sábado, 28 de fevereiro de 2015

QUARESMA 2015

VIVER A QUARESMA (28/2/2015)
            A Quaresma é tempo de reflexão, de esperança, de sustentar nossos arrependimentos e servir a necessidade do próximo. É tempo de permitirmos crer em uma manhã luminosa, em um amanhecer de verdade, amor e alegría. É tempo de cumprir com um encontro interior, olharmos os nossos erros, silenciar as tristezas e falarmos em acertos. É tempo de crer no caminho que nos leva a nos entregar intensamente ao amor de Jesus.

QUARESMA
·         Escuta da Palavra de Deus
·         Conversão em nível pessoal, comunitário e social (convivência social)
·         Oração, jejum e esmola (solidariedade)

QUARESMA
·         Consciência da Vida Nova
·         Aprofundamento da vivência do Evangelho
·         Construção da civilização do amor (direito de cidadania)
·         Vivência da Fraternidade
QUARESMA É NOSSO DESERTO, LEMBRANDO:
·         40 anos de caminhada do povo hebreu pelo deserto;
·         40 dias que Moisés passou na montanha;
·         40 dias da caminhada de Elias para chegar à montanha do Senhor;
·         40 dias de Jesus no deserto

QUARESMA é um tempo de "rever a vida" e abandonar o pecado (orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ganância, gula, ira, inveja, preguiça, mentira...

Santo Agostinho dizia que "o pecador não suporta nem a si mesmo", e que "os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”.    
“Reconciliai-vos com Deus!" (2 Cor 5, 20);
Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação." (2 Cor 6, 1-2)

“Fomos criados para ser amigos de Deus, mas o pecado quebrou esta relação de confiança e de amor e, como consequência, a humanidade é incapaz de realizar sua vocação originária”.  (Bento XVI)
“Cada um, de acordo com as circunstâncias, deixam outros interesses de lado, para preparar e participar de uma festa inesquecível.” (Bento XVI)

Mais do que simples preparação para a Páscoa, a Quaresma é tempo de grande convocação para que toda a Igreja se deixe “purificar do velho fermento para ser uma massa nova, levedada pela verdade”. (cf. 1 Cor 5,7-8).

A Quaresma nos chama à reconciliação, à mudança de vida, a assumir a busca da humanidade inteira por libertação, justiça, dignidade, reconciliação e paz.
As três tentações de Jesus são apresentadas como um caminho que o próprio Jesus trilhou para ensinar ao homem a via de santidade que passa pelo combate ao TER, PODER E PRAZER. (Cf. Lc 4,1-13)

ORAÇÃO PARA A QUARESMA
Pai Nosso, que estais no Céu,
durante esta época de arrependimento,
tende misericórdia de nó.
Com nos oração, nosso jejum e nossas boas obras,
transformai nosso egoísmo em generosidade.
Abri nossos corações à Vossa Palavra,
curai nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo.
Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

COMEÇA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015



CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015
tEMA: IGREJA E SOCIEDADE
lEMA: “EU VIM PARA SERVIR”(mc 10,45)

Hoje quarta-feira de cinzas, dia 18 de fevereiro, a Igreja Católica lança a 51ª Campanha da Fraternidade em terras brasileiras. O objetivo é aprofundar os laços de fraternidade entre as pessoas e comunidades, com o intuito de melhorar as condições de vida do povo. O tema deste ano é: “Fraternidade – Igreja e Sociedade”. O lema indica a diretriz que orienta a reflexão: “Eu vim para servir” (Mc 14,45). A Igreja entende que ela está no mundo para, assim como Jesus Cristo, servir e não para ser servida. A visualização deste serviço vem retratada no cartaz, onde encontramos o papa Francisco lavando os pés de um fiel na quinta-feira santa de 2014.

O caminho para que a Igreja possa cumprir com sua missão de servidora é o diálogo com as diversas instituições e organizações da sociedade. Isso para evitar três perigos, que poderíamos também chamar de três tentações presentes no relacionamento entre a Igreja e a Sociedade.
·         O primeiro é a Igreja agir como detentora absoluta da verdade, impondo a sua doutrina e concepção de organização a toda a sociedade sem se importar com a diversidade de ideologias, culturas e credos que compõem o conjunto da população do Brasil.
·         O segundo perigo é a sociedade ignorar totalmente a presença da Igreja, não levando em consideração a sua existência e a fé dos seus fiéis. Já em 1962, o então arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, afirmava que “a doutrina cristã tem repercussões irreprimíveis em todos os atos e setores da vida humana. Jamais os poderosos da terra encontrarão na Igreja um instrumento dócil e submisso para seus desígnios de mando irrestrito”.
·         O terceiro perigo ainda é o de a sociedade perseguir a Igreja ou cobrar dela serviços que ela não consegue executar ou que não fazem parte da sua missão, que é de cunho religioso. “Sua ação evangélica repercute, porém, na organização e no fortalecimento da comunidade humana” (Texto Base da CF, n. 154).
Por causa da sua missão “em favor do bem integral da pessoa humana”, ganha importância o “diálogo cooperativo fraterno e enriquecedor com a realidade social e as instâncias representativas da ordem social” (Idem n. 59). Os critérios “a partir dos quais a Igreja discerne a oportunidade e o estilo de seu diálogo e de sua colaboração com a sociedade, são a dignidade da pessoa humana, o bem comum e a justiça social”.
Convido, pois, os grupos de família, as comunidades e os diversos grupos de Igreja a aproveitarem este tempo de graça que a Campanha da Fraternidade oferece para aprofundarem os laços de diálogo e cooperação com as organizações da sociedade. Tomem o Texto Base em suas mãos. Rezem muitas vezes a oração da Campanha da Fraternidade e cantem o Hino da Campanha. Levem a temática proposta para os Meios de Comunicação Social e para as organizações da sociedade civil. Mostrem para todos que a Igreja quer ser servidora, assumindo funções concretas na defesa e promoção da vida das pessoas que são pobres, estão enfermas ou sendo marginalizadas pelos detentores do poder.
Que o Senhor nos ensine a servir todos e nos abençoe nesta caminhada quaresmal!

 Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)


TEXTO BASE CF 2015
Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
PROPOSTA DO SUBSIDIO
O texto base está organizado em quatro partes:
·         No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
·         Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
·         Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
·         O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.

OBjetivos desta Campanha da Fraternidade:-
OBJETIVO GERAL DA CF 2015
01 - Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA CF - 2015 CNBB

01 - Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.

02 - Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizastes.

03 - Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.

04 - Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.

05 - Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.

06 - Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária. Fonte: www.portalkairos.net
ORAÇÃO DA CF 2015
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo,
vós conduzis a Igreja, servidora da vida,
nos caminhos da história.
A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra
que chama à conversão,
seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade
e de liberdade, de justiça e de paz.
Enviai o vosso Espírito da Verdade
para que a sociedade se abra
à aurora de um mundo justo e solidário,
sinal do Reino que há de vir.
Por Cristo Senhor nosso.


Amém!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CAMPANHA DA FRATERNIDADE


MENSAGEM PAPA FRANCISCO SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE/2015


Queridos irmãos e irmãs do  Brasil!

Aproxima-se a Quaresma, tempo de preparação para  a Páscoa:  tempo de penitência, oração e caridade, tempo de renovar nossas vidas, identificando-nos com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos,  sobretudo aos mais  necessitados. Neste ano, a Conferência  Nacional  dos  Bispos do Brasil, inspirando-se nas palavras d'Ele O Filho do Homem. não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc   10,45), propõe  coma  tema  de  sua  habitual   Campanha  «Fraternidade:
Igreja e Sociedade».

De fato a Igreja, enquanto «comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e principio da unidade» (Const. Dogmática Lumen, 3), não pode ser indiferente às necessidades  daqueles que estão ao seu redor, pois, “as alegrias e as   esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo  dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo» (Const. Pastoral Gaudium et spes, 1). Mas, o que fazer? Durante os quarenta dias em que Deus chama o seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar,  à luz  do  Evangelho,   o  diálogo  a  colaboração  entre  a  Igreja  e a Sociedade propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II - como  serviço de edificar o do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro.

A contribuição da Igreja, no respeito pela laicidade do Estado (cfr. Idem, 76) e sem esquecer a autonomia das realidades terrenas (cfr. Idem, 36), encontra forma  concreta na  sua Doutrina  Social,  com a qual quer «assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contr1buem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto  com os  demais cidadãos e instituições para  o bem  do ser   humano» (Documento  de Aparecida,  384). Isso não é uma  tarefa  exclusiva  das instituições: cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com quem me relaciono. E de modo concreto, e preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que «cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo» (Exort. Apost. Evangelii gaudium, 187), sobretudo, sabendo acolher, «porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela - um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso  tempo  - não  ficamos mais pobres, mas enriquecemos» (Discurso na Comunidade de Varginha, 25/7/2013 ). Assim, examinemos a consciência sobre o compromisso concreto e efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.

Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz “Eu vim para servir (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso faço votos que o caminho  quaresmal  deste  ano à luz das propostas  da Campanha da Fraternidade, predisponha  os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a foa transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a  todos em sua dimensão  pessoal,  familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração  sentimentos de fraternidade e  de  viva  cooperação.  A  todos  e  a  cada  um,  pela  intercessão  de  Nossa Senhora Aparecida,  envio  de todo  coração  a Bênção Apostó1ica,  pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 2 de fevereiro de 2015.



domingo, 15 de fevereiro de 2015

TEMPO DA QUARESMA

Quarta-feira de Cinzas (18/2/2015)
Convertei-vos e crede no evangelho”(Mc 1,15)
A Quarta-Feira de Cinzas marca o principio da Quaresma, e é um dia especialmente penitencial, no qual se manifesta o nosso desejo pessoal de conversão a Deus. É um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.
      
Uma das frases no momento da imposição das cinzas serve de lembrete para nós: “Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar” (Gn 3,19b) ou “Convertei-voa e crede no Evangelho”. A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.   A imposição das cinzas nos recorda que a nossa vida na terra é passageira e que a definitiva se encontra no céu

A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como os princípios da Quaresma.
A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.
Diz-nos um texto do livro das Crônicas: Se meu povo, sobre o qual foi invocado o Meu Nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).
A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.
Perguntemos para Deus: Senhor, que queres que eu faça? – mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. E buscar fazer a penitência ofertando algo que gostamos muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.
O Espírito Santo o (a) levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.
ORIGEM
Antigamente os judeus costumavam cobrir-se de cinza quando faziam
 algum sacrifício como desejo de conversão de sua má vida a uma vida com Deus.

No ano de 384 d.C., a Quaresma adquiriu um sentido penitencial e desde o século XI, a Igreja costuma colocar as cinzas ao iniciar os 40 dias de penitência e conversão.

Na Quarta-Feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas com a queima dos Ramos usados no Domingo de Ramos passado para recordar-nos que a glória terrena logo se reduz a nada.

CERIMÔNIA
A bênção e imposição das cinzas têm lugar dentro da Missa ou Celebração da Palavra, depois da homilia;
As fórmulas de imposição das cinzas se inspiram na Escritura: Gn, 3, 19 e Mc 1, 15, e podem ser:
“Concede-nos, Senhor, o perdão e faz-nos passar do pecado à graça e da morte para a vida”

 “Recorda que és pó e ao pó voltarás”

“Arrependei-vos e crede no Evangelho”

ATITUDE
A conversão é voltar para Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz constante de sua verdade e assim tomar consciência de que estamos de passagem nesta terra, e que devemos trabalhar até que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe sua justiça.
Ao aproximar-nos do Templo onde receberemos as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos converter-nos e crer de verdade no Evangelho.

AS CINZAS
1) A cinza é símbolo de conversão;   de buscar uma mudança positiva nas atitudes com respeito a Deus e ao próximo.
2) A cinza é símbolo de nossa fragilidade e limitação humana e de tomar consciência de que morreremos e devemos aproveitar nossa vida fazendo deste mundo mais humano, mais justo e mais cristão.

3) A recepção da cinza é um ato pessoal e voluntário que se realiza sob a graça e a misericórdia de Deus.

4) Se recebe em uma celebração comunitária, porque é toda a Igreja quem intensifica neste período seu estado de conversão e purificação.

JEJUM E ORAÇÃO
Orar é colocar-nos na presença de Deus para receber Sua graça e Seu amor e o jejum favorece esta abertura do coração.
Este é um modo de pedir perdão a Deus por tê-Lo ofendido e dizer-lhe que queremos mudar de vida para agradá-Lo sempre.
A Quarta-Feira de Cinzas e a Sexta Feira Santa são dias de jejum e abstinência.
A abstinência é a partir dos 14 anos e o jejum dos 18 aos 59 anos.
O jejum consiste em fazer uma só refeição ao dia e a abstinência é não comer carne.

HOMILIA
A homilia faz referência à tripla direção da conversão:
a) A abertura a Deus, que é a escuta da sua Palavra, oração pessoal e familiar; participação mais ativa e frequente à Eucaristia e ao Sacramento da Reconciliação.
b) A abertura aos irmãos: com a esmola (caridade), que é antes de tudo caridade, compreensão, amabilidade e perdão.
c) E o jejum  que é o autocontrole, busca do equilíbrio em nossa escala de valores, renúncia às coisas supérfluas, sobretudo se a economia resulta em ajuda aos mais necessitados.

PRECES PARA A QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Dêmos graças a Deus Pai, que nos concede o dom de iniciar hoje o tempo quaresmal. Supliquemos-Lhe que durante estes dias de salvação purifique os nossos corações e os confirme na caridade, mediante a acção do Espírito Santo. Digamos confiadamente:
Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito Santo.
Ensinai-nos a saciar o nosso espírito
— com a palavra que sai da vossa boca.
Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito Santo

Fazei que pratiquemos a caridade, não só nos acontecimentos importantes,
— mas também na nossa vida de cada dia.
Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito Santo

Ajudai-nos a evitar o supérfluo,
— para podermos socorrer os nossos irmãos necessitados.
Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito Santo

Ajudai-nos a trazer sempre em nossos corpos a imagem da paixão de vosso Filho,
— Vós que nos destes a vida no seu Corpo.
Dai-nos, Senhor, o vosso Espírito Santo
Pai nosso...

Oração
Concedei-nos, Senhor, a graça de começar com santo jejum este tempo da Quaresma, para que, no combate contra o espírito do mal, sejamos fortalecidos com o auxílio da temperança. Por Nosso Senhor.
(Laudes)
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