terça-feira, 28 de julho de 2015

SABEDORIA DO DESCANSO – Mc 6,30-34

SABEDORIA DO DESCANSO – Mc 6,30-34


Ao chegar o mês de julho podemos exclamar: enfim, férias! Quero neste presente artigo trazer aos queridos leitores uma reflexão sobre o tema: descansar.
É interessante a expressão dias úteis, como se houvesse dia inútil. A coisa fica mais esquisita quando o comércio em geral considera dias úteis de segunda a sexta-feira, o que leva a pensar que sábado, domingo e feriados são inúteis. E as férias, quer inutilidade maior?
A narrativa parece narrar o cotidiano de Jesus. É um sufoco!
Jesus sempre em movimento, gente que vai e que vem, chega e sai, doentes em busca de alívio, pessoas sedentas de palavras de consolo. Em meio a tudo isso, Jesus diz: venham, vamos a um lugar deserto para descansar.
A pausa é natural e necessária. Nosso corpo precisa de pausa, a natureza também. O dia, a noite, as estações, a semente que dorme sob a terra, antes de germinar, tudo respeita o tempo de descanso.
Fico impressionado nos feriados, filas e filas de carros levando pessoas aflitas que fogem das metrópoles para descansar.
Descansar não pode se transformar em mais uma tarefa, mais uma obrigação da agenda lotada. É preciso sabedoria e dar dignidade também ao tempo de descanso que não se resume num mero não fazer nada.
Descansar é uma ocupação sagrada, pois nela revelamos nossa semelhança com Deus criador.
Na nossa sociedade capitalista é comum medir as pessoas pela capacidade de produzir. Tem gente que vende as férias para poder trabalhar mais.
Pouca gente consegue definir as pessoas pela sua capacidade de descansar. Descansar é uma arte, pois nos torna capazes de relativizar o tempo e preenchê-lo com aquilo que vale a pena. Só quem aprendeu a arte de descansar consegue, no trabalho, relacionar-se com o outro de forma serena, humana. Muitas vezes o outro é obrigado a pagar a fatura do nosso cansaço e do nosso ativismo. Tornamo-nos cansativos, chatos, marrentos.
Só quem vive em paz, reconciliado, em primeiro lugar consigo mesmo, é que pode descansar. Não é uma fórmula mágica, uma técnica de relaxamento. Tudo isso vira agenda, mais cansaço.
Descansar é ter a sabedoria da simplicidade. É perceber que a pressa não é só inimiga da perfeição. Impede a nossa capacidade de ver que o tempo é o mesmo para mim, Bill Gates e o flanelinha que fica na esquina. A diferença está no que fazemos por ela.
A paz não é ausência de problema, é confiança no meio da tempestade. A paz é o triunfo da fé sobre a ansiedade. A paz não é um porto seguro aonde se chega, mas a maneira como navegamos no mar revolto. A paz não é um sentimento, mas, uma pessoa, Deus. A paz de Deus tem haver paz com Deus. Essa paz coexiste com a dor, é misturada com as lágrimas e sobrevive diante da morte. Essa paz ninguém pode tirar. O consolo não vem de dentro, vem de cima. Não vem do homem, vem de Deus. Não é resultado de autoajuda, mas da ajuda do alto!

Bom descanso a todos!

sábado, 4 de julho de 2015

MARTÍRIO DA RIDICULARIZAÇÃO


Os cristãos precisam estar preparados, nos dias de hoje, para o martírio da ridicularização, no qual se declarar cristão, carregar um crucifixo no peito ou até uma bíblia na mão, vai lhe custar zombarias e indiferença

A perseguição ao Cristianismo não acontece somente pela prisão, tortura e morte de cristãos por todo o mundo. Existe um segundo tipo de perseguição que é incruento (sem derramamento de sangue), no qual os que creem sofrem um “ataque” ideológico por parte do secularismo, da mídia anticristã e do ateísmo militante. É uma perseguição contra os valores e a moral cristã.

“Temos aqui dois ‘campos de batalha’. Por um lado, todas as questões envolvendo o tema da bioética como o aborto, a eutanásia, pesquisas com células-tronco embrionárias etc. Por outro, temos a questão da ética sexual e dos valores da família como divórcio, barriga de aluguel, casamento homossexual etc; e a Igreja aparece como ‘inimiga’ (para os que defendem essas posições). Por que? Porque ela se levanta como uma das únicas resistências que defendem os valores tradicionais. E não importa que argumentos usaremos para tratar desses assuntos, há um preconceito muito forte para denegrir a imagem da Igreja atualmente”, disse padre Demétrio Gomes da arquidiocese de Niterói (RJ).
Segundo o professor Felipe Aquino, apresentador da TV Canção Nova e professor de teologia, os cristãos precisam se preparar para um novo tipo de martírio.
“O Papa Bento XVI falou, esses dias, algo muito marcante: os cristãos precisam se preparar para o martírio da ridicularização, ou seja, se você carregar um crucifixo no peito e for para uma universidade você é ridicularizado. Se você anda com a sua Bíblia, vão falar que você é alienado, que acredita em crendices. Então, o Papa tem alertado os cristãos sobre o fato de viverem também este tipo de martírio”, disse professor Felipe Aquino.
Esta perseguição tem mostrado, sobretudo pelos veículos de imprensas internacionais, que não poupam mentiras e críticas à Igreja Católica, difamações e zombarias a sacerdotes, bispos e, principalmente, à figura do Papa.
Confira abaixo a reportagem com padre Demétrio e do professor Felipe Aquino
Um exemplo clássico deste “martírio da ridicularização” aconteceu, este ano, quando os jornais BBC e The New York Times publicaram charges zombando da figura do Papa, mas se negaram a fazer o mesmo contra o profeta Maomé, por exemplo, alegando “ser um perigo”. O veterano jornalista da BBC Roger Bolton disse que a redação do jornal está tomada por “liberais céticos humanistas” que “riem e zombam do Cristianismo”. E ainda acrescentou: “Qualquer um que se oponha ao casamento gay ou à fertilização in vitro, por exemplo, é tratado como um ‘louco’ por causa de suas crenças religiosas”.

Essa perseguição da moral cristã tem se espalhado pelo mundo; e segundo padre Demétrio, só os que possuem uma fé firme e pura sobreviverão a ela. “É muito importante não se assustar com essa apostasia, pois o Senhor mesmo já tinha dito que seríamos um pequeno rebanho. Quando o mundo se cansar dessas propostas contemporâneas, ele vai encontrar, na Igreja, a luz no fim do túnel.”