sexta-feira, 19 de outubro de 2012

DIACONADO NO BRASIL

HISTÓRIA DO DIACONADO NO BRASIL
Primeiras manifestações


Uma das primeiras manifestações a favor da restauração do diaconado permanente, no Brasil, deu-se com a resenha dos artigos publicados na Europa sobre o assunto, elencando os motivos favoráveis à restauração e enfatizando o auxílio aos presbíteros nas áreas rurais. Acentuando, também, a dimensão teológica do diaconado e a necessidade de formação especial para os candidatos. Propondo-se que não houvesse um único modelo diaconal, mas uma diversidade de “tipos” de diáconos, de acordo com as necessidades pastorais.
Em junho de 1963, foi publicada a Petição ao Concílio em favor da restauração do diaconado permanente feita pela “Comunidade do Diaconado no Brasil”, não apenas a título de informação, mas manifestando apoio formal à iniciativa. Em setembro do mesmo ano, foi publicado um artigo, que abordava o ministério diaconal a partir da realidade rural de Santa Catarina.

Oficialização da restauração

Durante a IV Sessão do Concílio Vaticano II, nos dias 22 a 24/10/65, os Bispos do Brasil participaram de encontro promovido pela Comunidade Internacional do Diaconado. Analisaram sua restauração e perspectivas para a Igreja e para o mundo. Voltaram a tratar do tema durante a V Sessão do Concílio, na VII Assembléia Geral Extraordinária, no dia 15/11/65. Aprovaram, então, a restauração do diaconado como grau distinto e permanente da hierarquia.
Vários encontros realizados no Brasil contribuíram para amadurecer a opção pelo diaconado. O primeiro foi preparado pelo Instituto Superior de Pastoral Latino-Americano e realizado de 16 a 24/02/65, em São Paulo.
O Segundo encontro realizou-se em Campinas, SP, nos dias 01 a 04/08/66, reunindo bispos, presbíteros e religiosas. Foram tratados temas como: formação e seleção dos candidatos; atuação dos diáconos nas comunidades, não como meros suplentes dos presbíteros, nem como substitutos dos ministros leigos; relação do diácono com o bispo e com os presbíteros. Síntese dessas reflexões foi encaminhada ao Encontro de Buenos Aires. Em preparação àquele encontro, a Secretaria Nacional do Ministério Hierárquico da CNBB promoveu dias de estudo, em São Paulo, de 26 a 29/04/68.
Simultaneamente, ocorreram experiências de formação de candidatos ao diaconado. Dom Eugênio de Araújo Sales, então Administrador Apostólico de Salvador, BA, iniciou o primeiro curso para os candidatos do Regional Nordeste 3, em março de 1966. Três meses mais tarde, teve início o segundo curso, organizado pelo Regional Centro Oeste, em Goiás. No início de 1967, o Regional Sul 3, que compreendia também o Estado de Santa Catarina, promoveu curso em Porto Alegre, RS. No mesmo ano, outros cursos aconteceram em Volta Redonda, RJ, João Pessoa e Campina Grande, PB, Taubaté, SP.
A decisão tomada pela CNBB, em Roma, por ocasião da VII Assembléia Geral Extraordinária, foi ratificada na IX Assembléia Geral, realizada no Rio de Janeiro de 12 a 20/07/68. O pedido oficial à Santa Sé, foi encaminhado durante a reunião da Comissão Central da CNBB, de 9 a 12/09/70.
Primeiro Encontro Nacional sobre o Diaconado realizou-se em Porto Alegre, de 17 a 19/06/70. As conclusões foram acrescentadas ao pedido da CNBB enviado à Roma. O Papa Paulo VI aprovou a petição através do Rescrito nº 428/70, de 14/12/70, da Congregação para a Disciplina dos Sacramentos.
Em 1985, o Conselho Permanente da CNBB recebeu as orientações pastorais para os diáconos apresentadas pela Comissão Nacional de Diáconos (CND). Na festa de Guadalupe, em 12/12/87, as orientações foram publicadas com o título “Diaconado no Brasil: Teologia e Orientações Práticas” (Estudos da CNBB nº 57).
Muitos encontros em nível regional e nacional foram realizados em todo o Brasil, consolidando o processo de implantação do diaconado permanente e abrindo novas perspectivas pastorais.

Consulta sobre o diaconado permanente
A Comissão Nacional de Diáconos, com a colaboração do Setor Vocações e Ministérios da CNBB, realizou, no decurso de 1996, consulta a todas as dioceses e prelazias da Igreja no Brasil com o objetivo de conseguir informações mais precisas sobre a situação do diaconado permanente. As informações recebidas contribuíram no processo de elaboração dessas Diretrizes.

Fonte: Diretrizes para o Diaconado Permanente – Doc. 74 da CNBB
Publicado em www.cnd.org.br

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