sábado, 20 de junho de 2015

78ª ASSEMBLEIA DOS BISPOS DO REGIONAL SUL 1




CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
78ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1
Aparecida-SP, 09 a 11 de junho de 2015.                                                


NOTA DO REGIONAL SUL 1/CNBB
SOBRE IDEOLOGIA DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO

Aos Srs. Prefeitos, Presidentes e Vereadores dos Municípios,
educadores e pais no Estado de São Paulo;
Nós, Bispos católicos do Estado de São Paulo (Regional Sul 1 da CNBB), no exercício de nossa missão de Pastores, queremos manifestar nosso apreço ao empenho dos Conselhos Municipais de Educação na elaboração dos Planos Municipais de Educação para o próximo decênio, a serem votados nas Câmaras Municipais. Destacamos nesses projetos, além da universalização do ensino, o empenho em colocar, como eixo orientador da educação, a inclusão social, para que uma geração nova de homens e mulheres possa se tornar construtora de uma sociedade onde todas as pessoas, grupos sociais e etnias sejam respeitados e possam participar e se beneficiar da produção dos bens materiais e culturais, numa nação cada vez mais próspera e justa. Consideramos, entretanto, oportuno e necessário esclarecer o que segue, no que se refere à ideologia de gênero, nos Planos Municipais de Educação:
A discussão dos Planos Municipais de Educação, deveria ser orientada pelo Plano Nacional de Educação (PNE), votado no Congresso Nacional e sancionado em 2014 pela Presidente da República, do qual já foram retiradas as expressões da ideologia de gênero.
Os projetos enviados aos Legislativos Municipais incluíram novamente, em suas propostas, a ideologia de gênero, como norteadora da educação, tanto como matéria de ensino, como em outras práticas destinadas a relativizar a natural diferença sexual.
A ideologia de gênero, com que se procura justificar esta “revolução cultural”, pretende que a identidade sexual seja uma construção exclusivamente cultural e subjetiva e que, consequentemente, haja outras formas igualmente legítimas de manifestação da sexualidade, devendo todas integrar o processo educacional com o objetivo de combater a discriminação das pessoas em razão de sua orientação sexual.
A ideologia de gênero subverte o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher, ensinando que a união homossexual é igualmente núcleo fundante da instituição familiar.
As consequências da introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas contradiz frontalmente a configuração antropológica de família, transmitida há milênios em todas as culturas. Isso submeteria as crianças e jovens a um processo de esvaziamento de valores cultivados na família, fundamento insubstituível para a construção da sociedade.
Diante dessa grave ameaça aos valores da família, esperamos dos governantes do Legislativo e Executivo uma tomada de posição que garanta para as novas gerações uma escola que promova a família, tal como a entendem a Constituição Federal (artigo 226) e a tradição cristã, que moldou a cultura brasileira.
Pedimos ainda que seja cumprido o que dispôs o Conselho Nacional de Educação, através da Câmara de Educação Básica, que, dispõe que o ensino religioso integra a base nacional comum da Educação Básica (na resolução número 4, de 13/07/2010, em seu artigo 14, § 1, letra F).
Seja, pois, incluído nos Planos Municipais de Educação o ensino religioso, em sintonia com a confissão religiosa da família, que tem filhos na escola.
Queremos também solidarizar-nos com todos os que sofrem discriminação na sociedade. Que as escolas ofereçam uma educação que valorize a família e a prática das virtudes, acolhendo bem a todos, seja qual for a orientação sexual.
      Deus abençoe a todos que trabalham na educação das crianças, adolescentes e jovens.

Aparecida, 11 de junho de 2015.

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB

Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB


Dom Tarcísio Scaramussa
Secretário do Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 – CNBB

quinta-feira, 18 de junho de 2015

78ª ASSEMBLEIA DOS BISPOS DO REGIONAL SUL 1


CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
78ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1
Aparecida-SP, 09 a 11 de junho de 2015.


MENSAGEM AOS CATÓLICOS E A TODOS OS CIDADÃOS
Nós, Bispos Católicos das Dioceses do Estado de São Paulo,reunidos na 78ª Assembleia do Regional Sul I da CNBB,diante dos acontecimentos da recente“parada gay 2015”, ocorrida na cidade de São Paulo, com claras manifestações de desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado, em nome da verdade que cremos, vimos através desta, como pastores do Povo de Deus:
1.      Afirmar que a fé cristã e católica, e outras expressões de fé encontram defesa e guarida na Constituição Federal:“é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”(artigo 5º, inciso VI).
2.      Lembrar que todo ato de desrespeito a símbolos, orações, pessoas e liturgias das religiões constitui crime previsto no Código Penal:“escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” (Art. 208 do Código Penal).
3.      Apelar aos responsáveis pelo Poder Público, guardiães da Constituição e responsáveis pela ordem social e pelo estado democrático de direito, que defendam o direito agredido.
4.      Expressar nossorepúdiodiante dos lamentáveis atos de desrespeito ocorridos; queremos contribuir com o bem-estar da sociedade, pois somos, por força do Evangelho, construtores e promotores da liberdade e da paz.
5.      Manifestar nossa estranhezaao constatar um evento, como citado seja autorizado e patrocinado pelo poder público, e utilizado para promover atos que afrontam claramente o estado de direito que a Constituição garante.
6.      Lembrar a todos as atitudes firmes do Papa Francisco quanto ao respeito pelo ser humano, aos mais pobres, aos mais simples, à religiosidade popular.
7.      Recordaraos católicos que a profanaçãode símbolos religiosos pede de nós um ato de desagravo e de satisfação religiosa, pela oração e pela penitência,pedindo ao Senhor Deusperdão pelos pecados cometidos e a conversão dos corações.
8.      Reafirmar, iluminados pelo Evangelho e conduzidos pelo Espírito Santo, nosso respeito a todas as pessoas, também a quem pensa diferente de nós. E convidamos os católicos e pessoas de boa vontade a contribuírem, em tudo, para a edificação da justiçae da paz, do respeito a Deus e ao próximo.
Por fim, confirmamos nosso seguimento a Jesus Cristo e damos testemunho da beleza de nossa fé católica, na certeza de que, assim, contribuímospara o bem da sociedade, anunciando o que de melhor recebemos:Jesus Cristo crucificado,“força e sabedoria de Deus” (1Cor 1,23s), fonte de toda misericórdia.
Aparecida, 11 de junho de 2015.
Memória Litúrgica do Apóstolo São Barnabé

Dom Odilo Pedro Scherer
Presidente do Regional Sul I – CNBB

Dom Moacir Silva
Vice-Presidente do Regional Sul I – CNBB


Dom Tarcísio Scaramussa
Secretário do Regional Sul I – CNBB

quarta-feira, 3 de junho de 2015

CORPUS CHRISTI




SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DO SENHOR (4/6/2015)
Tomai, isto é o Meu Corpo...Isto é o Meu Sangue” (Mc 14, 22b.23c)

Reflexão: FAZER-SE PÃO

Pode ser que seja bonito porém não é fácil FAZER-SE PÃO.

Significa que já não podes viver só para ti, senão também para os outros.

Significa que já não podes possuir nada, nem as coisas, nem o tempo, nem os talentos, nem a liberdade como algo exclusivo.

Tudo o teu, já não é só teu, é também, para os outros.
Significa que temos que estar inteiramente disponíveis no tempo todo.




Já não podes protestar de qualquer modo, por qualquer coisa.
Não podes resmungar se te ofendem, te molestam ou te chamam a qualquer hora ou para qualquer coisa.

Significa que deves ter paciência e mansidão…
 Como o PÃO que se deixa amassar, cozer e partir.
Significa que deves ser humilde como o PÃO, que não figura entre os pratos sofisticados;     porém, que sempre está aí.
                Sempre para acompanhar.

Significa que deves cultivar a ternura e a bondade, porque assim é o pão: TERNO E BOM.
Significa que deves estar sempre disposto ao sacrifício,
como o PÃO que se deixa triturar.

Significa que deves viver sempre no amor maior, capaz de morrer para dar vida, como o PÃO.



Deixa-te triturar pelos que estão a teu lado, deixa-te amassar…
pelos trabalhos e os serviços em favor dos irmãos.              


Deixa-te cozer pelo fogo do amor e do Espírito.
Assim poderás dar-te aos que te necessitam

Ajudá-nos, Senhor, a ser PÃO para os outros. . .
Como Tu!!!