terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FIM DO ANO


IRMÃO DIÁCONO
          É muito bom atar e reatar laços com você, a cada atividade, e nos reencontrarmos reciprocamente no desejo de sermos construtores do Reino.
     “Inquilinos do tempo”, chegamos ao final de mais um ano e deparamos com 2015 e seus apelos ainda misteriosos, mas que acionam nossa esperança.
    Certamente temos muitas razões para cantar como o salmista: “Senhor, eu te agradeço se todo coração, proclamando todas as tuas maravilhas! Eu me alegro e exulto em ti, e toco ao teu Nome, ó Altíssimo!” (Sl 9,2-3). Podemos elencar algumas:
·         O Retiro realizado no inicio do ano com o Diácono Duran e sua esposa, Socorro;
·         A ordenação de 26 diáconos, dia 23 de fevereiro, na Catedral Santo Antonio, pela imposição das mãos de D. Fernando Mason;
·         A formação sobre Mariologia, com Monsenhor Agnaldo;
·         A celebração dos 70 anos de implantação de nossa Diocese, em 7 de junho, com memorável festa;
·         O congraçamento que se estabelece em cada reunião realizada;
·         A nova diretoria, que une diáconos antigos e novos;
·         O presente da exortação apostólica “A ALEGRIA DO EVANGELHO”, do papa Francisco, um grande alento para toda a ação evangelizadora da Igreja, confirmando a infinita misericórdia do Pai e que todo sentido da vida deve estar alicerçado na Boa Nova de Jesus Cristo.

     Enfim, tantos outros acontecimentos que deu-nos a certeza de que Deus continua realizando maravilhas, em seu caminhar conosco.

    Por isso como os pastores acorramos, jubilosos a Belém, depositamos na manjedoura frutos generosos e demos glória grande mistério da Encarnação, que fundamenta todo o esforço de unirmos fé e a vida, na vivência da comunidade.
   Entregamos também as falhas do caminhar, omissões e desânimos, na certeza de que, revestidos pela luz do Deus Menino, seremos iluminados para iluminar no ano novo que está às portas.
   Feliz e Santo Natal! Um Ano Novo cheio de alegria, esperança, fé e muito ânimo no serviço pastoral!

            

Meu abraço, carinho, amizade a você e toda sua família,

       Diác. Flori


sábado, 20 de dezembro de 2014

ULTIMO DOMINGO DO ADVENTO

4º DOMINGO DO ADVENTO (21/12/2014)
A Ele, o Único Deus, o Sábio por meio de Jesus Cristo, a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (Rm 16,27)
         
Eis! Estamos no último dos quatro Domingos do Santo Advento! Estamos já em plena Semana Santa do Natal, iniciado dia 15 de dezembro. A Igreja, agora é toda atenção, toda contemplação do mistério da Encarnação, preparando-se para a celebração do Natal do Senhor. Sua vinda é nossa salvação, Sua chegada é o anúncio da esperança a todos os povos, a toda a humanidade, a anual celebração do Seu Natal recorda-nos que nosso Deus não [é de longe, mas de perto, de pertinho da humanidade toda e de cada um de nós. O Filho eterno do Pai fez-se homem para encher de Vida divina a nossa existência humana. É este o Mistério de que fala São Paulo na segunda leitura da liturgia de hoje: Mistério mantido em sigilo desde sempre. Agora este Mistério foi manifestado e... conforme determinação do Deus Eterno, foi levado ao conhecimento de todas as nações, para trazê-las à obediência da fé!” Antes, parecia que Deus era Deus somente de Israel, esquecendo os outros povos, a grande massa da humanidade. Agora, não! Com a aproximação do Natal, contemplamos a benevolência de Deus para toda a humanidade: no segredo do Seu coração havia um amoroso e misterioso projeto:SALVAR  TODA A HUMANIDADE PELO FRTUO QUE HAVERIA DE VIR DA RAÇA DE ISRAEL, DA TRIBO DE JUDÁ, DA CADA DE DAVI. .
          O que nos deve encantar neste Domingo, não é somente a grandiosidade desse Mistério, dessa surpresa de um Deus que, desde sempre, preocupou-se com toda a humanidade e não só com Israel...o que nos deve encantar é também o modo como o Senhor realiza o Seu desígnio: ELE AGE NO ESCONDIDO DA HISTÓRIA HUMANA, NO PEQUENINO DE NOSSA VIDAS, NAS HUMILDES DECISÕES DE NOSSA EXISTÊNCIA. Pensemos bem! Primeiro, o rei Davi, humilde pastor de Belém, mas novo dos muitos filhos do velho Jessé. E Deus escolheu: para rei e para dele fazer uma dinastia, da qual nasceria o Santo Messias. Davi, que desejava humildemente construir uma Casa, um Templo para o Senhor, fica sabendo que é Deus quem lhe construirá uma Casa, isto é, uma Dinastia, uma descendência, da qual nascerá Aquele bendito Descendente que enche de alegria o nosso coração: “O Senhor te anuncia que te fará uma casa. Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre”! Eis a bondade do Senhor, que de um simples pastorzinho fará nascer o Salvador que reina para sempre. Depois, podemos pensar em José, naquele que tinha recebido como prometida uma virgem mocinha, chamada Maria. José, homem simples, moço de Deus, membro pobre da família real de Davi, simples artesão, que vivia na justiça do Senhor, praticando a Lei do Deus de Israel. E o Senhor misteriosamente o escolhe para ser o esposo daquela na qual se cumprirá as palavras do Senhor. Recordemo-nos do Evangelho segundo São Mateus: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo de seus pecados” (Mt 1,20-21). Pobre José! Bendito José! Jamais esperaria tal coisa, tal gesto imprevisto do Santo de Israel! Ele um simples carpinteiro, cuidador, tutor, guardador, de um filho que não seria seu filho! Ele escutaria, doravante, o Filho eterno dom eterno Pai, chamá-lo de pai!
      
   Finalmente, pensemos em Maria. Aqui a surpresa de Deus chega ao máximo. Uma jovenzinha pobre, uma virgem sem nome importante, perdida nas montanhas do norte da Terra Santa, em Nazaré da Galiléia. E o Senhor Deus lhe dirige a palavra, faz-lhe a mais estonteante proposta que um pobre filho de Eva jamais escutará: SER, VIGINALMENTE, A MÃE DO MESSIAS, A MÃE DO FILHO DE DEUS, A TERRA BENDITA E SANTA NA QUAL A RAIZ DE JESSÉ, O REBENTO PROMETIDO; SER A DOCE AURORA DO DIA SEM FIM, SER A ESTRELA D’ALVA QUE PRENUUNCIA O SOL ETERNO! “Alegra-te, Cheia de Graça! O Senhor é contigo, Virgem Maria! Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus!” São Bernardo de Claraval, no século XII, imaginado este encontro inaudito, entre a Virgem e o Anjo, diz a Nossa Senhora: Ouviste, ó Virgem, que vais conceber e dar à luz um filho, não por obra de homem, mas do Espírito Santo. O Anjo espera tua resposta. Também nós, Senhora, miseravelmente esmagados por uma sentença de condenação, esperamos tua palavra de misericórdia. Eis que te é oferecido o preço da nossa salvação; se consentes, seremos livres; com uma breve resposta tua seremos chamados à vida! Ó Virgem cheia de bondade, o pobre Adão expulso do paraíso com a sua misera descendência, i,plora a tua resposta; Abraão a implora, Davi a implora. Os outros patriarcas, teus antepasssados, que também habitam a região da sombra da morte, suplicam esta resposta. O mundo inteiro a espera, prostrado a teus pés. E não é sem razão, pois de tua palavra depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, enfim, asalvação de todos os filhos de Adão, de toda raça. Apressa-te, os Virgem, em dar a tua resposta! Por que demoras? Por que hesitas? Crê, consente, recebe! Abre, Virgem santa, teu coração à fé, teus lábios  ao consentimento, teu seio ao Criador. Levanta-te pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo consentimento: “Eis-me, aqui a serva do Senhor, diz a Virgem; faça-se em mim segundo a tua palavra!”.
         Eis o tão grande plano de Deus, tão grande salvação, deu-se na simplicidade de vidas humanas que foram dizendo SIM ao Senhor, que foram se abrindo para Ele nas pequenas e escondidas ocasiões da vida: MARIA, A VIRGEM, JOSÉ, O POBRE DESCENDENTE DE DAVI, DAVI, O PASTOR QUE SE TORNOU REI. E agora- ainda o Senhor vem e nos convida a nós- a mim e a você- a que abramos nossa vida, nosso pequeno cotidiano, para Sua Presença. Através de cada um de nós Ele deseja continuar a obra de Sua salvação, a marca da Sua Presença neste mundo enfermos e cansado.

       
  Virgem Mãe de Deus, São José, esposo da Virgem, São Davi, rei e profeta, intercedei por nós, para que sejamos dóceis e úteis instrumentos da salvação que Deus hoje quer revelar e atuar no coração dos homens e do mundo. Que através de nossa pobre vida, vivida com disponibilidade, o Senhor Jesus seja visto no nosso mundo tão confuso, tão disperso, tão superficial e ameaçado por tantas trevas!


D. Henrique Soares Castro

domingo, 14 de dezembro de 2014

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO



Irmãos, estai sempre alegres! Orem sem cessar. Daí graças em todas as circunstancias, porque essa é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo” (Ts 5,16-18)

            O terceiro domingo do Advento, no qual pode ser usado a cor litúrgica roxo ou o róseo é chamado DOMINGO GAUDETE Isto se dá em virtude do intróito (O “Intróito” seria o “canto inicial” da Missa, acompanhado pela melodia gregoriana. No ambiente paroquial esse “introito” é quase sempre substituído por um canto popular) da Missa desse dia que, em latim, se diz Gaudete in Domingo sempre iteumdico, gaudete. Domingo eninprope est. Trata-se de um trecho de Filipenses 4,4-5 que, traduzido significa Alegrai-vos sempre no Senhor, isto mesmo vos digo, alegrai-vos. O Senhor está perto. Como o verbo iniciail é o verbo gaudere, que no imperativo fica gaudete,  essa primeira palavra acabou dando o “nome” a esse domingo. Nesse domingo, semelhante o que acontece no domingo Laetare, na Quaresma, nos alegramos pela proximidade da grande solenidade que estamos a esperar, no caso o Natal do Senhor.
           
            A primeira leitura, um trecho chamado “Trito-Isaias”, nos apresenta nos dois primeiros versículos, a vocação do profeta. O profeta foi ungido, ou seja tornou-se um “Messias”, foi envolvido com o espírito de Deus para anunciar a boa nova aos pobres, curar as feridas da alma, pregar a redenção dos cativos, dar liberdade aos presos, a proclamar um ano de graça do Senhor, O segundo trecho lido nesta liturgia, os vv. 10-11, trazendo uma ação de graças. Para expressar a intensidade de sua ação de graças o autor sagrado utiliza, como é próprio no hebraico, a expressão Exultando, exultei”, que em português, o nosso lecionário traduz como Exultando de alegria”. O autor sagrado quer destacar a alegria do profeta, que percebe a salvação vinda de Deus como uma “veste”  de salvação, como um “manto” de justiça, como os “adornos de uma noiva ou de um noivo”. Por fim, a leitura termina com a proclamação da ação gloriosa de Deus, que fará sua “justiça” e seu “louvor” aparecer na terra diante de todas as nações. O texto do lecionário traz o tema hebraico “theilá” por glória, embora o seu sentido seja “oração de louvor”.
            Essa leitura, está conectada com o mistério que estamos para celebrar. A justiça de Deus, o seu louvor, é o Cristo, que, no mistério do seu Natal, foi manifestado na terra adiante de todas as nações. Em Cristo é que a justiça do Pai, que é Salvação, se manifestou para nós. O sacrifício do Senhor, sua cruz, foi o máximo de louvor oferecido ao Pai no Espírito. A liturgia da Igreja é sempre atualização desse mistério único, porque só assim o Pai pode ser perfeitamente louvado. Em Lc 4, 18-21, Jesus vai dizer que essa profecia se realizou plenamente Nele.
         
   Assim sendo podemos já nas proximidades da celebração do nascimento do Salvador nos unir a Maria, no sei canto de ação de graças. O Salmo Responsorial desse domingo é formado por versículos do Magnificat que, embora não seja um salmo, é um cântico de louvor encaixado dentro da narrativa do terceiro evangelho. Ali Maria canta a Deus seu louvor, porque Ele voltou seu olha para os humildes, para os sedentos de justiça. No Magnificat Maria reconhece a grandeza de Deus que operou nela maravilhas. Com Maria devemos alegrar-nos, atendendo ao convite do apóstolo na segunda leitura: Estai sempre alegres! Orai sem cessar. Daí graças em todas as circunstancias, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo”. E o motivo da nossa alegria é a chegada do esperado das nações” (Cf. Gn 49,10)
            O evangelho de hoje nos faz olhar mais uma vez para a figura de João Batista. Os vv. 6-8 pertencem ao chamado “prólogo de João” onde o evangelista desenvolve o tema da pré-existência de Cristo: “No principio era o Verbo...” Ouvimos hoje os dois versículos do prólogo que fazem menção a João. João veio como “testemunha”,  para dar “testemunho da luz”. João não era a luz, mas veio dar “testemunho da luz”.
            Nos versículos 19 a 28 temos a descrição do seu testemunho. João começa dizendo que João Batista veio como testemunha e, agora, ele descreve como que concretamente esse testemunho se deu. João está batizando e, ao ser perguntado se ele era o Messias ou o profeta, pronta e humildemente ele nega e diz a verdade sobre si mesmo: “Eu sou a voz que grita no deserto, aplanai o caminho do Senhor”.
João Batista, anuncia ainda que o seu batismo é prefiguração de um outro porque depois virá alguém maior, do qual ele se sabe indigno de desatar até mesmo a correia dos calçados.
            Somos chamados nesse tempo do Advento a imitáramos as virtudes das personagens bíblicas com as quais vamos travando contato através da escuta cotidiana da Palavra de Deus. João Batista é, sem dúvida, uma figura eminente. Assim como ele, também nós somos chamados a ser “testemunhas da luz”. A luz é o Cristo. O próprio Credo Niceno-Constantinopolitando nos ilustra isso quando diz que Ele, o Cristo é “Luz da Luz”. Ele veio iluminar os homens, mas quer escolher alguns para serem suas testemunhas. Não somos a luz, não somos perfeitos, erramos e muito, mas devemos buscar acertar e jamais podemos nos calar e deixar de testemunhar.
            O testemunho pode sair caro, pode custar a nossa própria vida. Foi assim, ao menos, com João batista, mas o medo não pode nos paralisar. Se Deus quer contar conosco devemos nos engajar no seu projeto amoroso a fim de sermos suas autenticas testemunhas.
            Assim como João precisamos reconhecer a verdade sobre nós mesmos. Nós não somos os salvadores, mas somos servos daquele que veio nos salvar. Nós não somos a verdade, mas somos mensageiros da VERDADE, Cristo, que quer contar conosco para levarmos adiante a Boa Nova do seu Evangelho.
            Que os dias que ainda restam neste tempo de Advento sejam uma oportunidade para nos encontramos com a VERDADE que é o Cristo. Que Ele que é Luz, ilumine as trevas do nosso coração, e nos leve a uma atitude firme e verdadeira de conversão. Que sejamos suas “testemunhas” a fim de espalharmos no mundo a Boa Nova da salvação






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

IMACULADA CONCEIÇÃO



        
“O QUE SIGNIFICA “IMACULADA CONCEIÇÃO”?

Deus escolheu gratuitamente Maria desde toda a eternidade para que fosse a Mãe de seu Filho: para realizar essa missão foi concebida imaculada. Isso significa que, por graça de Deus e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Maria foi preservada do pecado original desde sua concepção”  (CIC 490 s)

       O Catecismo da Igreja dedica alguns parágrafos à importância da Virgem Maria. Par nós, a Virgem Mãe de Jesus e nossa não é uma simples devoção e nem uma figura decorativa do plano da salvação estabelecido por Deus para redimir toda a humanidade. Ela desempenha um papel central. Através do seu SIM ela cooperou ativamente na vinda de Jesus. O seu SIM nos que Deus, embora deixe nossa liberdade intata, Ele vai com todos os meios nos convencendo para que demos nosso SIM. Assim fez com a virgem Maria.
       Vale a pena reler como meditação a anunciação que o evangelista Lucas nos transcreve com poucas palavras, mas muito importantes: 


No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da Virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se com essas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que receberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Eles era grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor lhe dará o trono de seu pai Davi; reinará eternamente na casa de Jacó e seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se dará isso se não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito do Senhor descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com sua sombra. Por isso o santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível. Então Maria disse: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se me mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela” (Lc1,26-38). 


Maria é Imaculada, isto é, nasceu sem pecado original. Não é uma verdade que se encontra claramente na Bíblia. Em nenhuma passagem da Palavra de Deus encontramos essa verdade, mas é uma verdade que está encerrada, escondida sim, na mesma Sagrada Escritura e a Igreja, no seu amor pela Virgem Maria e pela verdade proclamou com sua autoridade essa verdade que se tornou verdade de fé. E nós cremos e anunciamos essa verdade. Devemos dizer que ao longo dos séculos, mesmo antes que o Papa Pio IX proclamasse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, a Igreja acreditava nisso. E porque Deus liberou a Virgem do pecado original é claro e lógico: puríssima de verdade deveria ser aquela que devia dar à luz o Salvador do mundo. Sem mancha original, sem pecado nenhum, ela, o primeiro tabernáculo vivente do Verbo feito carne. Já em vista dos merecimentos de Cristo, por uma graça especial, foi purificada de toda a mancha do pecado, pois se colocou sempre como Serva, antecipando o que Jesus diria também:Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar minha vida em resgate de muitos” (Mc 10,45). A Virgem Maria ensina-nos a vencer o orgulho e a desobediência dos nossos primeiros pais, e que deu origem ao pecado original: “QUERER SER COMO DEUS, VIVER SEM DEUS E CONTRA DEUS”


       Como é belo escutar essas palavras! O nosso coração se abre num hino de ação de graças a Deus. Para nós, brasileiros, que costumamos contemplar Maria no seu Santuário de Aparecida e que veneramos com tanto carinho e amor à Virgem santa, essa verdade de nossa fé nos enche de alegria e júbilo. Abramos o nosso coração e sejamos felizes por esse grande dom que Deus fez à Maria, em vista de sua maternidade divina. E contemplamos nossa Mãe Maria revestida de lu\, de beleza e de graça, que do céu ora por nós.             

ROGAI POR NÓS MÃE IMACULADA!
PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE CRISTO!

AJUDA-NOS SEMPRE A TER ATITUDE DE SERVOS NO SENHOR!
AJUDA-NOS A VENCER O ORGULHO QUE TANTO DILACERA A HUMANIDADE!


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

TEMPO DO ADVENTO


ESQUEMA DO ADVENTO

         O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano começa no domingo, dia 30 de novembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até dia 14 de dezembro aparece com maior relevro o aspecto escatológico e nos orienta à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: SUA VINDA NO FIM DOS TEMPOS, SUA VINDA AGORA, EM CADA DIA, E SUA VINDA HÁ DOIS MIL ANOS.
        

         No segundo período que abarca desde 15 de dezembro até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natazl. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma nas Celebrações não há canto do Hino de Louvor (Glória); reduz-se a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar sensivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta algo para que nossa alegria seja completa. E quem espera. É porque falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio de seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa,
expressada pela Solenidade do Natal.


       Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamo-nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor no final dos tempos. A liturgia convida a estar vigilante, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida por meio de João Batista a preparar os caminhos do Senhor, isto é, a manter uma atitude permanente de conversão, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana prenuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo  o dia da vinda do Senhor. Finalmente na quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria, é a figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.


       Quanto às leituras da liturgia dominical, as primeiras leituras são tomadas de Isaias e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messias. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel, e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo Sua Vinda e Sua Graça.As segundas leituras são textos das Epístolas de Paulo ou das demais epistolas apostólicas, que nos exortam a viver em espera da vinda do Senhor.

       A cor dos paramentos do altar e vestes litúrgicas é o roxo, igual à Quaresma, que simbolizam austeridade e penitencia. São quatro temas que se apresentam durante o Advento.

I Domingo
      A VIGILÂNCIA na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a pregação são um convite com as palavras do Evangelho: Vigiem e estejam preparados, pois não sabem quando vai chegar o momento”. É importante que como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas coma s quais nos relacionamos diariamente, como escola, trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família, como em comunidade paroquial, acendemos a primeira vela do Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de penitência.

II Domingo
      A CONVERSÃO, nota predominante da pregação de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação de João Batista: preparem o caminho, Jesus chega”.  Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como passo seguinte a Igreja nos convida a nos aproximar-nos do Sacramento da Reconciliação, que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acendermos a vela verde na Coroa do Advento como sinal de esperança em mundo melhor a partir da mudança de nosso coração.
       Durante esta fazer o propósito de buscar o Sacramento da Reconciliação, para estarmos mais preparados interiormente, unindo-nos mais a Jesus e aos irmãos na Eucaristia..

III Domingo
      O TESTEMUNHO QUE MARIA, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. Na sexta-feira anterior a este domingo (12 de dezembro) é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser Mãe de Jesus e que, alem disso, está disposta a ajudar e servir a todos os que necessitam. O Evangelho relata a visita de Vigem à sua prime Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?”
       Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Propomos fomentar a devoção à Maria rezando o Terço em família. Acenderemos a terceira vela da Coroa do Advento na cor rosa, como sinal de espera alegre.  
                         
IV Domingo
      O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE JESUS feito a José e à Maria. As leituras e a pregação, dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho de Deus e nos convidam a “aprender de Maria a aceitar a Cristo que é a Luz do mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com os irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa que estão neste ambiente, deverão levar as famílias e as comunidades o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor branca, em sinal da alegria pela vinda do Senhor que se aproxima.




          

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

As Figuras do Advento:
ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.
JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.
MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.
JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.