sábado, 30 de março de 2013

FELIZ E SANTA PÁSCOA




DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR (31/030/2013)

“Por que procurais entre os mortos Aquele que está vivo?Não estáaqui, ressuscitou” (Lc 24,5)

 
 
 
 
Páscoa...
Ressurreição do sorriso...
Ressurreição da alegria de viver...
Ressurreição do amor...
Ressurreição da amizade...
Ressurreição da vontade de ser feliz!
Ressurreição dos sonhos, das lembranças e de uma verdade que está acima dos ovos de chocolate:
Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações.
Que esta seja a verdade da nossa Páscoa.
A morte foi vencida pelo Senhor da Vida!
Alegrem-se! Tenham esperança! Tudo pode ser vencido! Cristo Ressuscitado caminha conosco!
O homem não pode jamais perder a esperança na vitória do bem sobre o mal. Por esta razão os cristãos devem estar sempre alegres anunciando o triunfo de Jesus e o futuro das bem aventuranças.
Feliz e Santa Páscoa a vocês irmãos de caminhada e a toda família,
Diác. Flori

 

sábado, 23 de março de 2013

ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ COM ADULTOS





3º MODULO      (20/3/2013)
Tema: CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: “SEM FÉ É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS” (Hb 11,6)

“Conhecereis as Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8,32)

        SALMO 23 (24)

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que a povoam, porque Ele a tornou firme sobre os mares e sobre as águas a mantém inabalável

Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação? Quem tem as mãos puras e o coração inocente, quem não dirige sua mente para o crime, nem jura falso para o dano do seu próximo

Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa do seu Deus e Salvador. É assim a geração dos que O procuram e do Deus de Israel buscam a face

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo...


RECORDANDO

Podemos em termos gerais falar de 5 partes da nossa p0rofissão de fé: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, Santa Igreja e Verdades da Fé

Primeira parte – DEUS PAI

1-Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.


Segunda parte – DEUS FILHO

2-Creio em um só Senhor Jesus Cristo, Filho único de Deus Gerado e não criado, consubstancial ao Pai;

3-Por quem todas as coisas foram feitas e por nós homens e para nossa salvação, desceu dos céus e Encarnou pelo Espírito Santo, no seio de Maria Virgem e se fez homem.

4-Também por nós foi Crucificado sob Pôncio Pilatos, morreu e foi sepultado;

5-Ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras;

6-E subiu aos céus onde está sentado à direita de Deus Pai;

7-De novo há-de vir para julgar os vivos e os mortos e o seu Reino não terá fim;


Terceira parte – DEUS ESPÍRITO SANTO

8-Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e a mesma glória. Foi Ele que falou pelos Profetas.


Quarta parte – SANTA IGREJA

9-Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica


Quinta parte – VERDADES DA FÉ

10-Reconheço um só Batismo para a remissão dos pecados;

11-Espero a Ressurreição dos mortos;

12-E a vida do mundo que há-de vir.

Amém

7-CREIO NO ESPÍRITO SANTO:

O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado. (Mt 3,13-17;At 2)

O Espírito Santo é memória e intérprete das Escrituras: “Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu Nome, ele ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14, 26)

“Ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor a não ser sob ação do Espírito Santo” (I Cor 12, 3b)



SEM O ESPÍRITO SANTO

-Deus fica longe, Cristo no passado,

-O Evangelho é letra morta,

-A Igreja é uma simples organização,

-A autoridade é dominação,

-A missão é uma propaganda,

-A atividade cristã é uma moral de escravos


COM O ESPÍRITO SANTO

-O cosmo é enobrecido pela geração do Reino,

-O Cristo Ressuscitado está presente.

-O Evangelho se faz força do Reino.

-A Igreja realiza a comunhão trinitária.

-A autoridade se transforma em serviço.

-A liturgia é memorial e antecipação do PARAÍSO.

-O agir humano É DIVINIZADO


OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Os Dons do Espírito Santo são a sua ação no coração de cada pessoa e em cada comunidade de fiéis. São sete:

Sabedoria, Entendimento Ou Inteligência, Ciência, Conselho, Fortaleza, Piedade filial e Temor de Deus


1-Sabedoria: É saber fazer e saber viver. É ser uma obra de arte, da qual Deus é o autor.

2-Entendimento ou Inteligência: A ação do Espírito Santo torna a nossa inteligência aberta ao amor. Permite-nos distinguir a verdade da falsidade, o mal do bem, o que vem da fé daquilo que não vem.

3-Ciência:É o que leva a pessoa a não se conformar com o que já tem. É o que a leva a olhar mais longe e até para além do mundo.

4-Conselho: É a ação do Espírito que nos permite escolher o melhor e acertar nas decisões.

O Espírito dá-nos a maturidade que nos permite aconselhar também os outros.

5-Fortaleza: É a coragem para enfrentar a vida e também para saber encaixar os fracassos e as limitações. É coragem permanente e não espontânea e passageira. É o bom-humor que relativiza as coisas negativas.

6- Piedade filial: É a “capacidade” de se sentir filho de Deus e de viver como tal. Aprender a relação filial com Deus é fundamental para a fé e para o desenvolvimento da pessoa.

7-Temor de Deus: Temor de Deus não é medo de Deus. É respeito filial de quem se sente amado

e procura amar também.


OS FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO: Alegria, Caridade, Temperança, Benignidade, Bondade, Paciência, Fidelidade, Mansidão


É o Espírito Santo que nos conduz e ilumina em cada momento. É Ele também que nos abre o coração a Deus.


            Dizemos que é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, no entanto, quase nunca o representamos com forma humana: recorremos a IMAGENS para falar d’Ele.


Água: Fonte renova, é símbolo de vida

Fogo: aquece, cativa, reúne, fascina;

Vento:está presente e não O vemos

Nuvem e Luz:presença que protege, acolhe e ilumina

Mão, Dedo: toque de Deus, que nos conforta

Pomba: presença amável e pacífica

Óleo: sinal se fortalecimento e de cura




 O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO

-Criação

- Consagração dos Reis em Israel

- Envio dos Profetas

- Renovação do Povo de Deus na fé



O ESPÍRITO SANTO NO NOVO TESTAMENTO

-Anunciação

-Nascimento

-Episódio das Tentações

-Vida Pública

-Morte

-Aparições do Ressuscitado

-Pentecostes


O Espírito Santo continua a ser o Grande Desconhecido: grande parte dos cristãos não sabe quem Ele é, nem como se manifesta, nem a que serve.

Por isso, é necessário falar d’Ele, descobrir a sua atuação incessante desde a Criação, através da História da Salvação e na Igreja.

É uma questão importante porque sem o Espírito Santo a Igreja deixa de ser Igreja e nós deixamos de ser cristãos.

            Jesus falou de um “novo nascimento” no Espirito Santo: Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é espírito. Não te admires por Eu te ter dito: Vós tendes de nascer do Alto. Como o vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai, assim é aquele que nasceu do Espírito.»  (Jo 3,6-8)


A LINGUAGEM DO ESPÍRITO

Afinal de contas, ainda esta pergunta inquieta o nosso coração: que linguagem é esta do Espírito, capaz de fazer com que todos compreendam? A linguagem do Espírito, que vem a fazer com todos compreendam, é a linguagem do amor, aquela linguagem por meio da qual os gestos concretos falam por si só e possuem o poder de ressurreição na vida dos outros.  A grande linguagem que o Espírito quer nos ensinar a falar é a linguagem do amor; só ela tem o poder de transformar tudo aqui que está dividido, fragmentado, caótico, em cada um de nós. O Espírito, com esta nova forma de falar e anunciar o Pai pelo Filho transformará tudo em nós, trazendo a nova ordem, a unidade pelo amor. No entanto, só falarão nesta nova linguagem aqueles/ aquelas que se decidirem pelo amor, frente a uma profunda abertura de suas vidas ao Paráclito.

Portanto, só o que está uno, inteiro, organizado, curado, liberto, restaurado, pela ação do Espírito, é que terá condições de anunciar Jesus vivo e ressuscitado mediante nova linguagem que penetra todos os ouvidos e corações.


O ESPIRITO SANTO É UMA PESSOA

Pela Bíblia sabemos que o Espírito Santo é uma Pessoa divina,  enviada por Jesus e pelo Pai, que atua poderosamente na Igreja e no mundo. O Espírito Santo é Deus, tal como Jesus e como o Pai.

«O Pai vos dará outro Paráclito que estará sempre convosco, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque permanece convosco, e está em vós.» (Jo 14,16)


O Pentecostes foi uma manifestação evidente e poderosa do Espírito Santo. Uma experiência real, que as palavras humanas não conseguem descrever. Pelo Espírito Santo, cada um dos presentes, teve um encontro íntimo com Jesus Ressuscitado.

Sentiram-se inundados pelo Espírito Santo, cheios, até transbordar. O louvor brotou dos seus lábios e uma força trasbordante abrasou-lhes o coração. Estavam cheios de entusiasmo e de força, prontos para anunciar, sem medo, que Jesus Cristo é o Senhor, o único Salvador.


É o Espírito que testemunha dentro de nós que somos filhos de Deus e herdeiros da vida eterna. É pelo Espírito que temos a ousadia de chamar a Deus com o nome de Pai. O Espírito trabalha no nosso interior, reconstruindo a imagem de Deus deteriorada pelo pecado …


O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis: une, assim, a sua força poderosa à nossa debilidade. Faz brotar nos nossos lábios a palavra: ABBÁ. Já não somos escravos, somos «filhos» … (Gal 3,6)

Houve algo na nossa vida que mudou tudo: «O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5).


“É Ele que age nos corações e suscita mudanças de atitudes e comportamentos. É ainda o Espírito de Cristo que confere sua força à ação da Igreja, quer na pregação, quer na vida sacramentaria; é o Espírito Santo que dá a sabedoria e o discernimento verdadeiro sobre todas as coisas, ajudando-nos a fazer as escolhas acertadas.” (Cardeal Odilo Scherer)


Mais ainda, somos Templos do Deus vivo, pois o Espírito habita dentro de nós (1Cor 3,16). O Espírito Santo é o Doce Hóspede da nossa alma, vive em nós, torna-nos filhos de Deus, torna-nos família.

É pela ação misteriosa do Espírito Santo que reconhecemos a Jesus como Senhor e Salvador, pois ninguém pode proclamar que Jesus é o Senhor, a não ser pela ação do Espírito Santo. FAZ-NOS RECONHCER QUE SOMOS PECADORES E PRECISAMOS DE UM SALVADOR


8-NA SANTA IGREJA CATÓLICA:

Povo de Deus, corpo místico de Cristo (Cl 1,18), firmada sobre Pedro e os apóstolos (Mt 16,18), e nos seus ensinamentos.

A palavra “Igreja”, do grego “Ekklesia” significa “convocação”. Designa as assembléias do povo (At 19,39).

Chamou-se Igreja a primeira comunidade dos que acreditaram em Jesus Cristo, ouviram seu chamado e aceitaram sua salvação (Jo 10,3-4)


A Igreja é, neste mundo, sinal de salvação.

A IGREJA É O CORPO MISTICO DE CRISTO

O ESPIRITO SANTO É A ALMA DA IGREJA

O Espírito Santo é o Animador e o Santificador da Igreja.

           A Igreja não é uma sociedade humana: é «Mistério», «Sacramentum», «Corpo Místico de Cristo»: tem uma alma divina, o Espírito Santo. «Deus é Espírito, por isso, procura adoradores em Espírito e Verdade (Jo 4,24)

A IGREJA NASCIDA SOB O IMPULSO DO ESPIRITO SANTO É CONDUZIDA POR ELE

O TEMPO DA IGREJA É O TEMPO DO ESPIRITO SANTO

O Espírito Santo assumiu o papel de Jesus e vai conduzindo a igreja pelos caminhos do mundo até ao encontro definitivo com Deus.


NOSSA FÉ NA IGREJA DEPENDE DE NOSSA FÉ EM CRISTO E NO ESPÍRITO SANTO: “CRISTO É A CABEÇA DA IGREJA” (Cl 1,18)


AS CARACTERÍSTICAS DA IGREJA DE CRISTO

UNA: tal como há um único Cristo, também deve haver um único “corpo” de Cristo, uma única “esposa” de Cristo. Ele é a “cabeça”, a Igreja é o corpo. Juntas formam o Cristo total (CIC 811-816, 866.870).

É UNA porque tem como modelo a unidade da Trindade das Pessoas de Um só Deus; porque tem como Fudador e Cabeça Jesus Cristo, que restabelece a unidade de todos os povos num só corpo e porque tem como alma o Espirito Santo, que une todos os fiéis na comunhão em Cristo. ELA TEM UMA SÓ FÉ, UMA SÓ VIDA SACRAMENTAL, UMA ÚNICA SUCESSÃO APOSTÓLICA, UMA COMUM ESPERANÇA E A MESMA CARIDADE.       


SANTA: A Igreja é santa, não por serem santos todos os seus membros, mas porque Deus é santo e age nela . Todos os membros as Igreja são santificados pelo Batismo. Sempre que nos deixamos tocar pelo Deus Trino, cresce em nós o amor, somos santificados, curados e salvos. Os santos são pessoas que amam.


CATÓLICA: “universal”, Cristo a chamou a anunciar a Boa Nova na sua totalidade, a todos os povos.

Deus queria uma Igreja para todos, mas tornamo-nos infiéis a este desejo de Cristo. No entanto, ainda estamos profundamente ligados uns aos outros através da fé e do batismo comum: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, no meio de todos e em todos” (Ef 4,5-6)


Em At 5, 11, é usada pela primeira vez a palavra IGREJA.


O termo “catóilico foi usado pela primeira vez por santo Inácio, Bispo de Antioquia, quando disse: ”Onde está o bispo está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica.”


APOSTÓLICA A Igreja é fundada sobre os apóstolos de Jesus Cristo e fiel ao evangelho por eles transmitido.

Esta “apostolicidade” da Igreja exige dupla fidelidade: A fidelidade à doutrina apostólica transmitida na Sagrada Escritura e na tradição (o que é transmitido desde o começo); a fidelidade aos bispos, presididos pelo papa, como sucessores dos apóstolos e legítimos intérpretes de sua doutrina, por meio de seu ensinamento e orientações (magistério).

 A Igreja apostólica é também atual! Guiada pelo Espírito, a Igreja, aprofunda-se sempre mais, na compreensão do evangelho e na vivência histórica daquilo que foi recebido pelos apóstolos.

A Doutrina da Igreja apóia-se em três colunas: BÍBLICA, TRADIÇÃO, MAGISTÉRIO.


9-NA COMUNHÃO DOS SANTOS:

Que é comunhão de fé dos sacramentos, dos carismas, do amor fraterno, que é comunhão entre a Igreja do céu e da terra, que é a comunhão com os falecidos na única família de Deus (At 2, 42; At 4,32)

A Igreja é um Corpo e, portanto, “Se um membro sofre, todos os membros compartilham o seu sofrimento, e se membro é honrado todos os membros compartilham sua alegria. Ora, vós sois o Corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte” (I Cor 12,26-27). O menor de nossos dons praticados na caridade irradia em beneficio de todos os membros da Igreja. Da mesma forma, também há solidariedade no pecado cometido por um membro da Igreja, causando dor e sofrimento a todo Corpo Eclesial          


10-NA REMISSÃO (PERDÃO) DOS PECADOS:

O perdão dos pecados se obtém pela fé, pelo Batismo e pelo Sacramento da Reconciliação (Mc 16,15-16; Rm 6,4; Lc 24; At 4,12)


11-CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE:

Quando a pessoa morre, a alma separa-se do corpo e vai para o Céu, ou para o Purgatório ou para o Inferno

Quando Jesus voltar, no Juízo Final, os falecidos receberão um corpo de glória, como recebeu Jesus em sua ressurreição

Tal como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no ultimo dia. Nós cremos na ressurreição desta carne que possuímos agora.  (Rm 8,11; I Cor 15,12-14;-20)

Carne: caracteriza o ser humano em sua fraqueza e mortalidade. Deus não considera, porém a carne humana como algo inferior, tanto que o próprio Filho de Deus assumiu a nossa natureza.


12-CREIO NA VIDA ETERNA:

Ao morrer cada homem, recebe, em sua alma imortal, sua retribuição eterna num juízo particular realizado por Cristo, em que a pessoa vai para o Céu, para o Purgatório ou Inferno. (Hb 9;25-28)

Nossa fé cristã nos permite ver a morte não como fim da nossa vida, mas como a entrada na Vida Eterna.

No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Então os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma; o próprio universo material será transformado. Deus será, então, na Vida Eterna, “tudo em todos” (I Cor 15,28). Com a vinda de Cristo, surgirão novos e nova terra.

(Jo 5,28-29; Mt 25, 31-32-46)


AMÉM: Assim seja, eu concordo, eu aceito.


Toda crise financeira tem como base a crise de valores e nosso afastamento das raízes cristãs

Não podemos ter uma fé só para beneficio pessoal, mas uma fé que leve à transformação

Todos os textos de esperança não são para alienar, mas para despertar no coração o desejo da luta pela transformação


Cura do surdo-mudo=SHEMÁ

Encontro Pessoal com Cristo


“Não se começa a ser cristão por uma decisão ética, ou por uma grande idéia, mas através de um encontro... com uma pessoa que dá um novo horizonte à vida, e com isso, uma orientação decisiva” (Encíclica Deus Caritas Est (Deus é amor), 12)


“A fé é um ato pessoal: é a resposta do homem à inicitiva de Deus que se revela a si mesmo (CIC n. 166).

“Fé é esperar contra toda a esperança” (Rm 4,18)

Dizer "Creio em Deus" significa fundamentar Nele minha vida, Deixar que Sua Palavra me oriente cada dia, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo


Crer em Deus nos faz, portanto, portadores de valores que não coincidem com a moda e a opinião do momento.

Pede-nos adotar critérios e assumir uma conduta que não pertencem à maneira comum de pensar. (Rm12, 2)

O cristão não deve ter medo de ir "contra a corriente" para viver sua fé, resistindo à tentação de "uniformizar-se".

“Portanto, caríssimos, vós sabeis disto com antecedência. Precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engodo desses ímpios, percais vossa própria firmeza. Antes, procurai crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória desde agora até o dia da eternidade. Amém,” (II Pd 3,17-18)


“O malfeitor continue fazendo o mal, o sujo continue a sujar-se; todavia o justo continue praticando a justiça e o santo santifique-se ainda mais” (Ap 22,11)


A PROFISSÃO DE FÉ É UMA SÍNTESE DA FÉ CRISTÃ. É COMO UMA ÁRVORE QUE DOS GALHOS BROTAM OS FRUTOS. NÃO BASTA DIZER COM OS LÁBIO, MAS CONFESSAR COM O CORAÇÃO E A VIDA EM QUEM E QUE CREMOS


MOMENTO CELEBRATIVO FINAL

Formar um círculo. Cada pessoa abrirá os braços e colocará as mãos sobre os ombros da pessoa da esquerda e da direita e orar juntos:

“Senhor, nosso Deus não nos deixe cair em tentação. Livra-nos de todo o mal e não permitais que esses irmãos, sobre o qual estendo as minhas mãos, venham um dia a se perder. Isso nós te pedimos pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém” 

CANTO

Não troco a minha fé por outra fé/ Não troco a minha paz por outra paz
Não deixo a minha santa religião/Por outra que garante a salvação agora e já!
Respeito quem não crê como acredito/E peço que também os abençoes meu Senhor
Sou santo e pecador e minha igreja também é/Porém não troco a minha fé por outra fé
Sou santo e pecador e minha Igreja também é/Porém não troco a minha fé por outra fé
Aceito questionar a minha fé/Aceito questionar a minha paz
E sei que a minha santa religião/Tem muito que aprender e mais ainda que mudar
Mas fico aonde estou porque acredito/E luto pra mudar a minha igreja pra melhor
Católico eu serei com muito orgulho e muito amor/Não vou deixar a minha igreja não senhor
Sou santo e pecador e minha igreja também é/Porém não troco a minha fé por outra fé
Porém não troco a minha fé por outra fé

terça-feira, 5 de março de 2013

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013


            Lema: FRATERNIDADE E JUVENTUDE
Tema: “Eis-me aqui. Envia-me” (Is 6,8)

Vamos refletir, de forma resumida, o que nos propõe o texto- base da Campanha da Fraternidade 2013, conhecendo um  pouco a realidade da juventude.
MUDANÇA DE ÉPOCA
Vivemos em um mundo globalizado, em que todos são afetados por tudo o que acontece em qualquer lugar.
“Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus” (Doc. Aparecida, 44).

Onde outrora existiam valores e critérios que definiam dada realidade ou o modo de proceder, agora há uma diversidade de propostas aceitas como válidas, num contexto de abertura a experimentações.
O FORTE IMPACTO NAS PESSOAS
l  A religião sofre um impacto ainda maior do que as outras áreas
l  Relação com o sagrado sem vínculo com a Instituição
l  Fé individualista
l  Crise de valores / vida sem critérios
l  Alteração dos papéis dos pais e da escola
l  Avanço tecnológico / relações virtuais

FRAGILIZAÇÃO DOS LAÇOS COMUNITARIOS E NEGAÇÃO DA VIDA

l  Relativismo e fundamentalismo
l  Sistema econômico neoliberal
l  O “ter” é mais importante que o “ser”
l  Presença comunitária sem vida comunitária
l  Fragilidade dos laços comunitários e sociais

ATIVISMOS PRIVADOS E ATUAÇÃO DOS JOVENS
l  Ações e projetos concretos e imediatos
l  Envolvimento dos jovens em grupos culturais e lúdicos
l  A atuação social da juventude é bem diversificada
l  Quando bem orientados, não se deixam manipular
A CULTURA MIDIÁTICA
l  Os jovens, que até então recebiam a informação de modo passivo, passam a utilizar as novas tecnologias, dominando-as.
l  As redes sociais ganham considerável destaque.

REDES SOCIAIS COMO AMBIENTE
l  Nossos jovens não vivem mais sem os instrumentos tecnológicos.
l  Comunicar não é apenas uma questão instrumental, mecânica, é inter-relacional, é “vida”.
l  Há que se considerar o risco do jovem querer e necessitar estar sempre conectado  e privilegiar essa forma de encontro, em detrimento da presencial.

AS NOVAS GERAÇÕES DIANTE DA SOCIEDADE
v  Os jovens exigem cada vez mais um falar e ouvir, um ouvir e falar – o diálogo nasce e cresce a partir da relação natural de interatividade.
v  Se antes os pais eram os detentores do conhecimento, os filhos, agora, podem partilhar com eles o que descobrem a partir da interação na rede.
v  Na educação os adolescentes e jovens passaram a ser coagentes e não meros espectadores.
v  Os jovens que crescem na cultura midiática acreditam firmemente que o planeta lhes pertence. Eles são mais sensíveis à ecologia; percebem que a ameaça à natureza pode gerar insegurança.
v  Os jovens gostam de viajar, de interagir com pessoas de outros países. A experiência de voluntariado lhes tem permitido conhecer outras nações e culturas, aprender novos idiomas, investir na própria educação e ganhar experiências profissionais.

AS NOVAS GERAÇÕES DIANTE DA IGREJA
l  O avanço tecnológico não impede uma atitude de fé.
l  O envolvimento dos jovens na Igreja deve ser visto a partir da interatividade nas relações. Eles desejam ser ouvidos e querem ser participantes das atividades da Igreja: liturgia, catequese, pastorais sociais e outras atividades.


A IGREJA DIANTE DAS NOVAS GERAÇÕES

l  Para a Igreja, a utilização das redes sociais aproxima os jovens da missão de evangelizar a todas as gentes.
l  “A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste ‘continente digital’.” (Papa Bento XVI)

FENÔMENO JUVENIL
l  Os jovens são notícia quase que diária em veículos de comunicação. Mesmo sendo idealizados nos comerciais, como modelos de beleza, de vigor, de saúde e de liberdade, nos noticiários são apresentados, muitas vezes, como violentos, desordeiros, libertinos e voltados às drogas.

Faz-se necessário perguntar:
l  O que temos oferecido aos nossos jovens?
l  A que experiências eles são submetidos em suas famílias e instituições de ensino?
l  Que propostas temos para nossos adolescentes e jovens?
l  Em 2007 a CNBB chegou a afirmar:
“Chama a atenção a ausência de padres que abracem um trabalho de acompanhamento sistemático dos jovens. Os religiosos e leigos também estão muito distantes [...] Há, no entanto, necessidade de resgatar no coração de todos a paixão pela juventude”.

FORMAS ASSOCIATIVAS DOS JOVENS
l  Apesar das dificuldades encontradas nas várias dimensões da existência, os jovens demonstram grande força, motivação e entusiasmo pela vida. Numa era de mudanças, nós nos deparamos com os grupos juvenis e as atividades coletivas que se fortalecem nesse contexto.

ESTATISTICAS
l  Entre os grupos mais atraentes para os jovens o grupo religioso aparece com 81,1%
l  O temor a Deus está entre os quatro valores mais importantes para os jovens com 44% das indicações.
l  54,9% dos jovens são católicos
l  84,35% dos jovens vivem no meio urbano
l  30,7% dos jovens já estão na posição de chefes de domicílio e/ou de cônjuges
l  Entre as mortes de jovens, 40% são por homicídio

EIS-ME AQUI. ENVIA-ME
l  Em nossa época, cujo maior desafio é acompanhar a velocidade das mudanças em todas as esferas da vida humana, desponta a urgente necessidade de aprofundarmos o tema da juventude à luz das Sagradas Escrituras, da Tradição e do Magistério da Igreja.

JOVENS NAS SAGRADAS ESCRITURAS
l  Deus nunca deixou de confiar nos jovens e de reconhecê-los como grandes transformadores da realidade.
l  No livro do Gênesis, a jovem Rebeca responde de maneira firme e decidida ao convite para se casar com Isaac. É exemplo de jovem e mulher fiel a Deus e corajosa em suas decisões (cf. Gn 24)
l  José do Egito é exemplo do jovem capaz de promover a reconciliação com os irmãos, de assumir papel social em seu tempo e de superar dificuldades.
l  Samuel é modelo de jovem que assume uma vocação religiosa. Ele aprende a discernir a voz de Deus e se torna um importante líder religioso de seu povo.
l  Davi, mesmo desacreditado por ser jovem, mostrou inteligência, vontade e coragem para enfrentar Golias. Representa o povo fraco e oprimido na construção de um reinado marcado pelo crescimento e pela felicidade de sua nação.
l  Salomão é o jovem rei que solicita a Deus o dom da sabedoria. Sua postura, diante do alto cargo que assumiu, convida nossos jovens a
não temerem assumir
seus postos
no exercício da
cidadania.
l  O episódio dos sete jovens irmãos do Segundo Livro de Macabeus é um dos trechos mais comoventes da Sagrada Escritura, retratando as convicções de jovens que, mesmo sofrendo, foram fiéis a Deus e às tradições de seu Povo até o martírio.
l  Ester é modelo de jovem fiel ao povo.
l  Daniel intervém de forma corajosa em favor de Susana.
l  Ezequiel é o profeta que revela que a fidelidade de Deus à aliança é mais forte do que a infidelidade do seu povo.
l  Isaías, autor da frase escolhida para ser o lema desta CF era jovem quando aceitou o convite de Deus para ser profeta em Israel.
l  Maria de Nazaré é a jovem que recebe um papel fundamental na História da Salvação, apresentando-se com fé, obediência, coragem e liderança.
l  São João Evangelista: o mais jovem dos apóstolos e o amigo mais íntimo de Jesus
l  São Marcos: sua maneira de redigir aquilo que viu e ouviu de Jesus quando ainda era adolescente, pode garantir-nos que era jovem, dada a vivacidade de seus relatos.
l  São Paulo Apóstolo: jovem perseguidor da Igreja, converteu-se radicalmente ao Evangelho. É exemplo de jovem capaz de mudar de vida, abandonando os caminhos da morte.

JOVENS NA HISTÓRIA DA IGREJA
l  Santa Inês: com apenas 13 anos foi decapitada com uma espada. É considerada padroeira da pureza e da castidade.
l  São Domingos Sávio: Faleceu com apenas 15 anos. Empenhou-se nos deveres de estudante e no serviço aos colegas, ensinando-lhes o Catecismo,
assistindo os doentes, pacificando as brigas.
         São Luís Gonzaga: Reagiu contra a futilidade de seu tempo, escolhendo o
caminho de Cristo. Faleceu aos 25 anos, quando era estudante de Teologia, enfraquecido e extenuado pelo trabalho que suportou socorrendo os contagiados pela peste.
l  Beato José de Anchieta: considerado o “Apóstolo do Brasil”. Foi enviado ao Brasil, como missionário, com 19 anos de idade.
l  Beata Chiara Luce Badano: aos 10 anos viveu uma experiência forte de encontro com Deus que mudou a sua vida e a de seus pais. Aos 18 anos, os médicos lhe diagnosticaram um tumor ósseo. Viveu com valentia cada uma das etapas de sua dolorosa doença. Morreu aos 19 anos.

JOVENS SEGUIDORES DE CRISTO
l  A busca de modelos pelos jovens é uma porta que se abre para lhes apresentarmos a pessoa de Jesus Cristo. Nesse sentido, um importante desafio da evangelização junto aos jovens consiste em ajudá-los a escutar a voz de Cristo em meio a tantas outras vozes.
l  Usando criatividade pastoral, é importante testemunhar Jesus Cristo como Aquele que compartilha a vida, as angústias e esperanças de seu povo.
l  O projeto de Jesus Cristo deve ser apresentado como modelo de projeto de vida para os jovens.
l  Certamente o encontro com Jesus Cristo não pode ser algo abstrato. Exige a capacidade de escutar a voz de Deus no meio das circunstâncias próprias de nosso tempo, impregnado de elementos desafiadores da pós-modernidade e das redes sociais.

O JOVEM NO CORAÇÃO DA IGREJA
l  Certamente o encontro com Jesus Cristo não pode ser algo abstrato. Exige a capacidade de escutar a voz de Deus no meio das circunstâncias próprias de nosso tempo, impregnado de elementos desafiadores da pós-modernidade e das redes sociais.
“A juventude mora no coração da Igreja”. (CNBB – Evangelização da Juventude).
Essa afirmação nos faz pensar que jamais poderíamos deixar passar um jovem sem dizer-lhe o quanto Jesus o ama.
Na dinâmica da criação, cada pessoa é uma mensagem única e profunda de Deus para a história e para a humanidade. Também o jovem é a voz de Deus e, por isso, precisa ser escutado.
l  “A Igreja fez a opção preferencial pelos jovens de todas as condições sociais, mas especialmente pelos que sofrem porque desconhecem a verdade e caminham desorientados pelas estradas da vida; pelos abandonados e os que padecem diante das injustiças humanas”. (João Paulo II em sua mensagem por ocasião da CF 1992)
l  A igreja é a grande catequista dos jovens, ajudando-os a crescer diante de Deus e dos seres humanos.
l  Os jovens precisam fazer a experiência da fé, muito mais do que apenas compreendê-la racionalmente.
l  A igreja deve ser, para o jovem, o lugar do conhecimento e da experiência, do encontro e da amizade.
l  A Igreja no Brasil, com a escolha desse tema para a CF 2013, renova sua confiança no jovem, capaz de ouvir e de responder aos mais nobres convites que a vida lhe faz.
l  A atuação de inúmeros jovens na Igreja e na sociedade, de maneira responsável e criativa, nos dá provas suficientes de sua capacidade de entrega generosa e repleta de alegria ao projeto de Deus.

INDICAÇÕES PARA AÇÕES TRANSFORMADORAS
v  Converter-se aos jovens: a conversão pastoral não deve ser compreendida apenas como uma mudança externa, mas como uma atitude de conversão interior, que brota do encontro pessoal de cada cristão com o Ressuscitado: “Rasgai não só as vossas vestes, mas também os vossos corações” (Jl 2,13).
v  A Igreja precisa dos jovens
v  Devemos acolhê-los afetiva e efetivamente
v  A sociedade precisa aproximar-se do mundo juvenil.
v  A juventude é um ciclo da vida e precisamos ajudar o jovem a encontrar o seu caminho, construir sua personalidade de forma autêntica e sincera.