terça-feira, 27 de novembro de 2012

TEMPO DE ADVENTO E NATAL




SUGESTÕES PARA O TEMPO DE ADVENTO E NATAL (Fonte:Revista Vida Pastoral)

1º DOMINGO (2/12):

  • O espaço da celebração deve estar despojado e sóbrio. Um tronco com um broto ajuda a simbolizar o sentido da espera.
  • Não utilizar símbolos que já antecipam o Natal: pisca-pisca, árvore de Natal. Deixe o Advento ser o Advento.
  • Enquanto as pessoas vão chegando pode-se cantar o refrão: “Vem vindo a Libertação! Ergam a cabeça, levantem do chão”
  • Muitas comunidades costumam usar a Coroa do Advento. Sua forma circular sem começo e sem fim, está ligada à perfeição. O redondo cria harmonia, junta, une. A Coroa é feita de ramos verdes, sinal de vida e esperança. São usadas quatro velas. A cada domingo acende-se uma vela da coroa. De uma a uma, a luz vai aumentando até chegar à grande festa da Luz, que proclama Jesus Cristo como Salvador, Sol do nosso Deus que nos visita. Que arma sua tenda entre nós (Jo 1, 1-14). Quanto à cor da velas, normalmente é usada a vermelha, que em quase todas as partes do mundo, tem significado de amor. No Brasil, somos marcados profundamente pelas culturas indígena e afro, onde o brilho das cores, da festa, dança, da harmonia com o universo está presente de uma maneira esplendorosa e reveste as celebrações. Dessa forma, temos costume de utilizar na coroa velas coloridas, uma de cada cor.
  • Preparar antecipadamente a coroa no local da celebração. No material utilizado, usar de preferência o natural. É preciso prevalecer a verdade nos sinais. Também na decoração da coroa não usar brilho, pois procedendo dessa maneira, estaríamos antecipando a festa da plena luz que é o Natal e deixando de experimentar a feliz espera da manifestação do Senhor que acontece nas festas do Natal. Sendo o altar símbolo do Cristo é recomendável que não se coloque a coroa sobre ele.
  • Após o Ato penitencial, antes da oração da coleta, seja introduzida a primeira vela da Coroa do Advento Animador: Esta vela simboliza nosso desejo de acolher a presença de Deus que chega através de Jesus que vem para libertar seu povo.
  • 1 pessoa entra com a vela acesa (pode ser uma mulher grávida), enquanto isso a comunidade canta: Vem vindo a Libertação! Ergam a cabeça, levantem do chão”
Levantando a vela e aproximando-se da coroa reza-se: Bendito sejas, Deus bondoso, pela luz de Cristo, sol de nossas vidas, a quem esperamos com toda ternura de coração.

 

  • Antes do inicio da Liturgia da Palavra, compreendendo que o nascimento de Jesus inaugura uma nova Criação, sejam, trazidos os materiais que servirão de base para o presépio da comunidade (pedras, papelão, palha, etc.). Obs. Durante a semana, no local destinado à montagem do presépio, os responsáveis disponham o material da forma que deverão ficar.
  • Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual condizentes com o tempo ajudam a comunidade adentrar no mistério celebrado. O Hinário Litúrgico da CNBB n.1, traz muitas sugestões. Também o Oficio Divino das Comunidades contém um rico repertório para esse tempo.
  • O Advento é tempo próprio para revisão e retomada das opções fundamentais, de acordo com a proposta do Reino, por isso é tempo adequado para a celebração da penitencia. As equipes podem prever celebrações penitenciais.
  • Antes da benção final, seja feito o envio missionário das pessoas que irão animar a Novena de Natal nas famílias.


   2º DOMINGO (9/12)

  •   Enquanto as pessoas vão chegando pode-se cantar o refrão: “Vem vindo a Libertação! Ergam a cabeça, levantem do chão”
  • Entrada da vela da coroa do Advento como na semana anterior.
Animador: Esta vela simboliza a esperança que se acende em nós com a vinda de Jesus, para lutar e crer, vencer a dor, louvar o Criador, pois a justiça e a paz vão reinar pelo amor

  • Acender a 2ª vela da Coroa do Advento. Pouco a pouco vamos aplainando o caminho do Senhor. Pode-se realizar o rito proposto para acendimento das velas (ver domingo anterior)
  • No inicio da Liturgia da Palavra, compreendendo que o Advento nos convida para prepararmos os caminhos do Senhor, sejam trazidas as estatuas de animais e estrela que farão parte do presépio da comunidade. Obs.Durante a semana, no local destinado à montagem do presépio, os responsáveis disponham as imagens na forma como deverão ficar.
  • As leituras podem ser contadas de forma que fique evidente o anúncio.
  • Manifestando o desejo de que Cristo nasça em todos os corações, no momento da procissão das ofertas, seja introduzido o globo terrestre ou mapa- mundi, seguido das espécies a serem consagradas.
  • Como gesto concreto da vivência do Advento, antes da despedida, incentive-se a contribuição da comunidade para a Campanha Nacional da Evangelização. Reforçando o sentido de que Cristo precisa ser anunciado a toda a humanidade.
  • No rito de envio, acentuar a nossa vocação profética. De volta à nossa realidade ter a coragem de anunciar o Reino e denunciar tudo o que contradiz a implantação do mesmo. Ide em paz. Vivei na esperança e na busca de uma vida pura e sem mancha. Anunciai a todos a consolação de Deus e a certeza de que o Senhor vem.

3º DOMINGO (16/12)

  • O espaço da celebração deve estar despojado e sóbrio, porém sendo hoje o domingo da alegria, usam-se flores com moderação.
  • Se ainda não foi adotada a cor rosada hoje é conveniente usá-la
  • Enquanto as pessoas vão chegando pode-se cantar o refrão: “Abra a porta, abra a janela, venha ver quem é que vem! É Jesus que vem chegando, Ele é o nosso bem!”
  • Entrada da Vela da Coroa do Advento como nos domingos anteriores

Animador: esta vela simboliza a justiça de Deus que se cumpre plenamente com a vinda de Jesus, que nos ensina a sermos irmãos que devem caminhar lado a lado ao encontro do Senhor

  • Acender a terceira vela da coroa do Advento (sugestão domingos anteriores)
  • Após a saudação inicial, a comunidade pode dizer os motivos que têm para se alegrar e ter esperança
  • No inicio da Liturgia da Palavra, compreendendo que o Advento nos convida para darmos carne à justiça de Deus, através do serviço aos mais pobres e humildes, sejam trazidas as imagens dos pastores, dos magos e outros que farão parte do presépio da comunidade. Obs.Durante a semana, no local destinado à montagem do presépio, os responsáveis, disponham as imagens na forma como deverão ficar.
  • Como gesto concreto da vivência do Advento, antes da despedida, incentive-se a contribuição da comunidade para a Campanha Nacional da Evangelização. Reforçando o sentido de que Cristo precisa ser anunciado a toda a humanidade.

 

4º DOMINGO (23/12) 

  • Valorizar o gesto de acolhida a exemplo de Maria, que acolheu com alegria o Salvador
  • Acender a quarta vela do Advento (ver sugestão domingos anteriores)
  • Entrada da vela da coroa do Advento como nos domingos anteriores.
Animador: Esta vela simboliza nosso desejo de, à semelhança de Maria responder SIM à vontade de Deus e viver com fidelidade nossa vocação cristã

  • No inicio da Liturgia da Palavra, compreendendo que o Advento nos convida a gerarmos Jesus em nossa vida, através de nossas atitudes de amor e de acolhida aos irmãos sejam trazidas as imagens de Maria e José que farão parte do presépio da comunidade. Obs.Durante a semana, no local destinado à montagem do presépio, os responsáveis, disponham as imagens na forma como deverão ficar.
  • No momento das preces, enaltecendo a presença de Maria como nossa intercessora e exemplo de fidelidade, poderia se rezar a Ladainha de Nossa Senhora ou cantar a Litania dos Empobrecidos (Ave cheia de graça, Ave de Amor! Salve, ó Mãe de Jesus, a ti nosso canto e nosso louvor! – e as estrofes)
  • Neste dia pode-se dar uma benção especial para as mulheres grávidas:Ó Deus, ternura de paz, nós te contemplamos na gravidez de Maria e na gravidez dessa (s) nossa (s) irmãs. Dá saúde a esta (s) crianças que estão para nascer e tranquilidade às suas mães. Bendito sejas pela alegria da vinda de Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém.
  • Estendendo as mãos sobre a (s) mãe (s), reza (enquanto isso a (s) mãe (s) de cabeça inclinada, coloca a mão sobre a barriga)
  • Ó Deus defensor da vida, confirma esta (s) mulher (es) na fé e na missão de acalentar a vida que está para nascer. Amém
  • E todas as mães aqui reunidas, abençoe o Deus de bondade. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém
  • No rito de envio: Ide em paz. Caminhai na certeza da presença do Senhor 

24 DE DEZEMBRO- NATAL DO SENHOR- MISSA DA NOITE

  • Um pouco antes da celebração, a comunidade pode cantar um refrão meditativo: “Após espera tão longa, irrompe a noite que é dia, até palácios se apagam diante da estrebaria” (ou ouro apropriado)
  • A celebração comece com um lucernário. Estando todas as luzes apagadas, após a motivação inicial, o presidente portando uma grande vela acesa, ladeado pelos ministros com velas nas mãos, entra na Igreja, enquanto se entoa o canto de entrada. Ao término do canto de entrada, acendem-se as luzes e se dá sequência à celebração.
  • Com as velas acesas faz-se a proclamação do Anúncio do nascimento de Jesus, do ambão

      modo: No inicio da celebração do Natal, estando o ambiente no escuro, após o acendimento das velas, procede-se a uma espécie de recordação da vida: uma recordação do nascimento de Jesus no tempo, em forma de anúncio. Quem vai proclamar o faz do ambão.

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

“Alegremo-nos todos no Senhor:

Hoje nasceu o Salvador do mundo,

Desceu do céu a verdadeira paz!”

Transcorridos muitos séculos desde que Deus criou o mundo

e fez o homem à sua imagem;

- séculos depois de haver cessado o dilúvio,

quando o Altíssimo fez resplandecer o arco-íris,

sinal de aliança e de paz;

- vinte e um séculos depois do nascimento de Abraão, nosso pai;

- treze séculos depois da saída de Israel do Egito sob a guia de Moisés;

- cerca de mil anos depois da unção de Davi como rei de Israel;

- na septuagésima quinta semana da profecia de Daniel;

- na nonagésima quarta Olimpíada de Atenas;

- no ano 752 da fundação de Roma;

- no ano 538 do edito de Ciro autorizando a volta do exílio

e a reconstrução de Jerusalém;

- no quadragésimo segundo ano do império de César Augusto,

enquanto reinava a paz sobre a terra, na sexta idade de mundo.

JESUS CRISTO DEUS ETERNO E FILHO DO ETERNO PAI,

querendo santificar o mundo com a sua vinda,

foi concebido por obra do Espírito Santo e se fez homem;

transcorridos nove meses nasceu da Virgem Maria em Belém de Judá.

Eis o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana.

Venham, adoremos o Salvador.

Ele é Emanuel, Deus Conosco.

 “Eu vos trago a boa-nova de uma grande alegria:

é que hoje vos nasceu o Salvador, Cristo, o Senhor” (Lc 2,10s)

  • Após o Ato Penitencial, no momento do Glória, alguns jovens e adolescentes entram com a imagem do Menino Jesus, que deve ficar num lugar de destaque próximo ao altar. Durante o canto de glória toquem-se os sinos em sinal de alegria.

§  O Hino do Glória é entoado solemente. Enquanto toda a assembléia canta jubilosa, podem  ser realizados gestos que expressam a alegria e o júbilo. Com,o vimos, por exemplo: o toque do sino da Igreja, incensação do altar...

§  As leituras sejam bem proclamadas. Nesta noite o Verbo feito carne habita entre nós.

§  A oração e o abraço da paz podem receber destaque neste dia. A bandeira da paz pode ser um sinal expressivo

§  Depois da proclamação do Evangelho a imagem do menino Jesus é introduzida por uma criança, no presépio, acompanhada por duas pessoas com velas. O presidente incensa a imagem e todos cantam: Hoje uma luz brilhou para nós. Hoje nasceu nosso Deus e Senhor. Pode ser feita também uma oferta de flores, por crianças, ao Menino Jesus.

OU

  • Após a benção final, antes da despedida, o presidente toma a imagem do Menino Jesus e, em procissão com os ministros da liturgia, vão depositá-la no presépio. Em seguida, abençoa o presépio e asperge com água benta. Ali mesmo, junto ao presépio, despede a comunidade. Cantar Noite Feliz
  • Deixar o abraço da paz para este momento quando se desejma um Feliz Nascimento

 

§  Comunhão sob as duas espécies

§  A benção final própria para o Tempo do Natal, conforme Missal Romano

§  Algumas comunidades costumam fazer uma confraternização após a celebração.

 

MISSA DO DIA (25/12) 

§  Um pouco antes da celebração, a comunidade pode cantar um refrão meditativo: “Após espera tão longa, irrompe a noite que é dia, até palácios se apagam diante da estrebaria” (ou ouro apropriado)

§  No início da celebração, pode-se entrar com o Círio Pascal aceso e a imagem do Menino Jesus, enquanto isso entoa-se o refrão: A luz resplandeceu, em plena escuridão, jamais irão as trevas vencer o seu clarão”

§  Dar destaque especial à liturgia da Palavra, proclamando bem as leituras. Que assembléia esteja bem atenta para a escuta. Recordamos que a proclamação da Palavra de Deus é um verdadeiro diálogo entre Deus e a comunidade de fé.

§  Pode-se solenizar a proclamação da profissão de fé, por exemplo, com velas acesas. É oportuno usar o Símbolo Niceno-Constantinopolitano

§  Dar destaque à liturgia Eucarística: o Prefácio pode ser cantado, o Santo pode ser realizado com danças e uso de incenso, cantar as aclamações eucarísticas, as respostas e o Amém final com entusiasmo.

§  É bom que a comunhão seja sob duas espécies para todos

§  Benção especial para as crianças e solene para todo o povo, própria para o Natal.

 

     SAGRADA FAMÍLIA (30/12)

§  Ter presente a participação das famílias em diversos momentos da celebração: na procissão de entrada, algumas famílias podem entrar em procissão; participação na liturgia da Palavra, como leitores, salmistas, participação na procissão das oferendas...

§  Na homilia, uma família pode dar um testemunho

§  Rezar a oração do Pai Nosso de mãos dadas, formando uma só família.

§  A comunhão seja feita sob duas espécies

§  Dar uma benção especial para as famílias, no final  

          

domingo, 25 de novembro de 2012

CRISTO, REI DO UNIVERSO




CRISTO, REI DO UNIVERSO

DIA DO LEIGO (25/11/2012)

"Tu és o Rei dos Judeus? Eu sou REI. Mas o meu Reino não é desse mundo... Para isso nasci e para isso vim ao mundo. Para dar testemunho da Verdade. E todo aquele que é da Verdade, ouve a minha voz..." (Jo 18,33b-37)

 

            Nesta festa que hoje celebramos faz-nos memória da definição que o próprio Cristo faz de si mesmo: DAR TESTEMUNHO DA VERDADE ratificando e personificando a fidelidade de Deus que permeia toda a História humana.

             Jesus teve linhagem de Rei por ser descendente do Rei Davi. Rei do Universo constituído por Deus, seu Pai. Rei sem palácios deslumbrantes, nem cortesãos nem servidores, nem guerras, nem vitórias, sem tributos nem privilégios.

            Rei que veio para servir e não para ser servido; Rei que derramou seu sangue para introduzir o homem no Reino e dar-lhe Verdade e Vida, Santidade e Graça, Justiça, Amor e Paz.

            Sobre a cruz havia um letreiro que estava escrito: JESUS, NAZARENO, REI DOS JUDEUS” (Lc 23,35-43). Os judeus recusaram este letreiro e pediram que Pilatos o retirasse. Pilatos não concordou, e contestou: O QUE ESTÁ ESCRITO, FICA ESCRITO.

            Que em nossos corações tenha um letreiro que esteja escrito: “Jesus, Rei do meu coração” e nada possa apagá-lo.

Jesus tem sido o homem mais amado e que mais tem influenciado na história.

Morreu faz mais de dois mil anos, e, todavia milhões e milhões de homens e mulheres o amam ate a morte. Uns como mártires dão a vida por Ele de uma vez. Outros se dão gota a gota consagrando-lhe a vida, e vivendo para Ele.

           

Glória a Cristo, Rei do Universo que nasceu em um presépio pobre e humilde, que é um Rei Justo e nos ensina a ser humildes.

Glória a Cristo que é o Alfa e o Omega e deve ser o centro de nossa vida.

Jesus é o Rei do Universo que sendo Deus no ensinou tanto de humildade e simplicidade. Nasceu em um presépio e morreu em uma cruz, tomou como coroa a que tinha espinhos e carregou como cetro a Cruz. Quanto temos para aprender de nosso Rei e Senhor!!!

Jesus nos ama e é tão grande Seu Amor para conosco que tomou uma Cruz e uma Coroa de espinhos e Seu caminho de glória na terra foi um caminho de calvário e dor.

Aprendamos a aceitar nossas cruzes com Amor, como as aceitou nosso Rei. Nós sendo súditos seus aprendamos a aceitar o que não podemos mudar, oferecer a nosso Rei nossas dores, veremos como tudo passa pouco a pouco. Quando começamos a aceitá-las será mais suave o caminho, e veremos que as coisas não se ficam na Cruz. Temos como guia Nosso Rei que depois de morrer na Cruz,  ressuscitou, 

Nós também ressuscitaremos quando como Jesus oferecendo sua Cruz a Deus Pai. Nós ofereçamos a Ele nossos sofrimentos,  veremos que tudo passa, 

que a vida perdura, que vem a Glória, que alcançaremos a verdade, o caminho e a vida. Porque o temos alcançado a Ele que sempre nos espera com um Amor Infinito,  para abrasar-nos a seu Amor e fazer de nós o melhor, para quando chegar o dia de viver junto a Ele a doçura e a Glória de sua presença, onde já não existe a tristeza,

 os sofrimentos, nem a dor …

     ORAÇÃO A CRISTO REI:

            Oh Cristo, Tu és meu Rei! Dá-me um coração ardente para contigo.

Magnânimo em minha vida: escolhendo tudo quanto levar para o alto, não o que se arrasta para baixo.

Magnânimo em meu trabalho: vendo nele não uma carga que se me impõe,

e sim a missão que Tu me confias.

Magnânimo no sofrimento: verdadeiro soldado Teu ante minha cruz, verdadeiro Cireneu para as cruzes dos outros.

Magnânimo com o mundo: perdoando suas pequenezes, porém não cedendo em nada a suas máximas.

            Magnânimo com os homens: leal com todos, mais sacrificado pelos humildes

e pelos pequenos, zeloso por arrastar para Ti a todos os que me amam.

            Magnânimo com meus superiores: vendo em sua autoridade a beleza de teu Rosto, que me fascina.

Magnânimo comigo mesmo: jamais debruçado sobre mim, sempre apoiado em Ti.

Magnânimo contigo: Oh! Cristo Rei: orgulhoso de viver para servir-Te, feliz de morrer, para perder-me em Ti. Amém!

 

Juntamente com a Festa de Cristo rei, a Igreja no Brasil declarou esse domingo

Dia Nacional do Leigo (a) Inseridos no mundo os são chamados e impregnar as estruturas da sociedade com os valores cristãos.
Leigo (a) (vem do grego “Laos” = povo). POVO:
pois tem identidade: é de Deus;
·         não é massa desorganizada: tem leis, a maior de todas: o AMOR que sinaliza sua caminhada;
·         tem caminho certo para seguir: Jesus Cristo;
·         tem um ideal a alcançar para alcançar: Construir um mundo novo de Amor, Paz, Fraternidade, Desenvolvimento, o mundo da libertação, segundo o plano de Deus
·         sabe o que anuncia: a Verdade que liberta;
·         tem um objetivo para luta: a vida abundante para todos;
·         tem uma força: O Espírito Santo.

Querido leigo e leiga que usa seu talento para anunciar a salvação através de seu apostolado rogo ao Senhor que o (a) abençoe e a toda sua família e seus afazeres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           

sábado, 24 de novembro de 2012

ANO LITÚRGICO




ANO LITÚRGICO (24/11/2012)
 

 

De tal maneira Deus amou o mundo que enviou seu Filho Único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16)


           


            Olá, meu irmão e minha irmã! Que saibamos reconhecer com alegria que existir é um grande privilégio.


Ao longo do Ano a Igreja celebra a Vida de Jesus: do seu nascimento em Belém à sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao céu, que chamamos Ano Litúrgico.


Como você sabe o ano se divide em 12 meses. E’ o tempo que a Terra leva para fazer o giro ao redor do Sol.


O Ano Litúrgico se divide em seis tempos


Durante estes tempos nós cristãos revivemos a vida de Jesus e a nossa salvação.


Estes seis tempos se chamam assim:


Tempo de Advento


Tempo de Natal

Tempo de Quaresma

Tríduo Pascal

Tempo Pascal

Tempo Comum

Outros preferem dividir em dois Ciclos subdivididos em 3 momentos:

CICLO DE NATAL:

            - Preparação: Advento

            - Celebração: Natal a Epifania

            - Prolongamento: 1º Tempo Comum

CICLO DE PÁSCOA:

            - Preparação: Quaresma, Tríduo Pascal

            - Celebração: Páscoa a Pentecostes

            - Prolongamento: 2º Tempo Comum

AS CORES LITÚRGICAS

As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. No principio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas “cores litúrgicas”. Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume

 
BRANCO: significa Alegria. É usada no Tempo de Natal, Páscoa, Tempo Pascal, Santíssima Trindade, Quinta Feira Santa e Festa do Corpo de Cristo, Festas de Nossa Senhora, e festas de santos não mártires.

 VERMELHO: significa É a cor que recorda um amor tão profundo que conduz à doação da própria vida, assim como Cristo que doou sua vida para nos salvar. Lembra também o amor e fogo do Espírito Santo. É usado nas festas de santos mártires (os mártires que derramaram seu sangue por amor ao Reino)., no Domingo de Ramos, na Sexta feira santa, no Domingo de Pentecostes.

 VERDE: significa esperança. Usado no Tempo Comum. Na primeira parte do Tempo Comum celebramos a Esperança de Cristo que veio. Na Segunda parte do Tempo Comum, celebramos a Esperança de um Cristo Ressuscitado, que venceu as adversidades e é a nossa Única e Real esperança.

ROXO: É usado no Tempo do Advento e no Tempo Quaresmal.

O ROXO no Advento: O roxo no advento não significa penitência, mas um recolhimento, uma purificação da vida pela justiça e pela verdade, preparando os caminhos do Senhor.

 O ROXO vem acompanhado do sentido de um recolhimento que alimenta uma esperança.

O ROXO na Quaresma: Aqui o roxo se refere a uma profunda interiorização num tempo forte de penitência e conversão, de jejum e oração.

         É também uma espera por um grande acontecimento, que nos convoca a uma   preparação adequada.

ROSADO: significa espera alegre. Usado nos domingos do Advento (Gaedere) e no 4ª domingo da Quaresma (Laetere). Ambos os termos significando ALEGRIA.

NO ADVENTO: estarmos grávidos da Palavra, para que após a gestação aconteça

um mundo novo.

       NA QUARESMA: O IV Domingo da Quaresma é chamado de "Laetare". Esta é a primeira palavra da antífona de entrada da missa deste domingo: "Laetare, Jerusalem". "Alegra-te, Jerusalém!" (cf. Is 66,10-11).

É um dos dois únicos dias em que o Missal Romano prevê a possibilidade do uso de paramentos róseos. A cor é expressão visível da alegria que inunda toda a celebração litúrgica, ao aproximar-se a Páscoa da Ressurreição.

A origem da cor rósea está relacionada à bênção das rosas. De início, tratava-se de rosas naturais. Este domingo situa-se próximo do início da primavera no hemisfério norte (haja vista que a Páscoa ocorre no domingo após a primeira lua-cheia da primavera) e, por isso, os cristãos tinham o costume de presentear-se com as primeiras rosas da estação. Depois este domingo foi relacionado à bênção da Rosa de Ouro pelo Papa, como veremos a seguir. Os ritos foram simplificados, mas a Rosa de Ouro ainda é comumente entregue pelo Santo Padre como sinal de apreço. Um exemplo é a Rosa de Ouro que o Papa Bento XVI ofereceu à Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida durante sua visita em maio de 2007.

Meditando na oração de bênção da Rosa de Ouro apresentada por D. Prósper no texto abaixo, podemos perceber o profundo sentido espiritual que se pode alcançar da cor dos paramentos e desta referência às flores: a Páscoa é a primavera espiritual do cristão, que o renova, revigora e faz exalar o bom perfume de Cristo. Além disso - como se percebe nas últimas frases da oração - a verdadeira rosa, a flor à qual a Liturgia faz referência neste domingo é o Cristo, o Lírio dos Vales, a Flor dos Campos que germinou no Tronco de Jessé.

Outro acento especial é a alegria. Somente na oração de bênção citada por D. Prósper podemos contar nove referências a alegria, felicidade, gozo, contentamento. É a alegria cristã, haurida na Ressurreição do Senhor pela participação nesta em nosso Batismo.

Cabe recordar que o Missal Romano atual afirma que neste domingo, além dos paramentos poderem ser de cor rosa, pode-se ornar o altar com flores e o órgão (ou outros instrumentos) pode voltar a soar nas igrejas, quase como uma antecipação das festas pascais.
       A seguir, a tradução de um texto de Dom Prósper Guéranger, OSB, um dos pais do movimento litúrgico, sobre a celebração deste IV Domingo da Quaresma. Além de apresentar a origem histórica da celebração, Dom Prósper oferece-nos também uma excelente meditação sobre o sentido espiritual deste dia.

O domingo da alegria

Este Domingo chamado Laetare, da primeira palavra do Intróito da Missa, é um dos mais célebres do ano. Neste dia a Igreja suspende as tristezas da Quaresma; os cantos da Missa não falam senão de alegria e de consolação; se faz ouvir novamente o órgão, que permaneceu mudo nos três Domingos precedentes; [... ]é consentido substituir os paramentos roxos com paramentos rosa. Os mesmos ritos já os havíamos visto praticarem durante o Advento, no Terceiro Domingo chamado Gaudete. Manifestando hoje a Igreja a sua alegria na Liturgia, quer felicitar-se do zelo de seus filhos; havendo eles já percorrido a metade da santa quaresma, quer estimular o seu ardor a prosseguirem até o fim.

 A ROSA DE OURO

A bênção da Rosa é ainda hoje um dos particulares ritos do Quarto Domingo da Quaresma, por qual razão vem chamado também de Domingo da Rosa. Os graciosos pensamentos que inspira esta flor são em harmonia com os sentimentos que hoje a Igreja quer infundir nos seus filhos, aos quais a alegre Páscoa logo abrirá uma primavera espiritual, em confronto da qual a primavera da natureza não é senão uma pálida idéia. Também esta instituição remonta aos séculos mais distantes. A instituiu são Leão IX, em 1049, na Abadia da Santa Cruz de Woffenheim; e nos resta um sermão sobre a Rosa de Outro, que Inocêncio III pronunciou aquele dia na Basílica da Santa Cruz em Jerusalém (PL 217,393). Na Idade Média, quando o Papa morava ainda no Latrão, depois de haver abençoado a Rosa, seguia em cortejo todo o Sacro Colégio, rumo à igreja da Estação, levando na cabeça a Mitra e na mão esta flor simbólica. Chegado à Basílica, pronunciava um discurso sobre os mistérios representados pela Rosa por causa de sua beleza, a sua cor e o seu perfume. Então se celebrava a Missa; terminada a qual, o Pontífice retornava ao Palácio Laterantense, atravessando a esplanada que separa as duas Basílicas, sempre com a Rosa na mão. Chegado à porta do palácio, se no cortejo era presente um príncipe, cabia a ele conduzir as rédeas e ajudar o pontífice a desmontar do cavalo; em recompensa da sua cortesia recebia a Rosa, objeto de tanta honra.

Nos nossos dias a função não é mais tão imponente; mas lhes é conservado todos os principais ritos. O Papa abençoa a Rosa de Ouro na Sala dos Paramentos, a unge com o Santo Crisma e sobre ela espalha um pó perfumado, conforme o rito de um tempo; e quando chega o momento da Missa Solene, entra na Capela do Palácio, tendo entre as mãos a flor. Durante o Santo Sacrifício a rosa é colocada sobre o altar e fixada sobre um rosário de ouro feito para este fim; finalmente, terminada a Missa, ela é levada ao Pontífice, o qual ao sair da Capela a tem sempre entre as mãos até a Sala dos Paramentos. Muitas vezes o Papa costuma enviar a Rosa a qualquer príncipe ou princesa que deseja honrar; outras vezes é uma cidade ou então uma Igreja que é feita objeto de tal distinção.

 A BENÇÃO DA ROSA DE OURO

 A tradução da bela oração com a qual o Pontífice abençoa a Rosa de Ouro: essa ajudará você a melhor penetrar o mistério desta cerimônia, que acrescenta tanto esplendor ao quarto Domingo da Quaresma:

“Ó Deus, que tudo criastes com a vossa palavra e poder, e que governais com a vossa vontade; Vós que sois o gozo e a alegria de todos os fiéis; suplicamos a vossa majestade que vos digneis abençoar e santificar esta Rosa de aspecto e perfume tão agradáveis, que nós devemos hoje em trazer entre as mãos, em sinal de alegria espiritual: para que o povo a vós consagrado, arrancado do jugo da escravidão da Babilônia com a graça do vosso Filho Unigênito, glória e alegria de Israel, exprima com coração sincero as alegrias da Jerusalém do alto, nossa mãe. E como a vossa Igreja, à vista deste símbolo, exulta de felicidade pela glória do vosso Nome, concede-lhe, ó Senhor, um contentamento verdadeiro e perfeito. Agrade-vos a sua devoção, absolve os seus pecados, aumenta-lhe a fé; abate os seus obstáculos e concede-lhe todo bem: para que a mesma Igreja vos ofereça o fruto de suas boas obras, caminhando atrás dos perfumes desta flor, a qual, surgida da planta de Jessé, é misticamente chamada a flor dos campos e o lírio dos vales; e que ela mereça gozar um dia a alegria sem fim na glória celeste, em companhia de todos os Santos, com a Flor divina que vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém”.