quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Novas atitudes pastorais

Novas atitudes pastorais são necessárias para assumir e concretizar toda a proposta pastoral de Aparecida. Já refletimos sobre a atitude de permanente conversão pastoral (366). Basta conferir o Informativo "DIÀCONOS" de julho passado. Agora inspirados no n.291 que fala da necessidade de "novas atitudes pastorais por parte dos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e agentes de pastoral", para assumir a dinâmica catequética da iniciação cristã e da catequese permanente, vamos abordar novos aspectos.
As novas atitudes pastorais são decorrentes dos novos desafios, das opções pastorais e dos apelos do Espírito Santo para cumprir a missão.
Para que as nossas comunidades sejam comunidades de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor são necessárias atitudes de abertura, diálogo e disponibilidade para promover a co-responsabilidade e participação efetiva de todos os fiéis na vida das comunidades cristãs (cf. 368).
As novas atitudes pastorais não devem ser vistas apenas como estratégias para procurar êxitos pastorais, mas, sobretudo como exigência de imitar as atitudes do Mestre: estar sempre perto das pessoas de forma afetuosa, ser uma pessoa acessível, disponível a todos, que escuta, humilde, solidário, compassivo, reconciliador, comprometido com a justiça social e capaz de compartilhar, de ir ao encontro dos pobres e excluídos (cf. 263 e cf. 372).
Também para renovar as paróquias e efetivar a pastoral urbana se exigem atitudes novas. (cf. 201). "Se percebem atitudes de medo em relação a pastoral urbana; tendências a se fechar nos métodos antigos e a tomar atitude de defesa diante da nova cultura, com sentimentos de impotência diante das grandes dificuldades das cidades" (513).
Há certas atitudes de ministros ordenados e agentes de pastoral que não condizem com as exigências evangélicas e dos novos tempos. Atitudes de autoritarismo, superioridade, clericalismo, machismo, intransigência, descriminação, elitismo e de paternalismo devem ser evitadas a todo custo. Hoje não é mais permitido na pastoral ter uma atitude passiva, rotineira, comodista, interesseira. Hoje é vital escutar as pessoas, dar atenção personalizada, visita-las, acolhe-las, ir ao encontro dos afastados, conviver com eles e dedicar tempo aos pobres e excluídos.
Atitudes de serviço, de despojamento, de generosidade, de gratuidade, são essenciais para o testemunho de vida coerente com o ministério. Atitudes de diálogo, de respeito à pluralidade, de tolerância, de colaboração e trabalho em parceria, tanto dentro da Igreja como no diálogo ecumênico ou inter-religioso, são fundamentais para a credibilidade da nossa missão.
Atitudes de descentralização, de desburocratização da ação pastoral, de não pensar apenas no administrativo, são vitais para o crescimento das comunidades e das pastorais e o desempenho da co-responsabilidade e comunhão.
Também são da maior importância as atitudes de acolhida do novo, abertura para novas experiências pastorais, atualização e contínuo processo formativo, de valorização da pastoral orgânica, para avançar em propostas pastorais que ajudem melhor a transmitir a fé.
Aparecida nos convida a fazer uma profunda revisão das nossas atitudes pastorais para poder passar de uma pastoral de manutenção para uma pastoral missionária. Os diáconos têm que fazer a sua parte para que com novas atitudes pastorais sejam motor de sustentação da vitalidade missionária da Igreja.

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