quarta-feira, 26 de junho de 2013

ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ




ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ COM ADULTOS

6º Módulo: Tema: CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: “Recebereis o Espírito Santo e Ele vos dará força” (At 1,8)      

RECORDANDO...
Todas as coisas que existem lembram Deus: vegetais, flores, astros, seres vivos, pessoas. Tudo é um sacramento=sinal de Deus pela beleza que têm harmonia, perfeição, unidade...Tudo o que podemos ver é revelação da Graça e Amor de Deus, que se REALIZA EM PLENITUDE NA PESSOA DE JESUS CRISTO: “Na plenitude dos tempos, Deus envia seu Filho nascido de uma mulher” (Gl 4,4)

JESUS CRISTO: PERFEITO SACRAMENTO DE DEUS PAI.
Ele, JESUS CRISTO, nos revela Deus em plenitude, tal qual, Ele é: PERDÃO, AMOR, MISERICÓRDIA, BONDADE, JUSTIÇA, FRATERNIDADE, UNIDADE, PAZ, VERDADE, BELEZA, VIDA, PERFEIÇÃO, PARTILHA... por isso Ele diz: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo, 14,9)

TODO SACRAMENTO É FESTA QUE NÃO TEM FIM, POIS É ATUALIZAÇÃO DO MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO: NOSSA SALVAÇÃO

Pois o sonho do Pai é que o Reino de Deus se estabeleça entre nós, isto é, que todos se sintam filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs uns dos outros: Reino da vida, da liberdade, da justiça, da paz, da dignidade, e da cidadania, do perdão, da misericórdia, da fraternidade, da humildade e da gratuidade. da obediência filial e consciente à vontade de Deus. Um Reino bem diferente dos outros.   

OS SACRAMENTOS NASCEM DA CRUZ DE CRISTO: ELE É O SACRAMENTO-FONTE

SACRAMENTOS NÃO SÃO METAS, MAS ENCONTROS COM CRISTO
1-Só tem sentido receber sacramentos à medida que Cristo tem sentido em minha vida.
2-Recebo os sacramentos para me tornar um sacramento, sinal, testemunho de Cristo no mundo.
3-Mais importante do que o rito histórico é o sacramento vivido no dia-a-dia.
A FÉ É O FUNDAMENTO

RELAÇÃO ENTRE BATISMO E CRISMA
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15,13)
Existe alguma relação entre o batismo e a crisma?Qual seria?Alguns acham que a crisma completa o batismo, como se o batismo não fosse um sacramento completo.

Pode, pois, alguém receber o batismo e não receber a crisma? Faria algum pecado se não a recebesse? No batismo não recebemos o Espírito Santo? E por que tornar a recebê-lo na crisma?

O Espírito Santo não é um só? Que valor tem, pois, o Espírito Santo que recebemos no Batismo?

OS DOIS AMIGOS
Dois amigos passeavam numa floresta. De repente avistaram ao longe um urso que vinha se aproximando. O mais jovem subiu logo numa árvore. Ajeitou-se bem num galho, e ficou observando o que iria acontecer ao seu amigo mais idoso, que não tinha forças pra subir. E o urso, cada vez mais perto. Que farei? Pensou o homem que estava em baixo. E teve uma idéia: deitou-se no chão, e ficou imóvel, como morto. O urso chegou, cheirou o homem, e, como este retivesse a respiração, o animal foi-se embora sem tocá-lo. Quando a fera estava longe, o jovem desceu da árvore sorrindo, e perguntou ao companheiro: Que disse o urso ao seu ouvido? Então, o homem que ficou no chão respondeu-lhe: Disse-me que aquele que abandona o seu amigo na hora do perigo é um covarde.

MORAL DA HISTÓRIA: É NOS MOMENTOS DE CRISE QUE SE CONHECEM OS VERDADEIROS AMIGOS
Quem nos ensina essa lenda de Malba Tahan? Havia ou não havia amizade entre os dois homens?
Sim. Amizade havia. Certamente o mais jovem não queria a morte do amigo. Pelo contrário: ele desceu da árvore sorrindo, precisamente porque estava vendo o seu amigo são e salvo. Mas… então será que está tudo certo nessa história? O mais jovem agiu corretamente? Não foi covarde? Sim. Alguma coisa não está certa nessa história. Faltou algo importante na verdadeira amizade: TER CORAGEM DE MORRER PELO AMIGO. Por isso, o mais jovem procurou logo salvar a sua pele, deixando o amigo exposto a ser devorado pelo urso. Faltou aquele amor maior que falou Jesus, quando disse:
“Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida pelos seus amigos
É esse amor corajoso que o Espírito Santo nos dá na crisma. É o próprio Espírito de Deus que vem habitar em nós e nos dar condições para testemunharmos a fé até ao extremo do martírio, caso seja necessário. “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (II Tm 1,7-8)

BATISMO E CRISMA: VIDA E FORÇA DE DEUS
A palavra CONFIRMAÇÃO, quando se refere á crisma, NÃO quer dizer ratificação ou autenticação do sacramento do Batismo.
A palavra CONFIRMAÇÃO aí significa tornar forte, dar dinamismo, força, coragem na vida espiritual, de tal
maneira que o cristão possa ser provado
Infelizmente, muitas vezes acontece em nossa vida de fé o que aconteceu na amizade daqueles dois homens surpreendidos pelo urso.
Na verdade, o batismo nos dá também o Espírito Santo. No batismo, o homem morre para o pecado e renasce para o Reino de Deus
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito Santo não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5)
E, POR QUE, ENTÃO, RECEBEMOS NOVAMENTE O ESPÍRITO SANTO NA CRISMA?
No batismo SOMOS GERADOS. Recebemos a VIDA DE DEUS. A Trindade Santíssima habita em nós. Passamos a participar da natureza divina por meio da graça santificante, como escreve São Pedro (2Pd 1,4).
Na crisma recebemos o Espírito Santo que nos IMPULSIONA E NOS AJUDA A VIVER COM TODA A VITALIDADE ESSA MESMA VIDA DIVINA QUE RECEBEMOS NO BATISMO.
Em geral, o batismo é administrado às crianças. A criança não tem consciência dessa realidade
sobrenatural. A vida divina está nela como a semente semeada na terra. A SEMENTE É VIVA, e traz em si toda aquela vida que um dia vai se expandir e se manifestar. Mas é como se estivesse dormindo embaixo da terra. O sol e a chuva não dão a vida àquela semente, mas apenas fazem a vida desabrochar, crescer e produzir frutos. De maneira semelhante, o Espírito Santo, que recebemos na crisma, vem ajudar a vida de Deus (que já está em nós) A SE MANIFESTAR, CRESCER E DAR FRUTOS. A CRISMA É A PLENITUDE DA FORÇA DO ESPÍRITO DE DEUS EM NÓS.

ASSIM ACONTECEU COM OS APÓSTOLOS
Na vida dos Apóstolos aconteceram certas coisas que servem de comparação para nos mostrar a diferença entre batismo e crisma. Até nos lembra o caso do homem covarde que subiu na árvore para salvar sua pele, deixando o amigo estendido no chão á disposição do urso. São Pedro, por exemplo, era corajoso. Fazia questão de expressar em tom solene a sua grande amizade com o Mestre. Certa vez, Jesus começou a prevenir os seus discípulos a respeito de seu martírio. Disse que iria ser perseguido e morto, e que nessa altura os seus discípulos iriam abandoná-lo. Então Pedro, com aquela sua valentia, disse a Jesus: Ainda que seja preciso morrer contigo, não te negarei. E todos repetiram a mesma coisa. (Mc 14,31. Pois bem. Eis o ato de covardia que o mesmo Pedro fez ao Mestre. Quando Jesus estava preso e sendo esbofeteado, Pedro estava sentado no pátio da casa de Anás. Então veio uma empregada da casa e perguntou a Pedro: “Você também não estava com Jesus, o Galileu?” Bastou essa perguntinha de uma empregada, para o valente do Pedro negar que era amigo de Jesus. E, para não ficarem dúvidas, acabou jurando que nem sequer conhecia tal Homem (Mt 26,69-75).
No entanto Pedro e todos os demais discípulos tinham resolvido deixar tudo para seguir o Mestre.    AMAVAM DE VERDADE A CRISTO. Tanto é que Pedro, logo depois de negar Jesus, saiu dali e chorou amargamente (Mt 26,75). E os outros Apóstolos que também fugiram na hora da prisão e do martírio de Jesus: Então não amavam a Cristo? Claro que sim. Mas faltava-lhes essa coragem ou força de Espírito para testemunharem tal amor. É o próprio Cristo que reconhece isso. Eis as últimas palavras que Jesus disse aos Apóstolos antes de subir aos céus:
E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes...Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.(At 1, 4.8)
E assim se deu, no Pentecostes: os Apóstolos,cheios do Espírito Santo, entenderam tudo e deram testemunho de Jesus (At 2)
Mas eles eram preparados para morrer, pois colocavam a fé acima de tudo. No processo iniciático viviam A VIDA NOVA DO BATISMO, eram CONFIRMADOS E FORTALECIDOS COM A LUZ E A FORÇA DO  ESPÍRITO SANTO e apresentavam-se corajosamente perante o imperador para sofrer o martírio pela fé. E toda a perseguição desencadeada contra a Igreja Católica fez brotar muitos outros cristãos convictos de sua fé. FORAM SEMENTES
Isto vem mostrar em que sentido a crisma completa o batismo: dando ao cristão a força do Espírito para testemunhar a fé, que desde criança lhe foi depositada em seu coração como vida divina
“A INICIAÇÃO É PLENA COM BATISMO, CRISMA E EUCARISTIA”

A palavra CRISMA, CRISMAÇÃO (origem grega) vem de Cristo, e significa UNGIDO, ESCOLHIDO: “o Espírito do Senhor está sobre mim porque Ele me consagrou com a unção...” (Lc 4,16 ss)
Jesus foi escolhido para SALVAR A HUMANIDADE. Somos escolhidos para ANUNCIAR, LEVAR A TODOS O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO: “Que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tm 2,4)
No inicio do cristianismo o império romano dominava o mundo. Todos os que se declarassem
publicamente que eram discípulos de Jesus, tinham que romper com a fé ou então eram martirizados
Os cristãos muito sofriam com isso, porque o império era pagão e perseguia a Igreja por muitos séculos. Nessa época, eram oferecidos altos cargos para renunciar a fé, em especial quando eram denunciados
O imperador chamava e falava claramente se era verdade que era cristão. Diante da afirmativa o imperador propunha: ou renunciar a fé em Jesus Cristo e ser promovido, ou continuar cristão e ser condenado á morte.

POR QUE E PARA QUÊ SER CRISMADO?
POR QUE: Jo 16, 4-13- Receber o Espírito Santo, a força do Alto

PARA QUÊ: At 1,8: “Mas recebereis o poder do Espírito para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”
A GRAÇA DO BATISMO E SEUS FRUTOS
Torna-nos novas criaturas
Faz-nos participantes da filiação divina: pelo Batismo torna-nos filhos de Deus na ordem da graça (sobrenatural)
Faz-nos membros da Igreja
Liberta-nos do pecado
Torna-nos templo do Espírito Santo

A GRAÇA DA CRISMA E SEUS FRUTOS
Efusão do Espírito Santo (Recebe por este sinal o Espírito Santo, DOM  de Deus)
Aprofundamento no cristão do senso de ser filho de Deus
Recebimento dos dons e carismas do Espírito Santo
O crismado se torna corajosa testemunha de Jesus Cristo, tornando-se assim um discípulo.missionário, que levas às pessoas à PESSOA de Jesus Cristo
A MISSÃO DO CRISTÃO: PELA FORÇA DO ESPIRITO SANTO RENOVAR A FACE DA TERRA

sábado, 8 de junho de 2013

MINISTÉRIO DE ACÓLITO INSTITUÍDO





CANDIDATOS AO DIACONADO RECEBERÃO O MINISTÉRIO DE ACÓLITO INSTITUÍDO

Neste quinto ano de formação, os 28 candidatos ao diaconado permanente receberão o ministério de Acólito. O acontecimento se dará no próximo dia 17 de junho de 2013, às 20 horas, em Piracicaba, durante a Celebração do 51º aniversário da Dedicação da Catedral de Santo Antônio, a qual será presidida pelo nosso Bispo Dom Fernando.

Os candidatos pertencem a diversas cidades da Diocese de Piracicaba:


02 de Capivari

15 de Piracicaba

04 de Rio Claro

07 de Santa Bárbara d´Oeste

FUNÇÕES DO ACÓLITO


As funções que o acólito pode exercer são de diversos tipos; algumas delas podem ocorrer simultaneamente. Convém, por isso, que sejam oportunamente distribuídas entre várias pessoas, mas se estiver presente um único acólito, este execute o que for mais importante, distribuindo-se as demais entre outros ministros (IGMR 187).

NOS RITOS INICIAIS


Na procissão para o altar, o acólito pode levar a cruz, entre dois ministros que levam velas acesas. Depois de chegar ao altar, depõe a cruz perto do altar; se não, guarda-a em lugar digno. Em seguida ocupa o seu lugar no presbitério (IGMR 188).

Durante toda a celebração, cabe ao acólito aproximar-se do sacerdote ou do diácono, para lhes apresentar o livro e ajudá-los em outras coisas necessárias. Convém, portanto, que, na medida do possível, ocupe um lugar do qual possa comodamente cumprir o seu ministério, quer junto à cadeira quer junto ao altar (IGMR 189).

NA LITURGIA EUCARÍSTICA


Não havendo diácono, depois de concluída a oração universal, enquanto o sacerdote permanece junto à cadeira, o acólito põe sobre o altar o corporal, o purificatório, o cálice, a pala e o missal. A seguir, se for o caso, ajuda o sacerdote a receber os donativos do povo e, oportunamente, leva para o altar o pão e o vinho e os entrega ao sacerdote. Usando-se incenso, apresenta ao sacerdote o turíbulo e o auxilia na incensação das oferendas, da cruz e do altar. Em seguida, incensa o sacerdote e o povo (IGMR190).

O acólito, legalmente instituído como ministro extraordinário, pode, se for necessário, ajudar o sacerdote a distribuir a comunhão ao povo. Se a Comunhão for dada sob as duas espécies, na ausência do diácono, o acólito ministra o cálice aos comungante, ou então o segura, se a comunhão for dada por intinção (IGMR 191).

Do mesmo modo, o acólito legalmente instituído, terminada a distribuição da comunhão, ajuda o sacerdote ou o diácono a purificar e arrumar os vasos sagrados. Na falta de diácono, o acólito devidamente instituído leva os vasos sagrados para a credência e ali, como de costume, os purifica, os enxuga e os arruma (IGMR 192).

Terminada a Missa, o acólito e os demais ministros, junto com o sacerdote e o diácono, voltam processionalmente à sacristia do mesmo modo e na mesma ordem em que vieram (IGMR 193).

Junho de 2013.

Diác. Ademar Fragoso