segunda-feira, 2 de novembro de 2015

FINADOS




A celebração do dia de Finados é uma oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida. Martin Luther King disse: “Quem não tem uma razão para morrer, não tem uma razão para viver”.
A nova vida que recebemos no Batismo não está sujeita à corrupção nem ao poder da morte. Para quem vive em Cristo, a morte é a passagem à pátria celeste. Nós somos peregrinos, exilados, e todo exilado tem esperança de retornar à sua terra. A liturgia da Igreja diz: para os que creem a vida não é tirada, mas transformada.
Qual é a origem do dia de Finados?
Os primeiros vestígios de uma comemoração de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha, no século VII, e em Fulda (Alemanha), no séc. XI. O verdadeiro fundador foi Santo Odilon, abade de Cluny (França). A festa propagou-se rapidamente por toda a França. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos. Muitos documentos garantem esta prática nos primeiros cristãos. Por exemplo, Didaqué (doutrina dos 12 apóstolos), do ano 100, já mandava oferecer orações pelos mortos. Nas catacumbas de Roma os cristãos rezavam sobre o túmulo dos mártires suplicando a intercessão diante de Deus.
A Igreja é o Corpo Místico de Cristo, as almas dos fiéis se encontram e superam a barreira da morte, rezando uma pelas outras. Nessa dimensão de fé, compreendemos a prática de oferecer orações de sufrágio, de maneira especial a santa Missa.
Por isso, muitos vão ao cemitério para enfeitar os túmulos de seus entes queridos, pois, quer dizer que o corpo está lá, é pó, mas o espírito está em Deus.
É uma oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida. A morte chegará para todos, viemos do pó e para o pó retornaremos. A vida é um dom precioso, mas, não tem data marcada, na eternidade tanto faz 15 ou 90 anos.
Jesus chegou perto do túmulo de seu amigo Lázaro e bradou: Lázaro, vem para fora, o sepulcro não é seu lugar. Também não é o nosso lugar, tão somente, um lugar de passagem. Se você ficar com os olhos fixos no túmulo perderá a esperança, apenas uma passagem.

“Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; quem a Deus tem nada lhe falta; só Deus basta”. Amém.

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