sábado, 1 de novembro de 2014

FINADOS

 Finados

Celebramos em 02 de novembro o Dia de Finados, impregnado de um profundo sentimento religioso, no qual se unem afeto e recordações familiares com a fé e esperança cristãs. Por esse motivo suscita sempre um profundo eco no povo de Deus.

É uma oportunidade especial para rezar mais pelos nossos mortos e
lembrar a alegre verdade sobre a qual está fundada a nossa fé:
a RESSURREIÇÃO.

1. Celebramos a vida, não a morte
A religião cristã não celebra o culto à morte, mas à vida. Assim o ressalta a liturgia da palavra de  hoje com suas muitas leituras. Todo o conjunto nos fala de ressurreição e vida;
e a referência onipresente é a Ressurreição de Cristo, da qual participa o cristão pela fé e pelos sacramentos.  - Por isso, este dia não é uma comemoração para
 a tristeza, provocando saudade dos seres queridos que já nos deixaram, mas uma recordação cheia de esperança que expressa e continua a Comunhão dos Santos, que celebramos no dia de ontem.
Pois "a fé oferece a possibilidade de uma comunhão com nossos queridos irmãos já falecidos, dando-nos a esperança
de que já possuem em Deus a vida verdadeira". (GS 18,2)

2. Lembramos nosso destino futuro:
A Visão cristã da morte dá o verdadeiro valor da vida humana.  
O discípulo de Cristo identifica a vida futura na qual crê e espera,
com um ser vivo, pessoal e amigo que é o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo,
e de cuja vida participará agora e continuará gozando em seu destino futuro. Instruídos pela palavra de Deus, cremos que:
"O Homem foi criado por Deus para um fim feliz,
além dos limites da miséria terrestre...
Deus chamou e chama o homem para que ele dê sua adesão a Deus
na comunhão perpétua da incorruptível vida divina.
Cristo conseguiu esta vitória, por sua morte,
libertando o homem da morte e ressuscitando para a vida.
Para qualquer homem que reflete, a fé lhe dá uma resposta
à sua angústia sobre a sorte futura". (GS 18,2)

+ Cristo é a Raiz da esperança cristã: Estaremos sempre com o Senhor.
Jesus é a razão última do nosso viver, morrer e esperar como cristão.
Uma vez que Ele se fez igual a nós em tudo,
passou também pelo transe da morte para alcançar a Vida perene.
Esse é o itinerário que o discípulo deve percorrer.

+ Cristo é vida e ressurreição para aquele que nele crê.
Tudo vem confirmar a afirmação do próprio Jesus na ressurreição de Lázaro:
"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá;
 e aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre".  (Jo 11,25-26).
Assim, diante da morte de nossos entes queridos, não devemos pensar
numa perda irreparável, mas no destino esperançoso ao qual Deus nos chama: "Vou preparar-lhes um lugar, para que onde eu estiver,

  estejam vocês também". (Jo 14,3)

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