terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DIA MUNDIAL DA PAZ



 
1º DE JANEIRO: DIA MUNDIAL DA PAZ

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (Jo 14:27)

 

            Celebrar o início de um novo ano é celebrar a renovação da esperança. Pois Deus, em sua infinita bondade nos oferece um novo tempo para podermos recarregar as energias e ser construtores da Civilização do Amor. Por isso desde 8 de dezembro de 1967, criado pelo Papa Paulo VI, vivemos o Dia Mundial da Paz e temos um tema que nos exorta na caminhada. A Mensagem para este dia busca chamar a atenção para o valor essencial da paz e a necessidade de trabalhar incansavelmente para consegui-la.

            Este ano, Papa Francisco nos faz refletir o tema “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”.

            De acordo com um comunicado do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, divulgado dias atrás, o Pontífice escolheu a fraternidade como tema já que “desde o início do seu ministério como Bispo de Roma, destacou a importância de superar a ‘cultura do descartável” e de promover a ‘cultura do encontro’, para caminhar rumo à realização de um mundo mais justo e pacífico”.           

 
Ele começa a reflexão a partir da família, onde experimentamos a primeira forma de fraternidade: Abrange um aspecto comum a todos nós: todos nós temos a experiência de fraternidade, no sentido de que todos crescemos em uma família e assim sabemos o que é um irmão ou uma irmã. Isto nos ajuda, então, certamente, a aplicar essa experiência à complexidade de nossas vidas.


            Mas como muitas vezes esquecemos disso...podemos dizer que há aspectos que não conseguimos traduzir na realidade de nossas vidas. Às vezes damos por evidente essa fraternidade e então a tornamos algo que exigimos dos outros ao invés de algo que damos aos outros. Certamente tudo isso tem a ver com a paz, porque uma fraternidade que constrói a paz é uma fraternidade que dever ser fundada na experiência da nossa fragilidade, na experiência da riqueza que cada encontro com alguém diferente de nós, irmão ou irmã, pode nos ajudar a viver, e depois certamente deve ser aprofundada e purificada, tentando traduzir em ação a igualdade que a fraternidade nos dá.

            Podemos dizer que a cultura do bem-estar faz perder esse sentido de responsabilidade e da relação fraterna, pois possuir bens faz com que nos preocupemos em mantê-los e talvez nos faz sentir uma espécie de antagonismo para com os outros, ou porque eles têm mais ou porque têm coisas diferente de nós, ou ainda porque parece que levam embora os nossos bens. Eu ainda acho que o bem-estar nos coloca em um estado de indiferença para com os outros. Uma pessoa que está bem não vê que também ela é frágil: não percebe, não vê que vive no sofrimento ou na carestia. E depois, em certo sentido, tudo isso se torna também um sentimento, muitas vezes, infelizmente, social, de medo do estrangeiro, de quem é diferente, de quem tem costumes diferentes dos nossos. O possuir as coisas, e não ter necessidade dos outros nos torna incapazes de ver, quem sabe, que o outro que chega no nosso país precisa de algo.
            Há a necessidade de globalizar a fraternidade e não a indiferença, como várias vezes disse Papa Francisco. E isso é possível quando nos educamos a pensar que, precisamente porque somos todos irmãos, filhos de Deus, os bens que recebemos nesta terra são de todos. Neste sentido, portanto, a experiência religiosa, em particular a cristã, mas toda experiência religiosa, ajuda a globalizar a fraternidade. Ajuda também, certa maturidade humana, que podemos obter olhando ao nosso redor e olhando também um pouco mais longe – sobretudo nós europeus, nós italianos – do nosso viver social, da nossa realidade. Em terceiro lugar, também buscar e expressar, através de estruturas políticas e sociais, esse tipo de comportamento. Um país é capaz de praticar a fraternidade quando também aqueles que são eleitos pelos cidadãos, são capazes de viver esse tema com decisão. 

        A fraternidade, segundo destaca ainda o comunicado, é um dom que cada homem e mulher carrega consigo enquanto seres humanos, filhos de um mesmo Pai. E diante de tantos dramas que atingem a família dos povos, como a pobreza, a fome, conflitos e desigualdade, a fraternidade é fundamento e caminho para a paz.

            “Papa Francisco, no início de seu ministério, com uma mensagem que se coloca em continuidade com a de seus Predecessores, propõe a todos o caminho da fraternidade, para dar uma face mais humana ao mundo”, destaca o Vaticano.

            Diante dos inúmeros dramas que atingem a família humana, como pobreza, conflitos, criminalidade organizada e fundamentalismos, a fraternidade é fundamento e caminho para a paz. Esses mesmos dramas e a cultura do bem-estar fazem perder o sentido da responsabilidade e da relação fraterna. Os outros, ao invés de nossos ‘semelhantes’, aparecem como antagonistas ou inimigos e muitas vezes como objetos. Não raramente, os pobres e os necessitados são considerados como um “fardo”, que impede o desenvolvimento. Ou seja, não são mais vistos como irmãos, chamados a compartilhar os dons da criação, os bens do progresso e da cultura.

            Neste inicio de ano não basta apenas desejar que este seja bom, feliz, como algo mágico, mas cada um deve dar sua colaboração neste sentido, por isso neste dia em também celebramos a Santa Mãe de Deus, peçamos Ela que nos tome pela mão e nos ajude a compreender e a viver todos os dias a fraternidade que jorra do coração do seu Filho, para levar a paz a todo o homem que vive nesta nossa amada terra.

            É este meu desejo a você e a toda sua família: no ano de 2014 sermos protagonista, fazendo nossa parte para vivermos a plenitude da verdadeira paz que só vem de Cristo Jesus, para que um outro mundo seja possível. E isto só é possível quando, guiados pelo Espírito Santo renovamos nossa vida tornando-nos homens e mulheres novos. O ano só é novo quando nós também nos renovamos, senão será apenas mudança no calendário!! Lembre-se: Deus caminha conosco e quer contar com nosso SIM!!!

Minha bênção

Diá.c Flori

 

 

 

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL


PRESENTE DE DEUS: O NATAL DE JESUS

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2, 11)

Natal, tempo de renovar as esperanças! Confie o Senhor está com você!

Este é o sentido do Natal, pois Deus quer dar ao ser humano a certeza de que não é um Deus distante, mas em Cristo Jesus é o Deus Conosco, que caminha lado a lado com todos e cada homem e mulher.

Sua presença na história humana inicia-se na forma de uma frágil criança, pois Deus Todo-Poderoso, o Criador de tudo, sempre confunde os orgulhosos deste mundo, dando a certeza de que tudo o que é terreno tem valor relativo, efêmero. Só Ele é Absoluto e só Nele temos os valores eternos.

Jesus como criança trouxe consigo presentes maravilhosos de Deus, e à medida que crescia ia desembrulhando-os e nos ensinando a amar a Deus e ao próximo, a viver em comunidade, a partilhar nossos dons, a perdoar...

Só Ele é Luz, mas incumbiu-nos de testemunhar a luz, acendendo-a nas trevas do egoísmo, da ambição, do desespero, da desunião... e levando a todos a quem encontrarmos a mesma boa noticia que os anjos anunciaram quando do seu nascimento, e que é sempre a grande novidade do Natal: a Salvação já é realidade.

Permitamos que Jesus desperte em nós o olhar puro de uma criança e a sabedoria de encontrar a felicidade nas coisas simples do dia-a-dia.

Que,assim como o Salvador, possamos humildemente estender a mão ao próximo e compartilhar seus ensinamentos e valores.

Natal é amor em ação: toda vez que amamos que doamos é Natal!

Querido diácono, que você viva plenamente a alegria do Natal em cada encontro com sua comunidade e na sua nobre missão de “fazer ecoar a voz de Deus”.

Um Feliz e abençoado Natal a você e seus familiares

Com carinho, um grande abraço,

Diác. Flori

domingo, 8 de dezembro de 2013

IMACULADA CONCEIÇÃO


História de Imaculada Conceição



Imaculada Conceiçãorefere-se a um dogma através do qual a Igreja declarou que a concepção da Virgem Maria foi sem a mancha (mácula em latim) do pecado original. Desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada do pecado pela graça de Deus. Ela sempre foi cheia da graça divina. O dogma declara também que a vida da Virgem Maria transcorreu completamente livre de pecado.

Desde os tempos da Igreja primitiva, os fiéis sempre acreditaram que Maria, a Mãe de Jesus, nasceu sem o pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e Virgem sem Pecados. No começo do cristianismo o dogma da Imaculada Conceição já era tida como uma verdade de fé para os fiéis.

Bíblia e tradição

O dogma que declara a Imaculada Conceição da Virgem Maria é fundamentado na Bíblia: Maria recebeu uma saudação celestial do Anjo Gabriel quando este veio anunciar que ela seria a Mãe do Salvador. Nessa ocasião, o Anjo Gabriel saudou como cheia de graça.

Foi o papa Pio IX, o papa que proclamou o dogma da Imaculada Conceição, recorreu principalmente à afirmação de Gênesis (3, 15), onde Deus diz: Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.

O verso Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti, no Cântico dos Cânticos (4,7) também é uma referência para defender a Imaculada Conceição. Outras passagens bíblicas referentes são: Também farão uma arca de madeira incorruptível (Êxodo 25, 10-11). Pode o puro (Jesus) vir de um ser impuro? Jamais! (Jó 14, 4). Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível... (Deuteronômio 10, 3). Maria é considerada a Arca da Nova Aliança (Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente incorruptível ou imaculada.

Também existem os escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. São Tomás de Aquino, por volta de 1252, declarou abertamente que a Virgem foi, pela graça, imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde.

Definição do dogma de Imaculada Conceição

O dia da festa da Imaculada Conceição foi definido em 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja na Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do dogma no século XIX.

No dia 8 de dezembro de 1854, dia da festa, o Papa Pio IX, com a Bula intitulada Deus Inefável (Ineffabilis Deus), definiu oficialmente o dogma da Santa e Imaculada Concepção de Maria.

Assim está escrito na bula (documento papal) intitulada Ineffabilis Deus que o Papa Pio X proclamou: Em honra da Trindade (...) declaramos a doutrina que afirma que a Virgem Maria, desde a sua concepção, pela graça de Deus todo poderoso, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do homem, foi preservada imune da mancha do pecado original. Essa verdade foi-nos revelada por Deus e, portanto, deve ser solidamente crida pelos fiéis.

Maria confirma o dogma

Santa BernadeteSoubirous (1844-1879), a jovem que viu Nossa Senhora em Lourdes, disse que Nossa Senhora se auto definiu dizendo assim: Eu sou a Imaculada Conceição. Isso aconteceu em 1858, apenas quatro anos após a definição do dogma.

Todos os estudiosos consideram quase impossível que uma adolescente como era Bernadete, vivendo num lugarejo insignificante como era Lourdes, soubesse da proclamação do dogma e muito menos o seu significado. Por isso, as aparições de Nossa Senhora em Lourdes são consideradas como uma confirmação celstial do dogma da Imaculada conceição. Esta é uma das três aparições de Nossa Senhora consideradas verdadeiras pela Igreja Católica.

Imaculada Conceição, Mãe sem manchas

Por isso, nós podemos recorrer a Maria com toda a confiança justamente porque ela é Imaculada, sem mancha, sem pecado, sem impurezas. Ela é cheia, plena, repleta da graça de Deus e, por isso, pode ouvir nossos pedidos e súplicas e apresentá-los ao Pai, diante de quem ela está no céu. Nossa mãe celestial é pura, santa, sem pecado e nos ama com um amor puro, santo e divino. Assim, com esta confiança, recorramos a ela sempre, pois ela intercede por nós.

Oração a Imaculada Conceição

Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: Ave Maria, cheia de graça; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações
e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal
e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós.

sábado, 7 de setembro de 2013

SETEMBRO- MÊS DA BÍBLIA



 
 

POR QUE SETEMBRO?

Porque celebramos a festa litúrgica de São Jerônimo, o tradutor da Bíblia.

O Papa Dâmaso I, 36º sucessor de Pedro, pediu a Jerõnimo que traduzisse a Bíblia do hebraico, aramaico e grego, para o latim, o idioma popular na epoca. Isso em 381 da nossa era.

Jerônimo, um dos homens mais sábios de seu tempo, atendeu ao pedido.     

          Essa tradução chamou-se “Vulgata”, que quer dizer “vulgo”, isto é, “do povo”. A realização deste trabalho durou 35 anos, norteado por muita oração e jejum, numa gruta em Belém.

Jerônimo morreu em 420. Ele é o padroeiro de todos os leitores e estudiosos da Bíblia. Sua festa é dia 30 de setembro, quando s ecelebra o Dia da Bíblia.

 

COMO NASCEU O MÊS DA BÍBLIA?

          O mês da Bíblia nasceu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica- Paulinas (SAB) até, posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), até estender ao âmbito nacional.

          E desde então todos os anos é feito o estudo de um livro biblico ou parte dele, a partir de um tema.

          Este ano o tema é:

“Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15).

O Evangelho segundo Lucas sob o prisma do discipulado-missionário, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização: O Brasil na missão Continental, é o tema do mês da Bíblia de 2013. O tema escolhido releva o Evangelho do Ano Litúrgico C, e os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão propriamente dita.
             O lema indicado pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) é: “Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15).


QUEM É O AUTOR?

             Desde o século II a obra foi considerada de Lucas. Muitos comentaristas atribuem à profissão de médico (cf. Cl 4,14) e o identificam com o discípulo e colaborador de Paulo (cf. Fm 23ss, 2Tm 4,11). Porém, essa relação entre Paulo e Lucas, vem sendo questionada, visto que há muitas diferenças entre a Teologia de Paulo e de Lucas.
Baseado na falta de consenso dos estudiosos em determinar quem é o autor do terceiro evangelho, deduz-se pelo texto que o autor, provavelmente, é um cristão proveniente do paganismo e de origem grega.
O autor é influenciado pelo estilo dos historiadores (Lc 2,1-2) e dos poetas gregos; utiliza a tradução grega da Bíblia e conhece bem o Império Romano.


QUANDO? ONDE FOI ESCRITO? COM QUAL FINALIDADE?

             O Evangelho de Lucas provavelmente deve ter sido escrito entre os anos 80 a 90 e não há uma localização exata sobre onde foi escrito, mas a proposta apresentada pelos biblistas, seria entre as regiões da Grécia ou da Síria.
             O evangelista dá prioridade aos cristãos provenientes do paganismo de cultura grega e aos judeus que moravam fora da Palestina (na diáspora).
No evangelho percebe-se que o redator final pertencia a uma comunidade mista cultural e economicamente e, passa por um período de crise. Portanto, o evangelho se dirige às comunidades que já receberam a primeira evangelização.
          Diante da catástrofe que foi a guerra judaica (70 E.C.) e os conflitos internos e externos que transparecem no texto, provavelmente a finalidade do Evangelho segundo Lucas seria a de fortalecer a fé das comunidades e reforçar o seu papel na história da salvação e, assim, mantê-las corajosamente no seguimento a Jesus Cristo.


ESTRUTURA DO EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

          Existem várias formas de estruturar o Evangelho Segundo Lucas. A nossa proposta é de subdividi-lo em seis partes. A primeira parte é o prólogo, no qual o autor explica os motivos que o levaram a escrever o Evangelho, apresenta o método utilizado e o dedica a Teófilo (1,1-4).
Lc 1,5-4,15 corresponde à segunda parte, na qual contém a narração, em paralelo, do nascimento e da infância de João Batista e de Jesus. Bem como, a apresentação, pregação e encarceramento de João Batista, e os acontecimentos que precedem o ministério público de Jesus (batismo, sua genealogia e as tentações – Lc 3,1-4,13).
          O autor relata, na terceira parte (Lc 4,14-9,50), o início do Ministério de Jesus na Galileia, marcado pela rejeição em Nazaré, as atividades em Cafarnaum e no lago; controvérsias com os fariseus, ensinamentos, milagres, parábolas e questões referentes à sua identidade. Essa parte conclui-se com a transfiguração.
       Na quarta parte, encontra-se o Relato da viagem de Jesus a Jerusalém e a sua pedagogia para com seus discípulos e discípulas, apresentando as exigências no seguimento e os pontos fundamentais do Reino de Deus (9,51-19,27).
       Em Lc 19,28-21,38, quinta parte, o autor narra o ministério de Jesus em Jerusalém com a entrada e atividade na área do Templo e o discurso escatológico.
        Na sexta parte do Evangelho Segundo Lucas (22,1-24,53) encontram-se os relatos da paixão, morte, sepultamento (22,1-23,56a), das aparições do ressuscitado (23,56b-24,35) junto ao túmulo vazio e no caminho de Emaús (24,13-35); e finaliza com a ascensão ao céu (24, 36-53).


LINHAS FUNDAMENTAIS DA TEOLOGIA LUCANA

            Os pontos fundamentais da Teologia Lucana são os seguintes: Teologia da História, a Salvação, os títulos de Jesus Cristo, a importância de Jerusalém. Outras colunas fundamentais são: a ênfase na oração, o papel das mulheres no seguimento, a contraposição entre pobreza e riqueza, como uma das características da ética lucana e a presença forte do Espírito Santo.


TEOLOGIA DA HISTÓRIA

            A teologia Lucana é marcada por uma ênfase na história da salvação, que é dividida em três períodos:

  • o tempo da preparação, ou período da promessa, que seria  a história de Israel (AT), representado pelas personagens Zacarias, Isabel e João Batista;
  • 2) o tempo do cumprimento da promessa que é o tempo da vida de Jesus; e
  • 3) o tempo do anúncio, da Igreja, retratado no Livro dos Atos dos Apóstolos.
    Uma peculiaridade na concepção histórico-salvífica de Lucas, é sua

abertura universal. Portanto, a salvação atinge todo o tempo e todas as pessoas, a humanidade (cf. Lc 2,30-32; 3,6; 9,52-53; 10,33; 17,16). Com isso, nos aponta para outro ponto fundamental que é o tema da Salvação.


SALVAÇÃO

Não podemos compreender a salvação como um “ir para o céu” após a nossa morte, mas a salvação acontece na história. Para a Teologia Lucana, salvação e libertação são termos equivalentes. Com isso, podemos dizer que a salvação contempla a totalidade da pessoa, em suas múltiplas relações, ou seja, é o restabelecer a justa relação com Deus, com os outros, consigo mesmo e com todo o Universo. Nesse sentido, Jesus é o nosso “Salvador” (Lc 2,11; cf. At 5,31; 13,23), pois é ele que nos mostra, com a sua encarnação, o sentido profundo da humanização das relações.


JESUS CRISTO

         Jesus Cristo, na Teologia Lucana, é apresentado como compassivo-misericordioso (cf. Lc 7,13; 10,33; 15,20) e como um profeta eleito por Deus, para levar a Boa Nova aos pobres (Lc 4,16-30; 7,36-50; 13,32-34). Ele também é o lugar por excelência da revelação de Deus (Lc 1,42). 
O título de Senhor está vinculado ao seu ministério público e é apresentado como o Messias enviado por Deus, para salvar o seu povo (Lc 1,47; 2,11.30-32).
       Jesus, em Lucas, é caracterizado pelo acolhimento dos samaritanos, publicanos (Lc 5,27: Levi e Lc 19,2-10: Zaqueu), dos pecadores (Lc 7,36-50; Lc 15,11-32); da viúva (Lc 7,11-17), enfim dos marginalizados e excluídos da sociedade.


CIDADE DE JERUSALÉM

        Lucas dá à cidade de “Jerusalém” um grande destaque, pois é o único que começa e termina em Jerusalém (1,5-23; 24,53). Jesus também participa das festas no templo, em Jerusalém (2,22.42), e metade do evangelho narra a sua viagem e estadia nessa cidade (9,50-21,38). Portanto, Jerusalém é o ponto de chegada de Jesus para realizar a obra (Lc 17,11; Lc 19,28-38) e o ponto de partida para as comunidades que, após a ressurreição, continuarão a sua missão (Lc 24,52).


ORAÇÃO

        A dimensão orante, em Lucas, está presente em toda a vida de Jesus, sobretudo, nos momentos mais importantes (Lc 1,10-11.13; 3,21; 5,16.33; 6,12; 9,18.28; 11,1.2-8; 18,9-14; 22,32.41; 23,46).
           O autor não somente nos informa que Jesus reza, mas nos apresenta o conteúdo da sua oração (Lc 10,21-24; 22,42; 23,46), frisa o pedido dos discípulos (Lc 11,1) para ensiná-los a rezar e enfatiza a eficácia de ser perseverante na oração (Lc 18,1-8; 19,6-8; 21,36).


A ÉTICA LUCANA

            Outro ponto é a contraposição entre pobreza e riqueza, que é um dos aspectos centrais do seu programa ético. Diante dessa implicação ética da fé, Lucas reforça a dimensão do despojamento, como uma das principais exigências do seguimento a Jesus (Lc 5,11; 6,29-36; 9,58; 12,33-34; 14,33; 18,22.25; 21,1-4) e sinal concreto de conversão. Consequentemente, sublinha a confiança incondicional na providência divina (12,29-30).
         Em Lucas o termo “pobre” não é visto somente na perspectiva sócio-econômica, mas compreende também os presos, os oprimidos (Lc 4,18), os desolados, os aborrecidos e difamados, os perseguidos (Lc 6,20-22) e inclusive os mortos (Lc 7,22).


O PAPEL DAS MULHERES

          As mulheres têm uma presença e uma participação marcante no Evangelho Segundo Lucas. Desde o início, Lucas apresenta a estéril Isabel, recordando a história das matriarcas e nos aponta para a dimensão teológica, como aquela pessoa que está totalmente disponível ao dom de Deus e reforça a intervenção extraordinária do poder de Deus no útero feminino, lugar privilegiado da ação divina.
       No útero dessa história, surge Maria, aquela que se dispõe a participar da história da salvação. É nela que começa a se manifestar o mistério do Deus encarnado.
        Ela é o modelo do discípulo/ da discípula, pois acolhe Jesus, está presente no seu ministério (4,16-30), participa da sua dor e da sua rejeição durante a sua missão.
       Além disso, Lucas apresenta outras mulheres, que seguem Jesus desde a Galileia (Lc 8,1-3), estão presentes na sua morte e são as primeiras testemunhas da Ressurreição (Lc 22,27 e 23,50-56). Também são narradas várias curas e encontros significativos, nos quais as mulheres são protagonistas. 


ESPÍRITO SANTO E A ALEGRIA

          Lucas é o evangelista que dá maior importância à figura do Espírito Santo e a necessidade de uma abertura à sua ação. O Evangelho inicia apresentando a ação do Espírito, no nascimento de João Batista (Lc 1,15) e na encarnação de Jesus (1,41). Está presente em momentos significativos do ministério público de Jesus (3,22; 4,1.14.18; 11,13) e é Ele que revela a presença de Deus na história (2,26). 
         O último ponto é o tema da alegria. O autor reforça a certeza de que a verdadeira alegria nasce do seguimento de Jesus, do agir misericordioso, do desprendimento constante, do se deixar guiar pelo Espírito, da experiência profunda de que Jesus Cristo morto e ressuscitado é a Boa-Nova para toda a humanidade.

                       

ORAÇÃO DO MÊS DA BÍBLIA DE 2013 (Pe. Emanuel Cordeiro Costa)

Alegramo-nos Senhor, pois em cada mês de setembro, somos chamados a nos  dedicar mais diretamente a vossa palavra estudando-a, refletindo e buscando  nela a inspiração, o desejo e a vontade de sermos guiados diariamente por ela.
       Neste ano em  que o mês da bíblia tem como tema: “Discípulos e missionários segundo o evangelho de Lucas” ajuda-nos a sermos discípulos autênticos no mundo de hoje. A abraçarmos a causa missionária como também nos pediu os bispos da vossa Igreja da América Latina, na Conferência de Aparecida.
        Que sendo discípulos e missionários segundo Lucas abramos o nosso coração ao ver o vosso Filho Jesus como ele aí se apresenta: humilde, que evangeliza os pobres, que liberta os cativos, cura os cegos.
       O lema do Mês da Bíblia deste ano nos diz: “Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15). Agradecemos a vossa imensa misericórdia para conosco senhor, alegrando com a ovelha perdida e foi encontrada. Queremos sempre te louvar por se alegrar com todos que se convertem. Ajudai-nos a sermos humildes e capazes de irmos crescendo a cada dia no amor, na fé e esperança. E com verdadeiro testemunho e vivência  cristã reconquistemos  aqueles que estão como ovelhas perdidas,  para que abram o coração para vós e encontrem a verdadeira alegria, que é viver no vosso amor.  
       Amém.



 

 

 

 

 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DIA DO DIÁCONO


CELEBRAÇÃO DO DIA DO DIÁCONO
 

          Dia 10 de agosto, D. Fernando Mason, presidiu a Eucaristia, no Santuário da Boa Morte e Assunção, em Rio Claro, pelo Dia do Diácono, com participação de Diáconos e Candidatos ao Diaconato e esposas, da Diocese. Logo após, aconteceu o almoço de confraternização.

          Neste dia é a festa de São Lourenço, padroeiro dos diáconos. Ele foi martirizado numa grelha no século terceiro. Foi venerado pela comunidade cristã, principalmente por causa de sua dedicação ao serviço dos mais pobres. Quando seus perseguidores exigiram os tesouros da Igreja, São Lourençao apresentou os pobres, a quem ele se dedicava. “Esses são os meus tesouros” disse ele. Diante dessa ousadia de São Lourenço, seus algozes o levaram para o doloroso martírio, que sofreu, agradecendo a Deus, e sendo fiel ao seu chamado.

          Que ele interceda junto a Deus por todos os diáconos e que seu testemunho sirva de força e alento para que cumpram sua missão com zelo e simplicidade.

São Lourenço, rogai por nós!!!

 














domingo, 4 de agosto de 2013

MINISTÉRIO DO ACOLITADO



“Quero te dar graças, Senhor de todo coração, proclamar todas as tuas maravilhas, alegrar-me e exultar em Ti” (Sl 9, 2-3)
        

            Entre as muitas maravilhas que proclamamos, há uma em especial, celebrada dia 17 de junho, às 20h00, na Catedral de Santo Antonio, em Piracicaba, quando os candidatos ao Diaconado receberam o ministério do acolitado, para dispor-se melhor para os futuros serviços da Palavra.

             É momento oportuno para que descubram não somente através do estudo, mas também da meditação a riqueza de toda a Sagrada Escritura, o que os ajudará a fortalecer e tornar mais consciente de sua vocação, para serem "fervorosos no espírito, prontos a servir o Senhor, perseverantes na oração, solícitos em favor das necessidades dos santos" (Rm 12, 11-13).
            Caros irmãos, desejamos que sejam guiados pela luz do Espirito de Deus para se tornarem sempre mais servos no Senhor, levando a Boa Nova pelo seu testemunho.

Conte com nossas orações!

















quarta-feira, 26 de junho de 2013

ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ




ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ COM ADULTOS

6º Módulo: Tema: CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: “Recebereis o Espírito Santo e Ele vos dará força” (At 1,8)      

RECORDANDO...
Todas as coisas que existem lembram Deus: vegetais, flores, astros, seres vivos, pessoas. Tudo é um sacramento=sinal de Deus pela beleza que têm harmonia, perfeição, unidade...Tudo o que podemos ver é revelação da Graça e Amor de Deus, que se REALIZA EM PLENITUDE NA PESSOA DE JESUS CRISTO: “Na plenitude dos tempos, Deus envia seu Filho nascido de uma mulher” (Gl 4,4)

JESUS CRISTO: PERFEITO SACRAMENTO DE DEUS PAI.
Ele, JESUS CRISTO, nos revela Deus em plenitude, tal qual, Ele é: PERDÃO, AMOR, MISERICÓRDIA, BONDADE, JUSTIÇA, FRATERNIDADE, UNIDADE, PAZ, VERDADE, BELEZA, VIDA, PERFEIÇÃO, PARTILHA... por isso Ele diz: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo, 14,9)

TODO SACRAMENTO É FESTA QUE NÃO TEM FIM, POIS É ATUALIZAÇÃO DO MISTÉRIO PASCAL DE CRISTO: NOSSA SALVAÇÃO

Pois o sonho do Pai é que o Reino de Deus se estabeleça entre nós, isto é, que todos se sintam filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs uns dos outros: Reino da vida, da liberdade, da justiça, da paz, da dignidade, e da cidadania, do perdão, da misericórdia, da fraternidade, da humildade e da gratuidade. da obediência filial e consciente à vontade de Deus. Um Reino bem diferente dos outros.   

OS SACRAMENTOS NASCEM DA CRUZ DE CRISTO: ELE É O SACRAMENTO-FONTE

SACRAMENTOS NÃO SÃO METAS, MAS ENCONTROS COM CRISTO
1-Só tem sentido receber sacramentos à medida que Cristo tem sentido em minha vida.
2-Recebo os sacramentos para me tornar um sacramento, sinal, testemunho de Cristo no mundo.
3-Mais importante do que o rito histórico é o sacramento vivido no dia-a-dia.
A FÉ É O FUNDAMENTO

RELAÇÃO ENTRE BATISMO E CRISMA
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15,13)
Existe alguma relação entre o batismo e a crisma?Qual seria?Alguns acham que a crisma completa o batismo, como se o batismo não fosse um sacramento completo.

Pode, pois, alguém receber o batismo e não receber a crisma? Faria algum pecado se não a recebesse? No batismo não recebemos o Espírito Santo? E por que tornar a recebê-lo na crisma?

O Espírito Santo não é um só? Que valor tem, pois, o Espírito Santo que recebemos no Batismo?

OS DOIS AMIGOS
Dois amigos passeavam numa floresta. De repente avistaram ao longe um urso que vinha se aproximando. O mais jovem subiu logo numa árvore. Ajeitou-se bem num galho, e ficou observando o que iria acontecer ao seu amigo mais idoso, que não tinha forças pra subir. E o urso, cada vez mais perto. Que farei? Pensou o homem que estava em baixo. E teve uma idéia: deitou-se no chão, e ficou imóvel, como morto. O urso chegou, cheirou o homem, e, como este retivesse a respiração, o animal foi-se embora sem tocá-lo. Quando a fera estava longe, o jovem desceu da árvore sorrindo, e perguntou ao companheiro: Que disse o urso ao seu ouvido? Então, o homem que ficou no chão respondeu-lhe: Disse-me que aquele que abandona o seu amigo na hora do perigo é um covarde.

MORAL DA HISTÓRIA: É NOS MOMENTOS DE CRISE QUE SE CONHECEM OS VERDADEIROS AMIGOS
Quem nos ensina essa lenda de Malba Tahan? Havia ou não havia amizade entre os dois homens?
Sim. Amizade havia. Certamente o mais jovem não queria a morte do amigo. Pelo contrário: ele desceu da árvore sorrindo, precisamente porque estava vendo o seu amigo são e salvo. Mas… então será que está tudo certo nessa história? O mais jovem agiu corretamente? Não foi covarde? Sim. Alguma coisa não está certa nessa história. Faltou algo importante na verdadeira amizade: TER CORAGEM DE MORRER PELO AMIGO. Por isso, o mais jovem procurou logo salvar a sua pele, deixando o amigo exposto a ser devorado pelo urso. Faltou aquele amor maior que falou Jesus, quando disse:
“Ninguém tem maior amor que aquele que dá sua vida pelos seus amigos
É esse amor corajoso que o Espírito Santo nos dá na crisma. É o próprio Espírito de Deus que vem habitar em nós e nos dar condições para testemunharmos a fé até ao extremo do martírio, caso seja necessário. “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (II Tm 1,7-8)

BATISMO E CRISMA: VIDA E FORÇA DE DEUS
A palavra CONFIRMAÇÃO, quando se refere á crisma, NÃO quer dizer ratificação ou autenticação do sacramento do Batismo.
A palavra CONFIRMAÇÃO aí significa tornar forte, dar dinamismo, força, coragem na vida espiritual, de tal
maneira que o cristão possa ser provado
Infelizmente, muitas vezes acontece em nossa vida de fé o que aconteceu na amizade daqueles dois homens surpreendidos pelo urso.
Na verdade, o batismo nos dá também o Espírito Santo. No batismo, o homem morre para o pecado e renasce para o Reino de Deus
“Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer da água e do Espírito Santo não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5)
E, POR QUE, ENTÃO, RECEBEMOS NOVAMENTE O ESPÍRITO SANTO NA CRISMA?
No batismo SOMOS GERADOS. Recebemos a VIDA DE DEUS. A Trindade Santíssima habita em nós. Passamos a participar da natureza divina por meio da graça santificante, como escreve São Pedro (2Pd 1,4).
Na crisma recebemos o Espírito Santo que nos IMPULSIONA E NOS AJUDA A VIVER COM TODA A VITALIDADE ESSA MESMA VIDA DIVINA QUE RECEBEMOS NO BATISMO.
Em geral, o batismo é administrado às crianças. A criança não tem consciência dessa realidade
sobrenatural. A vida divina está nela como a semente semeada na terra. A SEMENTE É VIVA, e traz em si toda aquela vida que um dia vai se expandir e se manifestar. Mas é como se estivesse dormindo embaixo da terra. O sol e a chuva não dão a vida àquela semente, mas apenas fazem a vida desabrochar, crescer e produzir frutos. De maneira semelhante, o Espírito Santo, que recebemos na crisma, vem ajudar a vida de Deus (que já está em nós) A SE MANIFESTAR, CRESCER E DAR FRUTOS. A CRISMA É A PLENITUDE DA FORÇA DO ESPÍRITO DE DEUS EM NÓS.

ASSIM ACONTECEU COM OS APÓSTOLOS
Na vida dos Apóstolos aconteceram certas coisas que servem de comparação para nos mostrar a diferença entre batismo e crisma. Até nos lembra o caso do homem covarde que subiu na árvore para salvar sua pele, deixando o amigo estendido no chão á disposição do urso. São Pedro, por exemplo, era corajoso. Fazia questão de expressar em tom solene a sua grande amizade com o Mestre. Certa vez, Jesus começou a prevenir os seus discípulos a respeito de seu martírio. Disse que iria ser perseguido e morto, e que nessa altura os seus discípulos iriam abandoná-lo. Então Pedro, com aquela sua valentia, disse a Jesus: Ainda que seja preciso morrer contigo, não te negarei. E todos repetiram a mesma coisa. (Mc 14,31. Pois bem. Eis o ato de covardia que o mesmo Pedro fez ao Mestre. Quando Jesus estava preso e sendo esbofeteado, Pedro estava sentado no pátio da casa de Anás. Então veio uma empregada da casa e perguntou a Pedro: “Você também não estava com Jesus, o Galileu?” Bastou essa perguntinha de uma empregada, para o valente do Pedro negar que era amigo de Jesus. E, para não ficarem dúvidas, acabou jurando que nem sequer conhecia tal Homem (Mt 26,69-75).
No entanto Pedro e todos os demais discípulos tinham resolvido deixar tudo para seguir o Mestre.    AMAVAM DE VERDADE A CRISTO. Tanto é que Pedro, logo depois de negar Jesus, saiu dali e chorou amargamente (Mt 26,75). E os outros Apóstolos que também fugiram na hora da prisão e do martírio de Jesus: Então não amavam a Cristo? Claro que sim. Mas faltava-lhes essa coragem ou força de Espírito para testemunharem tal amor. É o próprio Cristo que reconhece isso. Eis as últimas palavras que Jesus disse aos Apóstolos antes de subir aos céus:
E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes...Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.(At 1, 4.8)
E assim se deu, no Pentecostes: os Apóstolos,cheios do Espírito Santo, entenderam tudo e deram testemunho de Jesus (At 2)
Mas eles eram preparados para morrer, pois colocavam a fé acima de tudo. No processo iniciático viviam A VIDA NOVA DO BATISMO, eram CONFIRMADOS E FORTALECIDOS COM A LUZ E A FORÇA DO  ESPÍRITO SANTO e apresentavam-se corajosamente perante o imperador para sofrer o martírio pela fé. E toda a perseguição desencadeada contra a Igreja Católica fez brotar muitos outros cristãos convictos de sua fé. FORAM SEMENTES
Isto vem mostrar em que sentido a crisma completa o batismo: dando ao cristão a força do Espírito para testemunhar a fé, que desde criança lhe foi depositada em seu coração como vida divina
“A INICIAÇÃO É PLENA COM BATISMO, CRISMA E EUCARISTIA”

A palavra CRISMA, CRISMAÇÃO (origem grega) vem de Cristo, e significa UNGIDO, ESCOLHIDO: “o Espírito do Senhor está sobre mim porque Ele me consagrou com a unção...” (Lc 4,16 ss)
Jesus foi escolhido para SALVAR A HUMANIDADE. Somos escolhidos para ANUNCIAR, LEVAR A TODOS O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO: “Que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tm 2,4)
No inicio do cristianismo o império romano dominava o mundo. Todos os que se declarassem
publicamente que eram discípulos de Jesus, tinham que romper com a fé ou então eram martirizados
Os cristãos muito sofriam com isso, porque o império era pagão e perseguia a Igreja por muitos séculos. Nessa época, eram oferecidos altos cargos para renunciar a fé, em especial quando eram denunciados
O imperador chamava e falava claramente se era verdade que era cristão. Diante da afirmativa o imperador propunha: ou renunciar a fé em Jesus Cristo e ser promovido, ou continuar cristão e ser condenado á morte.

POR QUE E PARA QUÊ SER CRISMADO?
POR QUE: Jo 16, 4-13- Receber o Espírito Santo, a força do Alto

PARA QUÊ: At 1,8: “Mas recebereis o poder do Espírito para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”
A GRAÇA DO BATISMO E SEUS FRUTOS
Torna-nos novas criaturas
Faz-nos participantes da filiação divina: pelo Batismo torna-nos filhos de Deus na ordem da graça (sobrenatural)
Faz-nos membros da Igreja
Liberta-nos do pecado
Torna-nos templo do Espírito Santo

A GRAÇA DA CRISMA E SEUS FRUTOS
Efusão do Espírito Santo (Recebe por este sinal o Espírito Santo, DOM  de Deus)
Aprofundamento no cristão do senso de ser filho de Deus
Recebimento dos dons e carismas do Espírito Santo
O crismado se torna corajosa testemunha de Jesus Cristo, tornando-se assim um discípulo.missionário, que levas às pessoas à PESSOA de Jesus Cristo
A MISSÃO DO CRISTÃO: PELA FORÇA DO ESPIRITO SANTO RENOVAR A FACE DA TERRA