etc. Quando se sintam incapazes de perdoar a alguém (como me passa a mím), deixe-o a Deus, peça-LHE: “Senhor, Tu bem sabes quanta dor me causou esta pessoa, sabes também que sou incapaz de perdoar ainda que o tente, por isso recorro a Ti, encha, Senhor meu coração de Tua misericórdia porque não posso fazê-lo eu sozinho”.Já verá como com o tempo sente que o rancor se afasta e o perdão se aproxima mais. O caso de cada um é diferente, porém quando uma pessoa não perdoa se pode identificar com os seguintes sintomas: raiva, ressentimento, desejos de vingança, pensamentos negativos para as outras pessoas, depressão, incompreensão, ansiedade e inclusive ódio. Se vem à sua mente uma pessoa ao ler algum destes síntomas é porque todavia não a perdoou. Quando não se estános sapatos do outro é muito difícil entender as barreiras que lhe impedem a essa pessoa chegar ao perdão. Por isso, quando falar com alguém a quem lhe custe muito perdoar não se converta em um sabe-tudo, não critiques, não julgue, pois só Deus sabe plenamente que passos deve seguir essa pessoa para chegar ao perdão, se é que na realidade o quer.

6. QUANDO NOS EXPERIMENTAMOS SENTIR AMADOS DE NOVO
A solidão se aloja em milhões de corações e às vezes não somos capazes de dar-nos conta de que as pessoas mais proximas a nossas vidas necessitam amor. Deus é o Único que se adverte de cada sentimento que há em nosso interior e assim mesmo se encarrega de por em nosso caminho as pessoas indicadas que possam fazer-nos sentir amados de novo, porém tudo a seu tempo. Temos um Deus que tudo pode, que tudo vê e que também escuta nossas preces, o que temos que entender é que assim como Sua misericórdia é infinita também o é Sua paciência. Porque… Vai que há alguns (me incluo) que somos acelerados e impacientes! Todos queremos sentir-nos amados, absolutamente todos, porém muitas vezes nos esquecemos de que já o somos. Que passaria se cada ser humano sobre a face da terra se sentisse verdadeiramente amado por Deus? Não esqueçamos a que fomos chamados e que nossa existência é valiosa.  O belo de tudo isto é que por misericórdia de Deus cada dia pode ser uma aventura, cada dia pode converter-se no dia em que cremos que nada ia suceder porém tudo sucedeu. Por misericórdia de Deus encontramos o amor uma e outra vez e por Sua misericórdia também imploramos ser amados no silêncio de nosso interior.

7. QUANDO CONSEGUIMOS ALCANÇA UMA META
Todas nossas metas cumpridas só se alcançam pela misericórdia de Deus, que nos da as forças para lutar, para perseverar, para sacrificar-nos, para cairmos etornar-nos a levantar. Recordemos que somos filhos de Deus, não somos qualquer coisa lançada ao azar neste mundo. Não nos esqueçamos de Deus quando estejamos por cima, pois é ELE o único que fez possiveis as coisas. Quando a emoção por uma conquista nos invade poucas vezes nosso primeiro pensamento é para Deus. Se deixasemos que seja ELE quem dirija nossa vida tudo seria diferente. Não nos acostumemos a estar em nossa zona de confortona qual tudo se dá, tudo vem e tudo vai, porém a nosso modo e não ao de Deus. Não nos esqueçamos de fazer nossos planos com Deus, contar-LHE nossos sonhos esusurrar-LHE nossos desejos. ELE escuta porém não atua segundo nossos planos ou nosso relógio atua segundo Sua vontade e Seu tempo, pois o tempo de Deus é perfeito igual das doses de misericórdia que recebemos para poder alcançar nossas metas.

8. QUANDO OCORRE O IMPOSSIVEL
Nossas precesforam ouvidas, esse ser querido que havia partido faz já muito tempo, voltou; a conversión de um familiar ou amigo ocorre; a noticia de umproblema que parecia inalcançavel se anuncia. Milhares e milhares de milagres ocorremdiariamente e alguns são tão pequenos e insignificantes que não lhes damos importância: a chuva, que voltaapós uma intensa seca, os cultivos que dão colheita, a árvore que nos dá sombra, a água e a luz que chegam. O impossivel ocorre cada minuto por misericórdia de Deus para Seu povo. Tudo é obra de Deus que nada esquece, de Deus que rega a terra como Seu próprio jardim, de Deus que permite que essa água lhes dê de beber aos cultivos ou ao gado. O ar que respiramos, o alimento que chega a nossa mesa, as comodidades do lar e a companhia de nossos amigos eentes queridos… O segredo está em descobrir que até a lagarta que se transforma emborboleta ou a mulher "estéril” que concebe umfilho são um milagre, que por misericórdia de Deus, ocorrem dia a dia.

9. QUANDO SOMOS CAPAZES DE AJUDAR OS OUTROS
Não há satisfação maior que a de dar. Sentir-nos úteis é muito importante, não importa a idade, ajudar aos outros nos faz melhores seres humanos e nos permite contemplar o mundo com outros olhos. Sei que muitas vezes se pergunta "porém se não tenho dinheiro cómo posso ajudar?”. Pode fazer de infinitas maneiras:
·         Oferecendo-se como voluntário/a em uma fundação,
·          ensinando a ler aspessoas que não tem acesso à educação,
·         carregando assacolas da anciãgrosseira,
·         ajudando na evangelização,
·         visitando doentes em casa ou nos hospitais,
·         unindo-se a uma campanha pela vida
·         ou sendo porta-voz que permita arrecadar fundos para oferecer umcafé ou um almoçoàs pessoas da rua, etc.
Essa inexplicável sensação que sentimos ao dar é como uma bomba de amor, gratidão e compaixão que estala em nosso interior e transforma nossas vidas para sempre. Essa é a misericórdia de Deus, insondável, infinita e transformadora.

10. QUANDO NOS DESCOBRIMOS FILHOS DE MARIA
Mãe minha de minha alma! Que mais dádiva? Quem pode ser mais afortunado? Por misericórdia de Deus, temos a melhor das mães, a mais bela, a mulher escolhida por Deus Pai para trazer ao mundo a salvação. Nossa Mãe querida não tira os olhos de suas ovelhas, nos consola, nos escuta, nos abraça, intercede por nós ante o Pai e inclusive nos tira do purgatório. Que maravilha! Que misericórdia mais infinita! Deus poderia haver enviado seu Filho só, porém quis demonstrar-nos que Maria era o perfeito exemplo de Filha, Esposa, Mãe e amiga, Deus nos amou tanto que nos fez merecedores de tão grandiosa mulher, da única que viveu na própria carne a dor mais inimaginavel do mundo. Se pensamos em qualquer sofrimento nos daremos conta de que nossa mãe, Maria Santíssima, também o padecieu: Maria concebeu antes do matrimônio e foi rejeitada e expulsa de seu território, lhe negaram pousada na noite em que daria à luz, ficou viúva, pois José morreu antes da crucifixão de Jesus e viu morrer Seu Filhoo da maneira mais violentae vergonhosa que poderia existir na história. Ela mais que ninguém conhece nossa dor, temos sido chamados a ser seus filhos só por misericórdia pois, que melhor amor que o de Maria?
* Autor: Nory Camargo | Fonte: Catholic-link