quinta-feira, 13 de março de 2014

13 de Março de 2014 - 1º Ano de Pontificado do Papa Francisco


Parabéns, Papa Francisco, eleito Bispo de Roma e sucessor de Pedro no dia 13 de março de 2013.
Incontável é a multidão que louva e agradece a Deus por viver neste tempo abençoado, do Pontificado do Papa Francisco: “Eis a Igreja da atração”.
1. Um Papa perito em humanidade, um “Papa de carne” como escreveu o cardeal Loris Cappovilla. Criado pela avó, operário numa fábrica de química, quase morreu de uma crise grave de pneumonia. Gosta de futebol, do tango, de música, lecionou psicologia, doutor em filosofia e teologia, mas, morava numa casa pobre, fazia seu jantar, andava de ônibus e metrô, visitava as favelas. Deus o preparava para ser o 266º Papa da Igreja Católica, o “Papa dos pobres” e rico em humanismo.
2. Um Papa místico. Seu dia começa às 4h00 da madrugada. As primeiras horas são passadas diante do tabernáculo. Deixa-se abraçar pela misericórdia, pois seu lema é: “Eleito por misericórdia”. Lembra sempre da necessidade da amizade com Jesus que nos aceita como somos, cura nossas feridas e enche o coração de alegria e coragem. Isso tudo nos leva a dar a vida por Jesus no martírio cotidiano. Jesus nos dá um coração de carne e nos despoja da ambição do sucesso, das aparências, diz o Papa.
3. Um Papa pastor. Ele sente o cheiro das ovelhas. Em Buenos Aires fazia das favelas seu principal campo de pastoral. Não quer que padres e bispos sejam administradores, mas, pastores que  estejam à frente, no meio e atrás do rebanho. Seu pontificado sobressai pela pastoralidade missionária. Convida-nos a sair de casa e do comodismo, e fazer-nos próximos dos outros. Francisco é o “Papa da proximidade”.
4. Um Papa profeta. Denuncia a idolatria do dinheiro, a cultura do descarte, as desigualdades sociais. A prioridade social da Igreja deve ser a inclusão dos pobres. No seu profetismo, combate o carreirismo, a mundanidade espiritual, a acomodação, a mesmice, a lamentação. Chama tudo isso de “psicologia do túmulo” que transforma os cristãos em “múmias de museu”. A desilusão, a tristeza, o cansaço, a mesmice são “o mais precioso elixir do demônio”. Francisco “o Papa da alegria e da esperança”.
5. Um Papa missionário. Eis sua palavra missionária: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. Ele quer uma Igreja em chave missionária, em saída, que vai além, adiante e para frente. Em nome da missão, afirma que a renovação da Igreja é inadiável e a Pastoral deve estar em permanente conversão. Fala também da necessidade da “conversão do papado”. Francisco, o Papa que veio “do fim do mundo”.
6. Um Papa da ternura e da exigência. Ele quer uma Igreja que seja mãe, com portas abertas a exemplo do Pai do filho pródigo. A Igreja é a casa da harmonia onde a unidade acontece dentro da diversidade e da pluralidade. A revolução da ternura acontece quando sabemos ter misericórdia, paciência, humildade. O Papa não quer lamentação, mexerico, azedume, inveja entre os cristãos. “Não deixemos que nos roubem o amor fraterno”. Jesus Cristo nos impele à coragem e audácia, ao diálogo e à proximidade real e cordial, aos pobres e às periferias, pois cada ser humano é uma continuação da Encarnação de Jesus.
Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Londrina-PR -  07 março 2014

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