domingo, 23 de setembro de 2012

BEM VIDA PRIMAVERA



Veja: o inverno já passou!” (Ct 2,11)

 
 
 
PRIMAVERA UMA ESTAÇÃO MARAVILHOSA (23/9/2012)

 
Queridos irmãos e irmãs, a primavera chegou. Abra seu coração, pois Deus quer lançar uma semente dentro dele.

 

Quando a Bíblia Sagrada foca esta estação colorida, nos passa grande lição. Diz que a vida, a beleza e o vigor da juventude, são coisas passageiras, e a Palavra de Deus é eterna: “Na verdade o povo é relva. Seca-se a relva e cai a sua flor; mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre” - Isaías 40. 7 b – 8).
       
 
   O livro Cântico dos Cânticos focaliza a primavera. Nele, temos um dos mais belos romances do Antigo Testamento retratado através da antiga poesia oriental. Encontramos belos versos falando sobre o amor de Salomão pela noiva Sulamita e vice-versa. O livro mostra o relacionamento puro deles, tão puro que é alçado ao nível do amor de Cristo pela Igreja.
       O sentimento correspondido de ambos é algo que os torna sensíveis e leves, torna seus olhos comuns em olhos mais aguçados e preparados para capturarem os detalhes mais sublimes e belos que o Criador fez: “Aparecem as flores na terra; chegou o tempo de cantar; e já se ouve o arrulhar da rolinha em nossa terra. A figueira começa a dar os seus primeiros figos; as vinhas estão em flor e espalham as suas fragrâncias...” (Ct 2.12-13).
          Não é por acaso que a fase do apogeu do ser humano, quando a força e a beleza estão no seu ápice, é chamada de “a flor da idade”, inclusive o livro de Salmos, capítulo 1, ao nos dizer que seremos bem-aventurados quando frutificarmos na estação certa.
         A primavera é a mais linda das quatro estações. É a época da poesia, é quando Deus distribui flores para todos nós!

   Ao cantar dos pássaros devemos nos lembrar da Providência Divina: Não se vendem dois pardais por uma moedinha? No entanto nenhum cai no chão sem o consentimento de vosso Pai. Vós valeis mais do que muitos pardais” (Mt 10, 30.31) .

Que nos “invernos” de nossa vida, quando sentimos que o frio das dificuldades, das amarguras querem nos consumir aproveitemos o reverdecer das plantas e deixemos nosso coração abrasar-se pela Palavra de Deus que nos fortalece e inundemos a nossa vida de radiante esperança: “pois uma arvore tem esperança; mesmo que a cortem tornará a brotar, e não faltarão os seus ramos. Se envelhecer na terra a sua raiz e morrer o seu tronco no pó, ao cheiro da água rebrotará e produzirá folhagem como planta nova” (Jó 14, 7-8)

 

        Que o Mestre de Nazaré nos inspire a nas turbulências, preocupações e correria da vida, tenhamos a coragem de parar e admirar a natureza como Ele fazia:Olhai os pássaros do céu ...olhai os lírios do campo” (Mt 6, 26.28)
 
 
 
 


Peça ao Senhor a chuva de primavera, pois, é o Senhor quem faz o trovão, quem manda a chuva e lhes dá as plantas do campo. (Zc 10,1)

Que na graça e benção do Senhor da Vida, haja sempre primavera em seu coração!

    Deixe germinar a semente do amor, da paz, da fraternidade... Um grande abraço...Feliz Primavera

 

Diác. Flori

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

BÍBLIA




BÍBLIA: PALAVRAS DE  USO  MAIS  FREQUENTE

·         O nome Iahweh (que significa "ele é" - Ex 3,12 - 15) ou Javé pode aparecer na forma abreviada "Iah", "Iahu", "Iô", "Ieho". "Hallelu-Iah" (aleluia) significa "louvai a Iah".

·         "Adonai" significa "Senhor". Os Israelitas, quando encontravam na Bíblia o nome "Iahweh", não o pronunciavam, dizendo em seu lugar "Adonai".

·         Outro nome de Deus é "El", significando apenas Deus e não o seu nome próprio. Aparece comumente na forma "Elohim".

·         Outro nome de Deus é "Shaddai", traduzido por "Todo-Poderoso". Designa o Deus que habita nas montanhas ou nos campos.

·         A palavra Abbá, em aramaico, a língua falada por Jesus, significa "paizinho, meu pai, papai". É com esta palavra de carinho que Jesus normalmente tratava o Pai. No AT, Deus é chamado de Pai em diversas ocasiões (Sl 89,27; Eclo 23,1 - 4; Is 63,16;64,7; Jr 3,4) mas nunca com esta palavra familiar. Empregada na oração cristã, mostra que o clima dela é o de total confiança e de intimidade.

·         O nome "Jesus" - em hebraico "Yeshu'a" - é uma forma tardia do nome "Josué", e significa "Javé é a salvação", ou seja, em Jesus Deus salva o seu povo.

·         "Cristo" é a tradução grega do hebraico "Messias", e significa "ungido".

·         Jesus era chamado de "Nazareno" porque tinha vivido e crescido na cidade de Nazaré, na Galiléia, norte da Palestina. A cidadezinha de Nazaré nunca é citada no AT.

·         Para os cristãos, o peixe simbolizava Jesus porque as letras iniciais da sentença: "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador" formavam em grego a palavra "peixe".

·         A palavra espírito em hebraico significa vento, hálito, sopro de vida; pode ser também o jeito da pessoa, sua consciência, seu entusiasmo ou dinamismo. Também chamam-se espíritos certas realidades invisíveis, boas ou más, que agem no mundo. O Espírito de Deus é sua ação, sua força, seu dinamismo.

·         Em Jo 14 a 16 o Espírito Santo é denominado paráclito, que significa ajudante, protetor, advogado.

·         A palavra "igreja" significa "reunião", "assembléia". No AT designa a comunidade de Israel. No NT, a comunidade dos seguidores de Jesus.

·         Na Bíblia, os anjos, e principalmente o "Anjo de Iahweh", são um modo de personificar a ação do próprio Deus. A palavra anjo significa "enviado", "mensageiro".

·         "Satanás" é uma palavra hebraica (Satan) que significa "adversário", "acusador". Satânica é toda ação que produz adversidade e acusação infundada.

·         "Diabo", do grego "diábolos", é aquele que provoca dúvida e divisão. É diabólica toda ação que introduz dúvidas ou faz com que as pessoas se dividam.

·         Demônio não é o mesmo que diabo ou satanás. Para os antigos, era uma realidade que agia internamente na pessoa, fazendo-a descobrir alguma coisa sobre si própria.

·         O nome Belzebu, em hebraico "Baal-zebub", não é nome do demônio, e sim uma caçoada irônica dirigida ao deus Baal, chamando-o de "senhor das moscas".

·         Leviatã, na mitologia fenícia, é o monstro do caos primitivo que foi vencido por Javé por ocasião da criação e da passagem do mar Vermelho. É nome atribuído ao crocodilo, um dos símbolos do Egito.

·         "Xeol" (= mansão dos mortos) era o nome dado pelos Israelitas para a moradia subterrânea dos mortos. O latim traduziu a palavra por "infernus", de onde veio o português "inferno". O inferno como castigo final e definitivo dos maus só aparece no NT, mas não com esse nome. Fala-se de lugar de choro e ranger de dentes, escuridão, exclusão da felicidade eterna, fogo que nunca se apaga, geena.

·         "Baal" significa "senhor, proprietário, marido". Era o deus cananeu do trovão e da chuva, possuidor do solo, ao qual traz fertilidade.

·         "Astate" ou "Aserá" era a companheira de Baal. É a deusa cananéia do amor e da fecundidade.

·         "Adão" significa literalmente "de terra vermelha". Na maior parte das vezes em que aparece na Bíblia não é nome próprio, mas designa "um homem, um ser humano, a humanidade".

·         "Eva" significa "viva" ou "aquela que dá vida". É por isso que Adão lhe deu esse nome, "por ser a mãe de todos os que vivem"(Gn 3,20).

·         Éden não significa paraíso, mas deserto. O jardim de Gn 2,8 foi plantado no deserto, isto é, um jardim em Éden. Um jardim num lugar deserto era o ideal de felicidade de quem vivia em lugares áridos.

·         Parábola é uma história verossímil, tirada da vida comum, para com ela apontar uma realidade mais profunda. Veja, por exemplo, a série de parábolas em Mateus 13.

·         Metáfora é o modo de falar de uma realidade através de outra. É o único modo de falarmos da divindade e do transcendente.

·         Alegoria (esta palavra vem do grego e significa "dizer as coisas de outra forma") é um modo figurado de falar de uma realidade, onde cada coisa corresponde a outra. Veja Mateus 25,31 - 46.

·         O Símbolo é outro meio de significar uma coisa que seria impossível exprimir de outro modo. O Apocalipse de João é todo escrito em linguagem simbólica, que não pode ser entendida ao pé da letra.

·         Profeta é aquele que fala em nome de Deus. Por isso o profeta sempre introduz o que vai anunciar com as palavras: "Assim diz Javé…" Os profetas pedem a conversão, e isso significa mudar de rumo, deixando de viver segundo os projetos da injustiça para viver segundo o projeto de Deus, que se funda na justiça.

·         Apóstolo significa "enviado", "mensageiro". Jesus deu esse nome aos discípulos que lhe eram mais chegado e que continuaram sua obra.

·         Discípulo quer dizer seguidor, aprendiz.

·         Diácono quer dizer servidor.

·         "Domingo", em latim "dies dominica", significa o "dia do Senhor". Os cristãos o tomaram como dia santo, no qual se celebra a ressurreição do Senhor Jesus.

·         Querigma, palavra que significa "proclamação", era o anúncio fundamental dos primeiros seguidores de Jesus para provocar a conversão dos ouvintes.

·         Benção significa "bem-dição", bem-dizer, isto é, desejar e praticar o bem em favor dos outros. Maldição é o contrário: desejar e praticar o mal.

·         A palavra hebraica pecado - hatta' - significa "errar o alvo". O homem erra o alvo quando vive ou faz coisas contrárias ao projeto de Deus. A injustiça é a fonte do pecado.

·         Glória, em hebraico, corresponde à nossa palavra peso: é o valor bem pesado e avaliado, a importância.

·         O termo "Hosana" não é um louvor, e sim uma fórmula de súplica. Significa "Salva, por favor". Atualmente é usada na liturgia como aclamação de louvor.

·         Maranata, literalmente "Maran athá", são duas palavras aramaicas que significam: "Senhor nosso, vem". Aparece no fim de toda a Bíblia: "Amém! Vem, Senhor Jesus!"(Ap 22,20).

·         Shalom diz mais que o nosso termo paz: é bem-estar completo, satisfação, harmonia - tudo o que é fruto da benção de Deus.

·         Amém é a palavra hebraica usada no templo e nas sinagogas no fim das orações. Significa: "é certo", ou "não há dúvida sobre isso".

·         A palavra caridade é usada sempre no sentido de amor, não de esmola.

·         Carisma é uma palavra grega que significa dom, graça. No NT, carismas são os dons que o Espírito Santo distribui na comunidade em vista do bem comum.

·         Centurião era o chefe de um pelotão de cem soldados, a menor divisão da infantaria romana. Veja, por exemplo, Mt 8,5 - 13; Jo 4,46 - 54; Mc 15,39.

·         A Legião romana contava, no tempo dos imperadores romanos, 6.000 pedestres, 120 cavaleiros, mais as esquadras técnicas e as tropas especiais. Confira Mc 5,9. 15.

·         O Sinédrio era a suprema instância jurídica do tempo do NT. Era formado por 71 membros: anciãos, sumos sacerdotes e doutores da Lei. Seu presidente era o sumo sacerdote em função.

·         Sinagoga, ou casa de oração, eram as casas de reunião que apareceram a partir do exílio na Babilônia. A sobrevivência do judaísmo deveu-se à existência das sinagogas, que substituíram o templo. Todos os sábados os judeus se reuniam na sinagoga para rezar, ouvir e comentar os textos bíblicos. Nela todo judeu adulto podia tomar a palavra.

·         Os anciãos eram os representantes da classe rica, em geral grandes proprietários de terras e imóveis urbanos. Junto com os sumos sacerdotes detinham o poder político e econômico.

·         Os sumos sacerdotes depostos conservavam seu título e continuavam membros do Sinédrio. O sumo sacerdote era escolhido dentre 4 famílias sacerdotais.

·         Os doutores da Lei, ou escribas, eram as pessoas mais cultas, entendidas em jurisprudência e interpretação da Bíblia. No Sinédrio, representavam a ideologia dominante.

·         Fariseus, os "separados", eram um partido leigo muito próximo ao povo. Distinguiam-se pela intransigência e rígida observância da Lei. Eram piedosos, estudiosos, observantes e mestres da Lei. Acreditavam na vida eterna e valorizavam a tradição de seus antepassados. Eram estimados pelo povo.

·         Os levitas eram uma espécie de sacerdotes de ordem inferior.

·         Os saduceus eram o grupo econômico e político dominante na época de Jesus. A ele pertenciam os sacerdotes. Era materialistas, e não aceitavam a ressurreição. Eram mais conservadores que os fariseus e deles se distinguiam por doutrinas e práticas. Não acreditavam em anjos, demônios, ressurreição dos mortos.

·         Os herodianos eram os defensores da dominação romana na Palestina. Estavam a serviço de Herodes e eram os mais ferrenhos perseguidores de movimentos subversivos.

·         Os zelotas eram membros do partido judaico do tempo de Jesus que se opunha à dominação romana por julgá-la incompatível com a soberania do Deus de Israel.

·         Os sicários, assim chamados porque carregavam um punhal, eram um movimento subversivo caracterizado por atentados violentos.

·         Os essênios eram uma facção do clero de Jerusalém que se afastou para as montanhas a fim de encarnar uma vivência genuína da fé judaica.

Os cobradores de impostos, ou publicanos, eram os coletores de tributos e taxas destinados ao império romano. Por essa razão, os cobradores eram odiados pelo povo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Novas atitudes pastorais

Novas atitudes pastorais são necessárias para assumir e concretizar toda a proposta pastoral de Aparecida. Já refletimos sobre a atitude de permanente conversão pastoral (366). Basta conferir o Informativo "DIÀCONOS" de julho passado. Agora inspirados no n.291 que fala da necessidade de "novas atitudes pastorais por parte dos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas e agentes de pastoral", para assumir a dinâmica catequética da iniciação cristã e da catequese permanente, vamos abordar novos aspectos.
As novas atitudes pastorais são decorrentes dos novos desafios, das opções pastorais e dos apelos do Espírito Santo para cumprir a missão.
Para que as nossas comunidades sejam comunidades de discípulos missionários ao redor de Jesus Cristo, Mestre e Pastor são necessárias atitudes de abertura, diálogo e disponibilidade para promover a co-responsabilidade e participação efetiva de todos os fiéis na vida das comunidades cristãs (cf. 368).
As novas atitudes pastorais não devem ser vistas apenas como estratégias para procurar êxitos pastorais, mas, sobretudo como exigência de imitar as atitudes do Mestre: estar sempre perto das pessoas de forma afetuosa, ser uma pessoa acessível, disponível a todos, que escuta, humilde, solidário, compassivo, reconciliador, comprometido com a justiça social e capaz de compartilhar, de ir ao encontro dos pobres e excluídos (cf. 263 e cf. 372).
Também para renovar as paróquias e efetivar a pastoral urbana se exigem atitudes novas. (cf. 201). "Se percebem atitudes de medo em relação a pastoral urbana; tendências a se fechar nos métodos antigos e a tomar atitude de defesa diante da nova cultura, com sentimentos de impotência diante das grandes dificuldades das cidades" (513).
Há certas atitudes de ministros ordenados e agentes de pastoral que não condizem com as exigências evangélicas e dos novos tempos. Atitudes de autoritarismo, superioridade, clericalismo, machismo, intransigência, descriminação, elitismo e de paternalismo devem ser evitadas a todo custo. Hoje não é mais permitido na pastoral ter uma atitude passiva, rotineira, comodista, interesseira. Hoje é vital escutar as pessoas, dar atenção personalizada, visita-las, acolhe-las, ir ao encontro dos afastados, conviver com eles e dedicar tempo aos pobres e excluídos.
Atitudes de serviço, de despojamento, de generosidade, de gratuidade, são essenciais para o testemunho de vida coerente com o ministério. Atitudes de diálogo, de respeito à pluralidade, de tolerância, de colaboração e trabalho em parceria, tanto dentro da Igreja como no diálogo ecumênico ou inter-religioso, são fundamentais para a credibilidade da nossa missão.
Atitudes de descentralização, de desburocratização da ação pastoral, de não pensar apenas no administrativo, são vitais para o crescimento das comunidades e das pastorais e o desempenho da co-responsabilidade e comunhão.
Também são da maior importância as atitudes de acolhida do novo, abertura para novas experiências pastorais, atualização e contínuo processo formativo, de valorização da pastoral orgânica, para avançar em propostas pastorais que ajudem melhor a transmitir a fé.
Aparecida nos convida a fazer uma profunda revisão das nossas atitudes pastorais para poder passar de uma pastoral de manutenção para uma pastoral missionária. Os diáconos têm que fazer a sua parte para que com novas atitudes pastorais sejam motor de sustentação da vitalidade missionária da Igreja.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

SETEMBRO: MÊS DA BIBLIA - 2012


 
“Não cesseis de falar deste Livro da Lei. Medita nele dia e noite, para que procures agir de acordo com tudo o que nele está escrito. Assim farás prosperar teus caminhos e serás bem-sucedido” (Js 1,8)

 

            Seguindo a exortação do próprio Livro Santo precisamos sempre aprofundar sua leitura e seus ensinamentos, e por mais que o lemos e meditemos nunca vamos chegar a esgotá-lo, pois não é um simples Livro, mas fala de VIDA. Da VIDA de um povo e sua experiência de Deus. Portanto, a Bíblia não é um fim em si mesma, mas quer nos revelar a face de um Pai Amoroso e Providente  para que entendamos que somente Nele encontramos refúgio.

            Devemos tomar consciência que a Bíblia é uma carta de amor cujo remetente é DEUS e o destinatário é VOCÊ. É um dos lugares privilegiados para fazer uma experiência de Deus. Na oração falamos a Ele e na Bíblia O escutamos. Mas... Atenção: é um dos lugares privilegiados, pois a Comunidade e a Eucaristia também são de suma importância e onde também Deus está presente, pois a Bíblia é um Livro escrito em mutirão, e é na Comunidade que deve ser entendida e vivenciada.

            Ignorar as Sagradas Escrituras é ignorar Jesus Cristo” (São Jerônimo)

            A importância da Sagrada Escritura encontramos nela mesmo: II Tm 3,16-17: “Toda Escritura foi inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça. Assim a pessoa que é de Deus estará capacitada e bem preparada para toda boa obra”

            Nos seus mais de 2000 anos, a Igreja que berçou, conservou e transmitiu a Bíblia sempre a teve como fonte de vida, por isso todos os dias é dia da Bíblia, mas para que possa ser mais enfatizada e realçada, a Igreja dedica um mês em especial.

            POR QUE ?

Por que este mês celebramos a festa litúrgica de São Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia.

O Papa Dâmaso I, 36º sucessor de Pedro, pediu a Jerônimo que traduzisse a Bíblia do hebraico, aramaico e grego para o latim, o idioma da população na época, isso em 381 de nossa era.

Jerônimo, um dos homens mais sábios de seu tempo, atendeu ao pedido. Esta tradução chamou-se “Vulgata”, que quer dizer “vulgo” isto é, “do povo”. A realização deste trabalho durou 35 anos, norteado por muita oração e jejum, numa gruta em Belém. 

Jerônimo morreu em 420. Ele é o padroeiro de todos os leitores e estudiosos da Bíblia. Sua festa é dia 30 de setembro, quando se celebra o Dia da Bíblia.

COMO NASCEU O MÊS DA BÍBLIA?
           O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.

         E desde então todos os anos é feito um estudo de um livro da Bíblia, ou parte dele

         A proposta para o mês de setembro de 2012 é o estudo do Evangelho segundo Marcos associada ao Projeto nacional de Evangelização: O Brasil na missão Continental.       

         Este projeto foi elaborado pela América Latina após a Conferência de Aparecida e reassumido pela Assembléia dos Bispos do Brasil em 2011.

        O Evangelho segundo Marcos foi escolhido em sintonia com o ano Litúrgico que estamos vivenciando, o qual, juntamente com o Projeto Nacional de Evangelização, nos ajudará a revisitar os escritos da Comunidade de Marcos, percorrendo os cincos aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o encontro com Jesus Cristo, a convenção, o discipulado, a comunhão fraterna e a missão.

            O tema escolhido pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é: Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos, e o lema é: Coragem!Levanta-te!Ele te chama! É a expressão presente na narrativa da cura do cego Bartimeu em Mc 10,49. È um texto relevante em Marcos, que nos mostra cada etapa do processo de discipulado e de seguimento de Jesus Cristo.
Com esse projeto da CNBB e o aprofundamento do Mês da Bíblia, damos um novo passo na nossa ação evangelizadora, em continuidade com as ricas experiências e conquistas da Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e, por ele, com o Pai, no Espírito Santo.

        
A Bíblia é Palavra não de um imperador ou de um sábio ou de um historiador. É PALAVRA DE DEUS.

Se Deus aparecesse na praça, e fosse distribuindo folhetos com mensagens, não sairíamos de casa, correndo para aquela praça, para receber aqueles folhetos?

É o que acontece com a Bíblia. Ali é Deus que se comunica conosco, comigo, com você, com todos. Por isto amamos a Bíblia. Mais, temos veneração, paixão pela Bíblia, e a colocamos em lugar de honra.

Quando rezamos, falamos com Deus. Quando lemos a Bíblia, é Deus que fala conosco.

Ter um lugar de honra para colocar a Bíblia é importante, mas o mais importante é ler, refletir, guardar e viver seus ensinamentos.

Que o mês de setembro sirva de estimulo para tenhamos não um mês da Bíblia, mas que em todos os dias aprofundemos no estudo do texto sagrado.

            Tomara que você possa cada vez amar a Palavra de Deus, pedindo as luzes do Espírito Santo que possa compreendê-la cada vez melhor, para poder vivê-la.

            A leitura da Sagrada Escritura, deve ser acompanhada de oração, para que seja possível o colóquio entre Deus e o homem” (Dei Verbum)

            A oração seguinte vai como sugestão:

Meu Senhor e meu Pai!

Envia Teu Santo Espírito para que eu compreenda e acolha Tua Santa Palavra!
Que eu Te conheça e Te faça conhecido; Te ame e te faça ser amado; Te sirva e Te faça ser servido; Te louve e Te faça ser louvado por todas as criaturas.
Faz, ó Pai, que pela leitura da Palavra, os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça, e que todos tenhamos Vida e Vida em abundância (Jo 10,10).

Amém!